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Afrodite

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Olá mulheres e homens que querem entender as mulheres de suas vidas, chegou o dia de falarmos um pouco sobre Afrodite a deusa grega do Amor, da beleza e da sexualidade, mas principalmente da transformação. Vênus para os romanos, foi cantada em prosa e verso pela beleza do seu corpo e rosto, de seu cabelo dourado e olhos brilhantes. Seu arquétipo governa o prazer do amor e da beleza, da sexualidade e da sensualidade das mulheres.

Para você que acompanhou nossos posts dedicados às deusas gregas, sabe que as dividimos em tres categorias: as deusas virgens, vulneráveis e alquímica.  Na categoria alquímica, Afrodite domina soberana, exatamente por seu processo extraordinário ou poder de transformação que ela sozinha teve. Na mitologia grega, Afrodite foi responsável por motivar paixões entre os deuses e os mortais, levando-os a conceberem novas e transformadas vidas. Ou seja Afrodite simboliza também o poder transformativo, mas principalmente criativo do amor.

Foi colocada sozinha nesta categoria de deusa alquímica, porque apesar de ter algumas características em comum com as deusas virgens – Héstia, Ártemis e Atena – como por exemplo fazendo o que lhe agradava ou com as deusas vulneráveis – Hera, Deméter e Perséfone – ligadas às divindades masculinas e/ou tendo filhos, Afrodite nunca foi vitimada e não sofreu. Em todos os seus relacionamentos, os sentimentos de desejo eram mútuos; nunca foi vítima da paixão indesejável de um homem por ela. Valorizava a experiência emocional com outros, muito mais do que a independência dos outros (que motivava as deusas virgens) ou laços permanentes (que caracterizavam as deusas vulneráveis).

Apesar de algumas semelhanças, com as outras duas categorias de deusas, Afrodite valoriza as ligações, mas não como compromissos a longo prazo com outras pessoas. Seu objetivo é consumar os relacionamentos e gerar vida nova – num processo alquímico. De forma semelhante às deusas virgens, é capaz de focar no seu objetivo, sem deixar que a afastem dele. Entretanto seu objetivo é fundamentalmente diferente dos objetivos das deusas virgens, por suas características exclusivamente subjetivas o que não lhe permite ser medido em termos de realização ou reconhecimento. As deusas virgens são motivadas por objetivos de carreira e reconhecimento, lembra-se?

Afrodite é o arquétipo responsável por aquela atração magnética, quando a “química” acontece entre os pares, e eles desejam a união acima de qualquer coisa. Sentem um poderoso impulso de ficarem mais íntimos, de terem relação sexual e consumarem o encontro. Aqui podemos entender a relação sexual como sinônimo de comunicação e comunhão. Um impulso poderoso em direção à união, a conhecer e compreender realmente ao outro. Afrodite gera o desejo de conhecer e ser conhecida. Assim, se esse desejo gerar intimidade física, uma nova vida pode surgir; se a união for também de mente, coração ou espírito, o novo crescimento ocorrerá em esferas psicológicas, emocionais ou espirituais.

A dificuldade aparece quando a pessoa se apaixona por alguém que não lhe corresponde.É repetidamente atraída ao amado e de novo recusada. A intensidade – maravilhosa quando o amor é retribuído – neste caso, ao contrário amplifica a dor.

É interessante perceber que quando Afrodite influencia um relacionamento, seu efeito não é limitado ao romântico ou ao sexual, afinal o amor platônico, a conexão de alma, a amizade profunda, a comunicação e a compreensão empática são todas maravilhosas expressões do amor. Ou seja, onde quer que o crescimento seja gerado, uma visão mantida, um potencial desenvolvido, uma centelha de criatividade encorajada – como por exemplo numa consultoria, aconselhamento terapêutico, paternidade, ensino etc… – Afrodite lá estará permeando o relacionamento das pessoas envolvidas.

Afrodite também representa o ímpeto para assegurar a perpetuação da espécie. Seu arquétipo está ligado ao ímpeto sexual e o poder da paixão. Diferente de Deméter que pratica sexo para ter um bebê, Afrodite tem um bebê devido ao seu desejo por um homem ou por causa do desejo de ter uma experiência sexual ou romântica. Se você deseja evitar um gravidez indesejada, Afrodite é má conselheira. Sua influência vai na direção de esquecer os cuidados anti conceptivos, para não perder a paixão do momento.

Outro aspecto interessantíssimo de Afrodite é a espécie única da sua consciência. Acompanhe comigo e veja se você se identifica? As deusas virgens são associadas a consciência focada e são os arquétipos que possibilitam às mulheres concentrarem-se no que realmente lhes importa. As deusas vulneráveis por sua natural capacidade receptiva tem uma consciência difusa, que lhes permite dar atenção à várias coisas ao mesmo tempo: marido, filhos etc… A consciência de Afrodite é focada e intensa ao mesmo tempo que é receptiva e atenta àquilo que focaliza. Ilumina o objeto de seu foco de forma aquecedora e suave, de forma semelhante às luzes do teatro que iluminam o palco. A luz da ribalta no palco dramatiza ou magnifica o impacto da experiência sobre a platéia, ajudando-a a ser transportada emocionalmente por uma sinfonia, movidos por uma peça ou pelas palavras de um orador. Acontece uma interação de sentimentos, impressões e memórias entre palco e platéia. Ou seja o que é iluminando pela “ribalta”absorve a atenção, atrai e deixa a platéia absorta e descontraída em sua concentração. É o mesmo que acontece quando enxergamos qualquer coisa através da luz dourada da consciência de Afrodite: tudo fica fascinante, desde o rosto de uma pessoa, uma idéia ou a forma de um objeto.

Aqui vale a pena um lembrete sobre a natureza da consciência que a mulher do tipo Afrodite utiliza: a atenção e o interesse que dedica a algo, alguém ou objeto, embora faça-o sentir-se especial não significa necessariamente que ela está fascinada ou enamorada. Compreende as pessoas e coisas da mesma forma que um degustador de vinhos faria diante da taça de um vinho novo que precisa conhecer e avaliar. Verifica a pureza, o sabor, o aroma, a cor, a suavidade. Mas seria um engano supor que todo este interesse e atenção signifique que este seja especial ou até mesmo apreciável.

A boa notícia, que faz o arquétipo de Afrodite encantador é que a sua consciência, quando presente, permite que os envolvidos com ele irradiem bem estar e energia intensificada, como é o caso dos amantes. É fácil perceber um casal apaixonado: há um brilho e intensidade de sentimentos que os vitaliza e os faz perderem a noção do tempo e do espaço.

As mulheres do tipo Afrodite são capazes de atrair e inspirar os homens a realizar seus sonhos e aspirações. Ela tem a habilidade de ver o potencial deles, acreditar em seus sonhos e inspirá-los a realizá-los. Tanto as mulheres como os homens precisam ser capazes de imaginar que seu sonho é possível. Para isso, às vezes, precisam que outra pessoa olhe para eles e para seus sonhos com a consciência transformadora de Afrodite.

Na Europa medieval, a alquimia era tanto um processo físico de transformar substâncias inferiores em ouro, quanto um empenho psicológico esotérico de também transformar a personalidade do alquimista. Assim é a alquimia de Afrodite. Segundo Jean Bolen, em cuja fonte pesquiso para escrever estes posts, nós experienciamos Afrodite quando nos sentimos atraídos por outra pessoa e nos apaixonamos; quando somos tocados por seu poder de transformação e criatividade; quando apreciamos a capacidade que temos de transformar o que focalizamos em belo e apreciado porque está permeado pelo nosso amor. Você conhecia este aspecto poderoso e transformador de Afrodite? Comente conosco como percebe tudo isso em sua vida.

O arquétipo de Afrodite governa o prazer do amor e da beleza, da sexualidade e sensualidade das mulheres. Quando ativado transforma temporariamente a mortal comum em desusa do amor, fazendo com que a mulher se sinta atraente e sensual. A grande questão aqui é: como ativar o arquétipo de Afrodite ou como o arquétipo de Afrodite é ativado? Afinal qual de nós – nalgum momento de nossas vidas – não desejou vivenciar uma paixão, sentir-se atraente, sensual, desejada? De acordo com as duas versões míticas do nascimento de Afrodite, existem dois caminhos pelos quais esse arquétipo vem à consciência. O primeiro é uma iniciação dramática quando ela surge subitamente, amadurecida e impressionante, como uma presença dominante vindas das águas do inconsciente. A sexualidade é sentida como resposta instintiva, com pouca ou quase nenhuma conexão com o amar, como se houvesse um “desligamento” da intimidade emocional. Metaforicamente falando, semelhante à versão de Hesíodo do nascimento de Afrodite no mar: adulta, linda, loura e arrebatadora!

O segundo caminho é quando arquétipo surge ativo num relacionamento, onde o crescimento da confiança e do amor e uma redução gradual na inibição dão lugar ao “nascimento” de Afrodite. É quando acontece o primeiro orgasmo na relação sexual e o subsequente novo desejo de intimidade física. Este segundo caminho é considerado semelhante à versão comum de Homero, do nascimento de Afrodite como filha de Zeus e da ninfa marítima Dione.

E como cultivar Afrodite? Primeiramente buscar focar e manter-se no aqui e agora, são atitudes que convidam Afrodite para a nossa vida. Reconhecer e libertar-se dos padrões da nossa cultura judaico-cristã que consideram o prazer pecaminoso e frívolo. Herança da nossa sociedade patriarcal e machista que consideram a sensualidade e a sexualidade feminina como atributos das prostitutas e acabam por colocar a mulher tipo Afrodite – no mínimo – em divergência com os padrões da moralidade. Quando não as marginaliza. Afrodite ainda tem que enfrentar a força dos arquétipos de Ártemis e Atena focadas em alcançar objetivos, deixando de lado o prazer. Afrodite também ameaça os arquétipos de Hera e Deméter – monogamia ou o papel maternal – fazendo que estas mulheres a vejam de forma julgamentosa e preconceituosa. Finalmente as mulheres do tipo Perséfone e Héstia, arquétipos com predisposição a introversão, ficam menos sensíveis às atrações externas, que tanto encantam Afrodite.

O alerta aqui é para o quanto é imperioso observar e descobrir o valor de Afrodite em nossas vidas e procurar desenvolver esse aspecto em nós mesmas. Esse é o primeiro passo para a ativação do arquétipo. Em seguida dedicar tempo e oportunidade para que ela possa se desenvolver. O resultado desta atitude é abrir espaço para férias do casal, sem a presença dos filhos, quando poderão divertir-se, conversar e amar-se; para aprender dança do ventre, recurso poderoso de ativação do primeiro e segundo chakras – responsáveis também pelo prazer e pela criatividade – ou um meio de estar à vontade e gostar do próprio corpo, condição para se ter prazer no fazer amor.

Outra forma poderosa de ativar e cultivar o arquétipo de Afrodite é interessar-se pela arte, poesia, música, permitindo-se desenvolver a habilidade de imergir numa experiência visual, auditiva ou cinestésica. Quando nos deixamos absorver por algo, pode ocorrer uma interação entre si mesmas e o meio no qual nos inserimos, do qual pode surgir alguma coisa nova e surpreendentemente prazerosa como a aura de Afrodite.

Contudo, não é fácil ter Afrodite como arquétipo dominante especialmente no que diz respeito à inevitabilidade do envelhecimento, que pode ser uma realidade devastadora para a mulher tipo Afrodite, cuja atratividade tenha sido sua principal fonte de gratificação. A saída para este desafio é engajar-se no trabalho criativo, que a interesse e mantenha entusiasmada. Afinal as mulheres do tipo Afrodite retêm a capacidade de enxergar a beleza e de sempre estarem um pouco apaixonadas pelo objeto do seu foco. Tipicamente jovens por dentro, atraem pessoas e tem amigos de todas as idades, o que mantém sua graça e vitalidade.

Outro desafio de Afrodite é quando é criada ou ‘obrigada’ a viver num ambiente repressor que condena a sexualidade nas mulheres. Nestas situações pode tentar reprimir seu interesse pelos homens, menosprezar sua atratividade, sentir-se culpada e em conflito para expressar sua natureza de Afrodite. O resultado deste impasse entre sua sexualidade, sensualidade e consciência poderá conduzi-la a sentimentos de depressão e ansiedade, com consequente perda do contato com um dos aspectos principais de sua verdadeira identidade, perdendo sua vitalidade e espontaneidade.

Finalmente, a mulher do tipo Afrodite, pode passar por uma série de intensos romances, nos quais se apaixonou muito facilmente, convencida de ter encontrado o homem perfeito. Seu desafio, é aprender a amar alguém do jeito que de fato é, um ser humano imperfeito e não um deus. Desencantar-se com as fascinações sem profundidade, de modo que possa permanecer num relacionamento aceitando as imperfeições humanas de seu companheiro e as suas próprias e assim, descobrir as dimensões humanas do amor.

De qualquer modo, o primeiro e mais importante passo é conhecer seu próprio padrão arquetípico. A partir desta informação, valiosa para todas as mulheres e em especial para as mulheres do tipo Afrodite, é maravilhoso saber que é de sua natureza “divina” apaixonar-se facilmente, experimentar atrações eróticas e ter um forte impulso sexual que muitas mulheres não tem. Este conhecimento auxilia as mulheres do tipo Afrodite a libertar-se da culpa de serem quem são, ao mesmo tempo que as alerta para o cuidado consigo, que a deusa não o faz. Alem do auto conhecimento de cuja importância sempre falamos aqui no Ser Integral, interessante desenvolver as habilidades de outros arquétipos como Ártemis e Atena. Uma vez casadas e com filhos, Hera e Deméter podem ter influência estabilizadora.Da mesma forma desenvolver Héstia através da meditação, pode trazer equilíbrio para o fascínio que a atração erótica exerce em si mesma. Cultivar a introversão de Perséfone pode permitir-lhe viver uma experiência sexual na fantasia em vez da realidade, sem os riscos da exposição demasiada.

Desejo que este conhecimento sobre o arquétipo de Afrodite, seja a útil a você, na maioria de seus aspectos. Confesso que até escrever sobre ela é envolvente e sedutor. E para você como foi este contato com Afrodite? Voce é uma mulher do tipo Afrodite? Aposto que conhece muitas. Se esta deusa não é um arquétipo dominante em você, sentiu que precisa desenvolve-lo? Aguardo seu comentário aqui mesmo no blog, na nossa fanpage do Ser Integral ou ainda pelo email rmarrie@gmail.com. Nós adoramos esta interação.

Um grande abraço, muita luz e não esqueça: Cadastre-se em nossa fanpage Ser Integral, Curta e Compartilhe! Muitas mulheres podem beneficiar-se deste conhecimento.

PS: Ah, hoje além do texto do post com a nossa pesquisa sobre Afrodite, temos mais um presente para você. Clique no link abaixo e receba gratuitamente o e-book que carinhosamente preparamos para você, com super dicas de Aromaterapia para equilibrar seus ambientes, em especial o ambiente do seu lar. É gratuito, mas eu não sei por quanto tempo vai ficar disponível. O ideal é ver agora mesmo.

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Fonte:

Bolen, S Jean – As deusas e a mulher – nova psicologia das mulheres

Descobrindo a Deusa III

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Curiosa para conhecer a última deusa desta série de artigos sobre as Deusas Virgens?

Hoje vamos compartilhar um pouco do pensamento e pesquisa da dra Jean Shinoda Bolen em seu livro “As Deusas e a Mulher”, sobre a deusa virgem Atena.

É importante ressaltar que nas muitas fases que nós mulheres passamos na vida, em cada uma delas podemos a ter a nossa própria deusa ou deusas influentes. Por esta razão é tão importante, a auto observação que produz auto conhecimento e auxilia no reconhecimento dos padrões arquetípicos das deusas que foram mais importantes em nossa vida ou que estão predominando no agora. Saber quem somos, onde estamos e onde queremos chegar, pode ser muito transformador nas nossas vidas. As deusas podem nos ajudar. Vamos lá, conhecer um pouco mais de Atena?

Atena era a deusa grega da sabedoria e das artes. Assim como Ártemis e Héstia, que falamos nos dois textos anteriores (não leu ainda? aqui está o link: http://bit.ly/descobrindoasuadeusaII  e http://bit.ly/descobrindo-a-sua-deusa) era uma deusa virgem, dedicada à castidade e ao celibato. Majestosa, bonita, deusa guerreira, protetora dos seus heróis escolhidos e de sua cidade homônima: Atenas.

As mulheres cujo arquétipo dominante é a deusa Atena, são voltadas para as atividades de planejamento e execução que requerem pensamento intencional e racional. Deusa da sabedoria Atena era reconhecida por suas estratégias vitoriosas e soluções práticas. As mulheres que estão vivenciando seu arquétipo tem  mente lógica e são governadas mais pela razão do que pelo coração. Conseguem pensar bem, manter a calma quando as coisas se desarranjam emocionalmente e ainda desenvolver boas táticas para solucionar os conflitos.

O arquétipo de Atena pode ser muito útil e funcionar como um aliado para outras deusas, pela sua capacidade de examinar, avaliar as situações e definir a melhor estratégia a ser adotada. No meio de uma tempestade emocional, por exemplo, se a mulher puder invocar Atena como um arquétipo em si mesma, a racionalidade a auxiliará a orientar-se e achar a luz ou solução para a dificuldade.

Assim como Ártemis e Héstia, Atena é motivada por suas próprias prioridades, evitando envolvimentos emocionais que prejudiquem seus objetivos pessoais e principalmente os profissionais.

De acordo com o mito a deusa Atena nasceu adulta da cabeça do seu pai Zeus – o pai de todos os deuses do Olimpo – sendo considerada a “filha do pai”. Enquanto arquétipo da “filha do pai” Atena representa a mulher que tende naturalmente aos homens poderosos, que tem autoridade, responsabilidade e poder. Atena predispõe as mulheres a buscar relacionamentos de mentoras com homens decididos e bem sucedidos que compartilham de seus interesses e de modos semelhantes de olhar e entender as coisas. Atena tem pouca compaixão pelos mal sucedidos, oprimidos ou rebeldes.

Se você está precisando das qualidades de Atena na sua vida, pode cultivar este arquétipo através da educação ou trabalho. A educação requer o desenvolvimento das qualidades de Atena. Levar os estudos a sério, ajuda a desenvolver hábitos disciplinadores. Com o trabalho é a mesma coisa. Adotar o “profissionalismo”como regra, implica tornar-se objetiva, impessoal e habilidosa. Toda instrução estimula o desenvolvimento deste arquétipo. Quer aprender fatos objetivos, pensar claramente, preparar-se para exames e testes? Evoque Atena.

As mulheres tipo Atena planejam para o futuro, seja na escolha das faculdades que desejam frequentar quanto na dedicação ao trabalho para alcançar os objetivos que determina. No mundo do poder e da realização utiliza-se de estratégias e pensamento lógico, aceitando a realidade como se apresenta e a ela se adaptando. As mulheres do tipo Atena não brincam de Cinderela e não esperam pelo príncipe encantado que virá salvá-las pelo casamento. Entretanto se optarem pelo casamento, tornam-se administradoras eficientes. Planeja e monta um sistema doméstico eficiente onde consegue viver dentro do orçamento, empregando bem os recursos financeiros de que dispõe.

Ao contrario de Ártemis, a mulher tipo Atena, em geral tem falta de amigas íntimas, até pela falta de afinidade que sente em relação aos papéis femininos tradicionais ou com as feministas, que em tese poderia se assemelhar. No seu relacionamento com os homens somente os heróis tem vez. São impacientes com os sonhadores e não simpatizam com os homens que tem compaixão em demasia na hora de agir decisivamente. Valorizam os homens que vão atrás do que elas querem, são fortes e possuem muitos recursos.

Tipicamente, ela não é uma uma mulher sensual ou “sexy”, nem atraída pelo flerte ou romantismo. Gosta mais dos homens como amigos ou mentores, do que como amantes. Entretanto se resolver ser sexualmente ativa, aprende habilidosamente como fazer amor. Tudo vai depender do contrato que assumir com seu parceiro (a). Tratará da sua sexualidade da mesma forma que das suas outras funções corporais – alguma coisa que precisa ser feita regularmente e que é bom para ela. O casamento para uma mulher do tipo Atena está mais para uma parceria amistosa do que uma união apaixonada. É praticamente impermeável ao ciúme sexual. Vê seu casamento como uma associação mútua vantajosa, dá e espera lealdade. Confia na qualidade da estrutura do seu casamento e por isso acha difícil que venha abalada ou substituída por uma atração passageira.

A mulher tipo Atena cria seus filhos para o mundo e não vê a hora de que cheguem à idade onde poderá falar com eles de igual para igual fazer projetos e ir com eles para ver o que há para ser visto. Entretanto tem dificuldade para lidar com os filhos(as) que são diferentes dela ou seja mais tocados pelos sentimentos do que pela sua maneira racional e lógica de abordar a vida.

Na meia idade e na velhice, mudam muito pouco porque permanecem pela vida afora ativas, práticas, colocando a mão na massa, seja no lar, no trabalho ou como voluntárias na comunidade. Quando os filhos crescem e saem de casa, a mulher do tipo Atenas não lamenta o ninho vazio. Comemora o tempo a mais que ganha para se dedicar aos seus novos projetos, estudos ou trabalhos que aprecia. Mantém relações afáveis com os filhos porque sempre os encorajou a serem independentes e auto suficientes. Nunca foi intrusa, nem encorajou a dependência. Usualmente seus filhos e netos a respeitam e gostam dela. Embora não seja muito dada a exteriorizações de seus sentimentos, mantém o contato familiar, a comunicação e as comemorações familiares tradicionais.

O desafio das mulheres do tipo Atena é desenvolver outros aspectos de si mesma. Afinal viver como Atena, significa viver inteligentemente e agir premeditadamente no mundo, o que muitas vezes pode representar uma unilateralidade racional que a desliga de toda cadeia e intensidade da emoção humana. Movida pela racionalidade, a mulher do tipo Atena perde a experiência de realizar-se na íntegra quanto ao seu corpo. Sabe pouco sobre sensualidade. Se mantém acima do nível instintivo e portanto não vivencia e aprende com força dos instintos maternais, sexuais ou procriativos.

Você deve estar se perguntando e agora que eu me identifiquei com alguns aspectos de Atena ou conheço alguém que eu gosto muito e tem estas características? O que podemos fazer para utilizar este conhecimento e crescer além dos limites deste arquétipo? O conhecimento das deusas permite ultrapassar as limitações que cada um delas tem, através do cultivo das múltiplas possibilidades que elas também nos apresentam. No caso de Atenas, existem diversos caminhos a considerar:

Voltar-se para o interior, usando sua habilidade inata para as artes: tecelagem, cerâmica, pintura, música, costura etc… na verdade qualquer artesanato possibilita a mulher do tipo Atena um equilíbrio interior do enfoque exterior;

Recuperar a criança: a deusa Atena nasceu adulta da cabeça do pai (lembra-se do mito?) Desde que se conhece por gente sua lembrança é a de “desvendar mistérios”ou ser “esperta a respeito de tudo”. Todavia uma menina verbal com a mente prática muitas vezes perde áreas totais de experiências subjetivas que podem fazer falta na idade adulta ou que ela pode querer vivenciar. Recuperar a criança significa descobrir em si própria a criança que nunca foi e assim poder se encantar ou ficar confusa com alguma coisa nova;

Descobrir a mãe: na mitologia a deusa Atena era uma filha sem mãe, identificava-se com seu pai e tinha muito orgulho de suas realizações. É útil para a mulher do tipo Atena conhecer e aprender sobre os valores femininos matriarcais que precederam o patriarcado – que prevalece até hoje. Começará a se ver, a ver a própria mãe e às outras mulheres de modo diferente. Esta atitude poderá ser decisivo para um ganho na qualidade dos seus relacionamentos.

Eu desejo de todo coração que este passeio pelo Olimpo no território das deusas virgens tenha despertado em você o desejo de aprofundamento do seu auto conhecimento. As possibilidades são inúmeras. Aqui mesmo no Ser Integral oferecemos algumas muito eficazes. Visite a nossa página e agende o seu atendimento.

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Um grande abraço e uma semana abençoada e plena de significado e propósito.

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Resgatando seu Poder II

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Olá pessoal, ao longo das últimas semanas estamos dedicando uma atenção especial ao Feminino e seus aspectos sagrados. Nossa intenção é trazer reflexão para promover transformação.  Na verdade, reconexão com nossa natureza feminina que ficou meio perdida na luta para nos libertamos da submissão e do preconceito de uma sociedade patriarcal.  Se você não leu os textos anteriores, dá uma  espiadinha  neste link: http://bit.ly/2cYCsXm

Nesta direção hoje vamos compartilhar algumas informações para auxiliar no processo de auto conhecimento, reconexão com nossa natureza feminina e transformação. Vamos falar das funções e importância do Segundo Chakra, Chakra Sacral em sânscito Sahashara. Localizado no baixo abdômen, tem como órgãos associados, o útero, intestino grosso, próstata, ovários e testículos. Assim como cada  Chakras tem uma relação direta com uma glândula endócrina, o Segundo Chakra está relacionado às glândulas endócrinas: ovários e testículos. No aspecto espiritual é responsável pelo auto respeito. No aspecto emocional nos ensina a lidar com os aspectos da comunhão e da possessividade. Além de tudo isso, este centro de energia é responsável pela nossa criatividade de um modo geral e especialmente a criatividade nas relações afetivas. Sua cor associada é o laranja.

Falando em relação afetiva, lembramos que enquanto o Primeiro Chakra diz “Eu sou”, o nosso segundo chakra diz, “Eu sou numa relação afetiva com… meu cônjuge, meu trabalho, minha família, minha religião, meus amigos, a natureza, o dinheiro”. Ou seja , é o centro de todas as relações.

Kalil Gibran em seu livro ‘O Profeta’, presenteou -nos com uma forma especial de compreensão de como lidar com nossos relacionamentos afetivos:

“Entreguem o coração, mas não para o outro guardar,

Pois somente a mão da Vida pode conter seus corações,

E fiquem juntos, mas não juntos demais,

Pois os pilares do templo erguem-se em separado,

E o carvalho e o cipreste não crescem à sombra um do outro.”

Manter o equilíbrio do Segundo Chakra também permite lidar com nosso processo criativo que representa nossa relação com a Terra e com nosso Criador, simbolizando uma grande parte do sentido de nossa vida, missão nesta existência. Traz-nos a consciência de que somos co-criadores de todas as nossas experiências. Algo que sempre falamos aqui no Ser Integral: assumir a responsabilidade por nós mesmas e nossas escolhas. Este equilíbrio nos possibilita inspiração e capacidade para assumir riscos e buscar a realização dos sonhos da nossa Alma. Permite também trabalharmos as nossas relações, trocas e interações em todos os níveis, sejam elas com Deus, nossos Mestres e guias, nossos entes queridos. E finalmente nos ajuda a trabalhar o estágio final do ciclo criativo que é a morte, tão natural na vida. Afinal tudo tem um fim, a morte é inevitável: é apenas uma questão de tempo. O corpo feminino é extremamente sintonizado com a compreensão da natureza cíclica e rítmica da existência humana, vendo que, como as fases da lua, a vida cresce e mingua. Faz parte da natureza feminina aceitar a morte todos os meses – com a menstruação – vendo esse período com um momento de liberar o velho e se preparar para o novo.

Importante lembrar que o estágio final do ciclo criativo pode e deve ser, também, um momento fantástico de celebração, pois é a consumação de um ciclo e muita coisa se realizou. Muito aprendizado, ganho de experiência. É a época da colheita, quando podemos apanhar e saborear os frutos de nosso trabalho. E nós enquanto força criadora somos alimentados e nutridos por nossa própria criação. Aproveitar o exemplo de sabedoria das plantas que compartilham seus frutos e sementes mas também os aproveita para reabsorver parte de sua energia, aumentando sua capacidade de produzir uma vida nova na próxima estação.

Saborear os frutos de nossos esforços antes de plantar uma semente nova.

Depois de compartilharmos um pouco da importância e características deste importante centro energético e principalmente de sua importância em nossos relacionamentos, vamos manter a tradição e trazer algumas dicas práticas para equilibrar sua atividade:

– Comece fazendo todo dia um ato de carinho por você mesma: compre flores, tome um banho quente bem demorado, faça um escalda pés com argila verde para relaxar no final do dia, reserve um tempo só para si e invista na qualidade do tempo que passar com seu par amoroso (se tiver um);

– faça uma boa faxina, jogando fora todo amor não correspondido, fantasias românticas e tristeza reprimidas. Escreva cartas que não vai mandar e nelas libere os pensamentos e as pessoas para seguirem o caminho delas e não o seu. Agradeça pelo tempo que passaram com você por tudo que trocaram de experiência e aprendizado;

– tome mais consciência de sua relação com a Natureza. Pare um pouco e sinta o perfume das flores, sinta o prazer de pisar descalça na grama, na terra, na areia. Ouça e aprecie o canto dos pássaros e aproveite o prazer que tudo isso pode trazer;

– se estiver vivendo uma relação afetiva complicada, onde a comunicação ficou difícil, sente-se num lugar sossegado e feche os olhos. Imagine que está se encontrando  com essa pessoa no topo de uma montanha (ou no topo de outra montanha, se achar difícil a convivência… rsrsr) e peça para conversar com seu Eu superior. Diga-lhe tudo que gostaria que ela ouvisse, lembrando-se de faze-lo de modo amoroso e gentil buscando seu bem maior. Ouça sua resposta. Se achar necessário peça ajuda ao mundo espiritual (bastante recomendado). E o mais importante, sempre termine oferecendo amor e gratidão. Se você leu ou assistiu o filme “Comer, Rezar e Amar”  vai lembrar-se de uma cena semelhante onde a atriz principal (Julia Roberts) faz um exercício de liberação no topo do mosteiro.

– use a cor laranja, nos alimentos, na sua roupa ou mesmo na decoração da sua casa. É um jeito bem fácil e legal de equilibrar o seu Sahashara.

– Finalmente também pode utilizar uma fórmula floral especialmente preparada para equilibrar o chakra Sacral. Procure no site www.gotasdoinfinictho.com.br.

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Gratidão por sua atenção. Eu desejo a você uma semana iluminada e plena de criatividade e boas escolhas.

Grande abraço e até o próximo post.

Para saber mais:

Anatomia da Cura – Christine R. Page – Ed Ground.

Resgatando seu poder

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Esta semana vamos continuar compartilhando um pouco mais sobre o Sagrado Feminino, para que possamos compreender e resgatar cada vez mais o modo feminino de Ser Integral. Iniciei o assunto no post da semana passada e se você não viu ainda, clique no link e aproveite: https://serintegralsaude.wordpress.com/2016/09/15/o-sagrado-feminino/

Depois da maldição de Eva, a próxima grande mudança  que afetaria de forma profunda a vida das mulheres, foi a Revolução Industrial. Com ela a mulher teve que sair para trabalhar fora ,  assumir uma jornada dupla, abrindo mão do recolhimento durante o período menstrual, recomendado pelos médicos da época e pelas  mães e avós (sábias). Até ali estávamos acostumadas a uma maior autonomia na gestão e organização do nosso dia de trabalho. Afinal quando a administração do nosso ambiente de trabalho – a casa ou um pequeno sítio por exemplo  – está a nosso cargo, podemos adaptá-lo para se adequar às nossas alterações hormonais que nos provocam alterações de humor e disposição. Com a Revolução Industrial esta possibilidade de adaptar o ritmo interno a carga horária de trabalho fora de casa, praticamente desapareceu. Surgia o conceito de produtividade que vinculava os trabalhadores ao resultado da operação das máquinas. Ou seja a ideologia da era industrial adaptou a realidade humana àquela das máquinas, que não estão sujeitas a flutuações sazonais e mensais.

Claro que sair de casa para trabalhar fora foi um avanço fantástico em nossas vidas. Permitiu uma liberdade que até então tinha sido negada enquanto a vida feminina seguia controlada pelos homens e seus desejos machistas. Entretanto a nossa necessidade de conquistar a igualdade com os homens no mundo profissional pode ter nos conduzido a dispensar algumas idéias boas, juntamente com as ruins. Entre as coisas que o feminismo moderno rejeitou está a influência hormonal sobre as mulheres. Com razão, naturalmente, porque se fossemos consideradas ‘inconfiáveis’ nalgum período do mês, certamente seria mais um motivo para nos manter afastadas das posições de poder.

Todavia, ignorar a influência e ação dos hormônios em nossa vida e as alterações que nos provocam, também levou-nos a rejeitar a menstruação. Com esta atitude – uma reação à nossa condição de submissão e impotência – talvez tenhamos perdido inteiramente o contato com o último vestígio da consciência de seu valor na vida das mulheres. Ou seja, apesar de todas as nossas conquistas, a busca pelo poder em mundo masculino pode ter nos distanciado muito de nossa natureza feminina. Talvez estejamos num estado de desequilíbrio entre o nosso yin e yang, no dizer da Medicina Chinesa.

Este desequilíbrio acabou por fixar a idéia da menstruação como um inconveniente, algo que precisa ser ignorado. Afinal precisamos competir num mundo masculino e não podemos demonstrar fraqueza no período menstrual. Temos que resguardar o mito de “ser igual ao homem, e às vezes até melhor”. É mais fácil ser uma mulher bem sucedida em mundo masculino caso se consiga abstrair o fato de menstruar.

Para dar suporte a esta desconsideração consumimos tampões, desodorantes vaginais e sofisticadas drogas analgésicas e até antidepressivas, fortemente alicerçadas no desejo de provar que o mito da supermulher é verdadeiro. Que uma mulher menstruada é igual a outra não menstruada. E todas nós sabemos que qualquer mulher minimamente conectada com seu corpo percebe-se totalmente diferente em seu período menstrual. Este é um fato da natureza, não há como negar. É como negar a existência dos ciclos lunares ou o movimento das marés.

Felizmente, com a ascenção do movimento da espiritualidade feminina, a menstruação começou a ser considerada algo sagrado e significativo. O que estamos observando neste momento de reconexão com o Sagrado Feminino, é um convite para perceber os nossos ciclos, nossas emoções, aprendendo a vivencia-los em harmonia com a natureza e a Mãe Terra.

A proposta de hoje, na verdade é a proposta do Ser Integral: investir em auto conhecimento. Ser capaz de descobrir mais sobre nós mesmas, buscando interiorização, percebendo melhor seus instintos, suas vontades, seus ciclos (menstruação, gestação, menopausa). Saber quem somos, onde estamos e para onde queremos ir. Tudo isso é possível quando temos CLAREZA.

São muitos os caminhos para adquirir auto conhecimento, consciência e clareza. A meditação é um deles. Simples, mas não é fácil. Exige disciplina e vontade, mas os resultados são altamente compensadores. Comece com um minuto por dia, todos os dias. A EMF Balancing Technique é outro caminho fantástico que pratico e recomendo fortemente porque promove alinhamento da sua malha energética. Costumo traçar uma analogia entre o alinhamento da malha energética e o corpo físico: para praticar atividade física é necessário estar alimentado, descansado e saudável ( sem anemia por exemplo), ou seja exige alguns pre requisitos importantes.   Da mesma forma para realizarmos nosso propósito de vida, nosso jornada de auto conhecimento de forma eficiente, é necessário alinhar nossa malha energética. A EMF permite isso. Fortalece nossos circuitos de energia, alinha nossos chakras, de modo que sejamos capazes de sustentar toda energia necessária para realizar nossa missão.

Ficou curiosa? Quer saber mais? Acesse minha página de Atendimentos  https://serintegralsaude.wordpress.com/atendimentos/ e agende uma consulta. Seja a mudança que quer para sua vida!

Um grande abraço e até o próximo post.


Para saber mais:

Seu Sangue é Ouro – Lara Owen – Ed Rosa dos Tempos Ltda

O Sagrado Feminino

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Nas última semanas dedicamos uma atenção especial às mulheres na meia idade. Falamos de Climatério, Menopausa, suas perdas e ganhos, dores e delícias, como tudo na vida. Hoje vamos compartilhar um pouco da nossa visão do que é Ser Integral, honrando o Sagrado Feminino.

Apesar das conquistas femininas até aqui, ainda vivemos numa sociedade patriarcal e machista. Esta situação de dominação masculina acontece há tanto tempo que parece que sempre foi assim. Mas não é verdade. Descobertas arqueológicas dão conta de que houve um tempo em que homens e mulheres veneravam a Grande Deusa, a MãeTerra, e em que imagens de mulheres criativas e fecundas eram esculpidas em pedra e guardadas em relicários.  Entretanto,  tudo isso começou a mudar, há cerca de 5000 anos, quando grupos militaristas do Oriente Médio invadiram as sociedades pacíficas e agrárias que veneravam a Deusa, dando início a um movimento que viria modificar profundamente a história humana. À medida que este movimento de deslocamento da Deusa para os valores orientados para o masculino, foram acontecendo, a posição das mulheres na sociedade foi piorando progressivamente e os aspectos da vida relacionados ao feminino foram sendo denegridos.

Essa mudança de valores resultou na associação da vergonha ao corpo (sentimentos e sensações relacionados à mulher, à Deusa e à terra), deixando-nos dependentes da mente (o mundo das idéias associado ao homem, ao Deus e ao céu). Nos milhares de últimos anos, todas as principais religiões do mundo tornaram-se patriarcais, todas valorizando o intelecto e o espírito acima do corpo e dos instintos.

Para que possamos recuperar o poder da Deusa é importante que tenhamos consciência desta história e das crenças que foram construídas através delas. Uma delas é uma crença tão subliminar que quase passa despercebida por nós: a versão mítica da história representada por Adão e Eva, na qual ela além de comer o fruto proibido ainda o oferece ao seu marido. Eva  com seu traiçoeiro poder de sedução, induziu o inocente Adão ao pecado. Por conta disso recebe a maldição divina: “Vou fazê-la sofrer muito em sua gravidez: entre dores, você dará à luz seus filhos; a paixão vai arrastar você para o marido e ele a dominará.”(Gên 3:16).

Reflita comigo o quanto de vergonha e culpa temos carregado ao longo do tempo por conta desta versão tenebrosa. Claro que isso não aconteceu da noite para o dia, ela foi se cristalizando através dos séculos, com a Inquisição que exterminou cerca de nove milhões de supostos bruxos. Cerca de 85% deles eram mulheres. Com eles morreram os remanescentes da religião da Deusa e grande parte do conhecimento da humanidade sobre a obstetrícia, o herbalismo (conhecimento sobre as plantas medicinais), a agricultura e a prática espiritual baseados nas leis naturais.

A proposta de hoje inclui alguns temas importantes, além da reflexão sobre a história de como começou a dominação feminina:

– aprender a se desvincular dos padrões  de beleza e comportamento, pré-estabelecidos por uma sociedade patriarcal e repressora:

– apostar firmemente no auto conhecimento. Saber quem somos, do que gostamos, para descobrir e buscar o que queremos para nossas vidas. As energias de atração da vida precisam saber exatamente o que você quer. É preciso ter CLAREZA.

– tornar-se PARCEIRA de si mesma, numa atitude repleta de auto amor e auto aceitação.

A dica prática de hoje para iniciar (ou fortalecer, depende de onde você se encontra) seu empoderamento, é um Ritual utilizando o recurso amoroso e curativo da Aromaterapia. O objetivo é vivificar a ligação do seu coração com seu ventre. Esta ligação entre o Chakra Cardíaco e o Chakra Umbilical é uma chave poderosa para trazer consciência do seu poder feminino, despertando/resgatando seu potencial criativo e curando as feridas da vergonha e culpa ancestrais. É simples, fácil de fazer e muito gratificante.

Reserve um tempo para você.

Prepare  o óleo terapêutico que vai precisar da seguinte forma:  1 gota de Óleo Essencial de Gerânio, numa colherzinha de café de óleo vegetal que pode ser Prímula, Semente de Uva, Jojoba, Amêndoas Doces ou até o óleo de Oliva que já tem em casa. Misture os dois e reserve.

Sente-se ou deite-se numa posição confortável, respire profundamente por tres vezes, e esfregue na palma de suas mãos o óleo essencial já preparado. Em seguida coloque sua mão direita em seu coração e a esquerda em seu ventre (entre o umbigo e o púbis). Continue respirando profundamente e sinta a energia fluir do seu coração para o seu ventre e vice versa. Pratique este ritual por 21 dias seguidos. É o tempo que o nosso cérebro precisa para alterar um padrão de comportamento efetivo e realmente transformador.

Experimente e depois me conte como foi para você. Importante comprar um óleo essencial de qualidade, assegurando-se de que está adquirindo Óleo Essencial e não essência (há uma diferença!),  misturar ao carreador antes de colocar em contato com a pele. Os únicos Oleos Essenciais que podem ser utilizados (em pequenas quantidades) diretamente na pele são o Tea Tree e a Lavanda.

Agora se você deseja CLAREZA para o seu processo de auto conhecimento e consequente empoderamento clique no link abaixo e conheça um pouco de uma das técnicas mais  revolucionárias e efetivas que conheço para alcançar este objetivo:

https://serintegralsaude.wordpress.com/emf-balancing-technique/

Se tiver dúvidas, mande um email ou comente aqui mesmo no blog. Terei o maior prazer em conversar com você.

Um grande abraço e até o próximo post.

Para saber mais:

Seu Sangue é Ouro – Resgatando o poder da Menstruação – Lara Owen – Ed Rosa dos Tempos – Rio de Janeiro-RJ

Ritos de Passagem Femininos II

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Semana passada iniciamos uma série de artigos sobre o Climatério e Menopausa, onde prometemos continuar trazendo informações, mas sobretudo abrindo um espaço de encontro e novos significados para este período considerado como de crise. Se você não viu o primeiro post, vale a pena dar uma ‘espiada’ lá.

A vida feminina é marcada por diferentes fases que produzem grandes mudanças, como a menarca (primeira menstruação), a iniciação sexual, a gravidez e a menopausa – última menstruação. São fatos concretos e objetivos que marcam definitivamente nosso corpo e nossa vida e que tem significação diversa, de acordo com a cultura onde estamos inseridas. Em nossa cultura ocidental por exemplo, estamos muito presas à tríade da perfeição física: juventude, beleza e saúde. A menopausa então pode ficar reduzida a estes conceitos, deixando escapar a oportunidade que esta passagem representa para reexaminar nossa vida, buscar novos significados para além da história que vivemos até aqui e dos papéis que interpretamos: mãe, esposa, profissional etc…

James Hollis, analista junguiano americano, prefere chamar a crise da meia idade de passagem do meio. Para ele a passagem do meio é a ocasião de redefinirmos e reorientarmos a personalidade, um rito de passagem entre a adolescência prolongada da primeira idade adulta e o nosso inevitável encontro com a velhice e a mortalidade. Quando conseguimos passar conscientemente por esta fase de transição, trazemos mais significado à própria vida. A passagem do meio pode, então, representar uma oportunidade maravilhosa, se bem que por vezes dolorosa, de uma revisão e um reencontro com nosso Eu verdadeiro.

Para Hollis muitos de nós encaramos a vida como a leitura de um romance: passamos passivamente de página em página, na certeza de que o autor nos contará tudo na última. Ernest Hemingway – famoso escritor também, americano – disse certa vez que se o herói não morrer é porque  o autor simplesmente não terminou a história. Ou seja, morremos na última página, tendo ou não atingido a iluminação.

A proposta de hoje então é que aceitemos o convite da passagem do meio para nos tornamos  mais conscientes e sobretudo que aceitemos a responsabilidade pelas demais páginas que ainda vamos escrever em nossas vidas. Ao faze-lo seremos mais capazes de enfrentar a grandeza da vida para a qual fomos criados.

A pergunta que não quer calar é como fazer isso? Mas a resposta é simples. Pode não ser fácil e exigirá atenção e cuidado de cada uma de nós, mas o resultado vai valer a pena. A resposta passa pelo caminho do auto conhecimento e auto cuidado que nos permitirá descobrir novos caminhos que nos levem a nossa interioridade. Aquele espaço sagrado onde a nossa Alma habita e que só pode ser gerado e nutrido pelo Amor. Isso mesmo, a resposta é aprendermos a nos amar como nós somos. Deste modo poderemos acolher nossos sofrimentos e dores, reconhecendo que eles nasceram de uma falta de amor e aproveitar a oportunidade para restaurar nossa unidade com o Tudo e todos.

O Evangelho de Tomé lança alguma luz sobre este assunto quando traz os ensinamentos secretos de Jesus: “Se trouxeres à tona o que está dentro de ti, o que é trazido à tona te salvará. Se não trouxeres à tona o que está dentro de ti, o que não trouxeres a tona te destruirá.”

O projeto deste artigo é que sejamos capazes de aproveitar a oportunidade que o Climatério nos proporciona de rever a nossa vida, com compreensão, amor e provavelmente com perdão. A principio, pode parecer assustador contemplar a grandiosidade desta tarefa, mas também é profundamente libertador, saber que os recursos necessários estão dentro de nós. Podemos viver a nossa vida de forma mais independente. Nossas relações com as outras pessoas também podem ser vividas com mais leveza, exigindo menos delas e mais de nós mesmas.

O Rito de Passagem da Menopausa encerra o nosso período reprodutivo e inicia um período de grandes mudanças físicas, emocionais e espirituais. O metabolismo como um todo sofre algumas alterações especialmente relacionadas às funções do Sistema Endócrino,  diminuição da atividade ovariana e consequente desequilíbrio hormonal. É importante darmos atenção ao processo, buscando ajuda especializada e cobrando dos profissionais de saúde uma escuta atenta e individualizada. Cada mulher tem um tipo de experiência diferente e isso deve ser levado em conta na adoção do tratamento dos sintomas decorrentes destas alterações.

Uma vez reconhecida a Menopausa como um Rito de Passagem importante para a evolução feminina como Ser, é importante ressaltar a importância de também assumirmos responsabilidade por nós mesmas, no cuidado com a alimentação, exercícios físicos diários e equilíbrio das nossas emoções.

Aqui mesmo no Ser Integral publicamos diversos artigos com dicas sobre alimentação, a importância da atividade física e florais. Dedique um tempinho a estes artigos e descobrirá coisas maravilhosas que um Suco Verde pode proporcionar, por exemplo, ou um floral como o Rescue Remedy pode trazer de alívio em momentos de desequilíbrio emocional.

Antes de encerrar, para manter o hábito de sempre compartilhar uma dica prática que pode acrescentar à sua vida diária e iniciar um movimento de transformação na direção da auto responsabilidade: são os alimentos/vegetais que contem fitoestrógenos. Os fitoestrógenos são um grupo de substâncias vegetais, que apesar de terem estruturas químicas diferentes do estrógeno, tem atuação muito semelhante. Ou seja, podem fazer uma reposição suave do estrogênio, um dos hormônios que declinam durante o Climatério. Anote algumas delas e comece a incluí-las em sua alimentação: erva doce ou funcho, linhaça, derivados da soja fermentada como o missô e o shoyu e inhame. Na alimentação diária eles poderão ser muito úteis para aliviar sintomas como ondas de calor (fogachos), secura vaginal, sudorese noturna entre outros desconfortos. Ah, e a dica mais importante, reduza o consumo de acúcar (qualquer açúcar – não de iluda com o açúcar mascavo) e se puder retire-o de sua alimentação. Esta atitude trará um ganho espetacular para sua saúde. É você no comando de sua vida.

Eu desejo a você uma semana iluminada e plena de amor e significado. Se gostou deste artigo, curta e Compartilhe nossa fanpage Ser Integral:  https://www.facebook.com/paginaserintegral/ . Seus amigos também poderão gostar e se beneficiar das informações que disponibilizamos aqui. Também pode cadastrar-se no nosso site e ganhar um lindo e-book com dicas para harmonizar seus ambientes através da Aromaterapia. Clique no link e confira: http://bit.ly/Seularemeequilibrio

Se você quiser saber Como encontrar o caminho de volta ao Centro do seu Ser, não hesite em agendar seu atendimento diretamente no meu email: rmarrie@gmail.com. Podemos oferecer-lhe suporte e ajuda através das terapias que disponibilizamos em nossa página de Atendimentos. Confira no link: https://serintegralsaude.wordpress.com/atendimentos/

Um grande abraço e até o próximo post.

Para saber mais:

Hollis, James – A passagem do Meio – Ed Paullus

Ritos de Passagem Femininos I

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Olá pessoal, primeiramente quero pedir desculpas aos que esperaram em vão pelo artigo que venho compartilhando semanalmente com vocês há quase dois anos. Estive em trânsito, retornando de minha viagem de visita a minha filha no Sul dos Estados Unidos e não consegui me organizar a tempo de escrever, editar e publicar no blog e na fanpage Ser Integral.

Na verdade o tema já estava desenhando na minha cabeça e no meu coração porque é um assunto que eu gosto muito, foi objeto de pesquisa da minha Pós Graduação em Plantas Medicinais e continua muito presente no meu dia a dia, já que eu também estou na fase do Climatério chamada de Pós-Menopausa.

Inclusive já escrevi sobre este tema aqui no blog Ser Integral sob o título de Ciclos Femininos. Decidi retomá-lo pela importância que assume continuamente, na vida das mulheres. Na nossa vida. Seja para aquelas que estão entrando neste período agora, as que já estão no meio dele, as que já saíram, mas principalmente para aquelas que virão: nossas filhas e netas.

A palavra Climatério significa período crítico e designa a passagem da fase reprodutiva feminina para a fase não reprodutiva. Inicia-se por volta dos 40 anos e divide-se em tres fases: Pré Menopausa, Perimenopausa e Pós Menopausa. Considerando que a expectativa de vida da mulher brasileira, aumentou para quase 79 anos, temos aí mais de 30 anos experienciando esta fase. Motivo mais do que suficiente para que busquemos nos informar adequadamente e sobretudo iniciemos as providências para atravessar este período da forma mais saudável e harmoniosa possível, já que se trata de uma fase crítica.

É comum tratarmos este ciclo da vida feminina apenas como Menopausa e o termo está quase consagrado, mas é importante esclarecer que o Climatério é o período todo, cuja duração pode variar de mulher para mulher. Já a Menopausa é a última menstruação, e será determinada após um ano sem que ela ocorra. Da mesma forma que a primeira menstruação é a Menarca, Menopausa é a última.

Interessante que, apesar do Climatério ser um evento fisiológico esperado e natural na espécie humana, ainda carece de estudos para esclarece-lo. Parte disso se deve ao fato de que – por conta da baixa expectativa de vida das populações – muitas mulheres morriam antes de entrar no Climatério ou ter a Menopausa. Outro aspecto que limitou bastante o avanço dos estudos é a repressão aos assuntos relacionados à sexualidade e de modo especial a sexualidade feminina. Muitas de nossas mães e avós, menstruaram e tiveram filhos sem saber como tudo aquilo acontecia e sobretudo sem comentar com suas descendentes.

A minha dica de hoje continua dentro do princípio que norteia o Ser Integral: a importância de assumir a responsabilidade por nós mesmos e consequentemente pela nossa Saúde.

No caso do Climatério isso é muito importante, porque os estudos e atenção à essa fase tão importante no universo feminino andam muito devagar. O Ministério da Saúde em seu Manual de Atenção à Mulher no Climatério publicado em 2008 assume que a Saúde da Mulher no Brasil foi incorporada às políticas nacionais no início do século 20, cuja evolução e antecedentes só podem ser consideradas a partir da década de 70!! Um pouco menos de 50 anos. Estamos falando da Saúde Feminina de modo geral, porque só em 1994 foi lançada, pelo Ministério da Saúde , a Norma de Assistência ao Climatério. Ainda assim, a decisão política de iniciar as ações de saúde voltadas para a mulher no Climatério só aconteceria em 2003. Isso tudo porque nós somos a maioria na população brasileira. É importante que saibamos disso porque assim nos tornamos despertas para o cuidado com a nossa saúde e podemos cobrar do Poder Público as ações necessárias para que este cuidado aconteça junto aos profissionais responsáveis.

É isso querida amiga, assuma a responsabilidade por sua saúde e principalmente rebele-se contra o mito estabelecido em nossa cultura ocidental que a beleza obedece a um padrão. Ao contrário disso observe que cada fase da vida tem sua beleza. Até porque envelhecer, significa entre outras coisas, tornar visível a passagem do tempo, que é inexorável para todos: homens e mulheres. Nas culturas orientais onde o envelhecimento é celebrado como o tempo da Sabedoria e por esta razão respeitado por todos, as mulheres são praticamente assintomáticas em relação ao Climatério e aguardam ansiosas pela Menopausa. Vale refletirmos sobre quanto estamos nos deixando levar pelo puro pré conceito.

Responsabilidade por nós mesmos, inclui cuidados com uma alimentação que inclua frutas, legumes, verduras e ovos de preferência frescos e orgânicos. Se for possível diminua o consumo de alimentos de origem animal como a carne de boi e frango, principalmente porque são criados à base de hormônios de crescimento, altas doses de antibióticos… etc. Dê preferencia aos  alimentos minimamente processados na indústria alimentícia. Estes tem muito sal, açúcar, aditivos químicos e conservantes entre outras coisas.  Pratique uma atividade física regular (escolha uma de que goste: pode ser uma caminhada pelo bairro onde mora) por no mínimo 3 a 4 vezes por semana.

Entretanto a dica mais importante de hoje é mantenha suas emoções em equilíbrio. Procure alinhar sua mente/coração com suas ações. Para isso é muito importante a auto observação: “o que estou pensando? a resposta determinará a emoção seguinte, se positiva ou negativa. Se a resposta te conduzir a uma emoção negativa, acolha e escolha (você tem escolha) modificá-la

Nas próxima semanas vamos continuar com o tema, portanto aproveite para sugerir coisas que você gostaria de ver aqui, seja na forma de dúvidas ou sugestões.

Se você gostou deste post, curta e compartilhe nossa Fanpage Ser Integral.

Um grande abraço e toda luz para o seu caminho.

Para saber mais:

Manual de Atenção à Mulher no Climatério/Menopausa – 2008 – Ministério da Saúde.

Transformando-se

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Nas últimas semanas compartilhamos informações sobre o tema Climatério e Menopausa. Nosso objetivo foi e continua sendo promover e provocar reflexão para que possamos viver este momento de forma mais serena e equilibrada.

Escrevo para todas as mulheres que já estão vivendo este período e para as que estão à caminho nos próximos meses ou anos seguintes, porque a vida sempre vai seguir seus ciclos.

Nos post anteriores comentamos sobre os vários períodos que caracterizam o Climatério. Trouxemos informação e reflexão até a fase cronológica que se estende dos 42 aos 49 anos. Hoje vamos estender a reflexão para o período dos 56 aos 63 anos, considerada a fase de mais introspecção, quando as forças se retiram dos órgãos dos sentidos e do cérebro. A visão e a audição se tornam mais fracas; o olfato e o paladar também se alteram e a memória começa a ficar ainda mais fraca. Daí a importância de buscar, além dos exercícios físicos para manter os músculos e ossos com saúde, exercícios mentais para manter a capacidade intelectual viva e ativa. Muito interessante pensar em aprender línguas, tocar um instrumento musical ou estudar uma nova filosofia de vida.

Segundo Burkhard, esta fase pode ser denominada ‘mística’, quando os órgãos dos sentidos (visão, audição, paladar, olfato e tato) começam a se ‘fechar’ e somos quase obrigados a vivenciar mais profundamente nosso mundo interior. Toda espiritualidade do Eu está mergulhada no corpo, que começa então a irradiar essa luz espiritual. Se mergulhar em si mesma, a pessoa poderá tirar daí sua Criatividade. Se você está vivendo esta fase ou está ao lado da sua mãe e até sua avó, compartilhe com elas esta visão que abre janelas de crescimento e evolução.

É chegado o momento de aproveitar a janela da Criatividade para fazer coisas diferentes do conhecido até aqui: um novo aprendizado, um novo auto desenvolvimento, afinal tudo que se aprende de novo, gera novas forças  e mobiliza potenciais internos ainda não utilizados. A proposta é aproveitar estas possibilidades!

Como todas as fases da vida, a fase dos 56 aos 63 anos também encerra um grande preparo para as fases seguintes da vida. E aqui é importante refletir sobre algumas mudanças que são necessárias neste momento. Uma delas e talvez a mais importante é ‘enxugar a bagagem’, tornando-a o mais leve possível. Da mesma forma que para as árvores se desenvolverem é necessário a poda dos galhos secos, nesta fase da vida isto é imperioso. Nesta bagagem incluem-se podar relacionamentos que já deram tudo que tinham para dar, a impaciência com o ritmo dos outros ou até a dificuldade de dizer ‘não’. O que você precisa podar neste momento? Faça este exercício, listando no papel ou mesmo desenhando uma árvore simbolizando sua vida e a poda que necessita fazer.

Com a bagagem adequada, aproveitando o momento para criar o novo, eu convido você para assumir este momento tão intenso e contraditório de nossas vidas -de tantas conquistas e perdas -como um desafio a ser enfrentado e superado com sua força e do melhor jeito que você puder. Claro que este jeito vai mudar de mulher para mulher. Dependerá muito de quem você tem sido até aqui, mas principalmente de quem você deseja Ser daqui para frente. O importante é você saber que é ilusório pensar que todo o processo do Climatério se resolve ou se enfrenta unicamente com reposição hormonal, como querem alguns. Pensar assim significaria aceitar uma visão fragmentada de corpo e psiquismo, negando a possibilidade de constituirmos ativamente nossa identidade. Melhor dizendo, dando a ilusão de que tudo se resumiria ao processo do corpo, sem levar em conta a própria construção histórica de cada uma de nós.

Neste momento você pode estar afogada nos sintomas e talvez quem sabe, achando muito difícil fazer estas reflexões, mas eu insisto, tenha uma atitude positiva diante das mudanças que o Climatério nos impõe, participe de grupos de apoio onde possa ser ouvida e compartilhar suas conquistas e dificuldades. Aproveite este tempo novo para pensar mais em si mesma. Agora a opinião alheia tem menos peso e podemos prescindir dela, especialmente quando não nos acrescenta nada. Cultive o auto amor e a compaixão por si mesma e seus processos de evolução e crescimento.

Para finalizar lembre-se de cultivar relações afetivo-sexuais prazerosas que além de relaxar, ativam e fortalecem seu sistema imunológico, dando colorido à sua vida. Encare o desafio de romper com os pré-conceitos de falência da sexualidade depois da fase reprodutiva. Foque na qualidade e não mais na quantidade e comece a fazer desaparecer os sintomas de baixa libido – queixa comum nesta época da vida.

Até aqui falamos do Climatério abrangendo seus aspectos mais profundos e transformadores. Nos próximos post vamos compartilhar dicas práticas dentro da minha abordagem como Naturóloga. O que você gostaria de ver aqui?

Grande abraço e muita luz para o seu caminhar! Nos vemos no próximo post.

Fonte: Tomar a vida nas próprias mãos – Gudrun Burkhard

Sintomas psicológicos e psicogênicos – Kahale e Esper in Menopausa o que você precisa saber – Lima e Botogoski

Ciclos Femininos III

CLIMATERIO No primeiro post deste tema dedicamos-nos a conceituar Menopausa e Climatério e iniciamos compartilhando informações de como atravessar mais este ciclo feminino de forma serena e natural. No segundo post da série, aprofundamos um pouco mais os conceitos de Menopausa e Climatério buscando compreender e trazer novos e abrangentes significados sobre o que representam em nossas vidas: rito de passagem, transição do ciclo reprodutivo para o ciclo de novas e infinitas criações físicas, mentais e espirituais?

A proposta de hoje é continuar oferecendo reflexão sobre o período que se estende desde os 42 até os 49 anos quando a maioria das mulheres já tem a Menopausa estabelecida (12 meses sem menstruar, lembra-se?) e começam a aparecer os primeiros sintomas: “fogachos”, instabilidade emocional, ressecamento de pele e mucosas, osteoporose e outros sintomas dos quais já falamos nos posts anteriores.

Aqui é importante buscar ajuda profissional, discutindo com seu médico e demais profissionais de Saúde todas as possibilidades para tratar os sintomas desagradáveis. Esta atitude envolve pesquisar e discutir  a utilização da Fitoterapia, exercícios físicos adequados, Yoga e Yoga Hormonal, exercícios de respiração e Meditação. Sem esquecer a importância de uma dieta equilibrada, pobre em sal e açúcar, rica em cálcio vegetal (couve-flor, brócolis, couve, salsa etc…), Lazer de qualidade e Grupos de Apoio e discussão. Busque apoio, encontre outras mulheres e una-se a elas. Juntas somos fortes e podemos nos apoiar mutuamente!

É chegada a “fase da Sabedoria”, que permite uma harmonia interna cada vez maior. Entretanto para que esta harmonia seja possível é necessário equilibrar as solicitações da vida externa e interna.  Esta nova fase é uma fase de aprendizado, quando temos que aprender como lidar com esta busca espiritual.

Segundo Burkhard, Sabedoria aqui significa saber encontrar um novo ritmo de vida , adequado ao declínio físico. Se este ritmo não é encontrado, os órgãos rítmicos – coração e pulmão – se ressentem. Manter o estilo de vida e o estresse pode levar a hipertensão, angina de peito ou até mesmo o infarto; ou ainda desenvolver doenças pulmonares como uma asma que já aconteceu na infância. Esta é fase que tem correspondência com o setênio entre sete e catorze anos, quando esses órgãos rítmicos amadurecem.

Nesta fase – quando ocorre o desprendimento das forças vitais no sistema rítmico – podemos desenvolver uma nova qualidade espiritual muito importante: a ‘escuta’. Aprender a escutar os outros é fundamental para o discernimento do que realmente é importante para nós neste momento. Escutar, observar e discernir sobre as solicitações que chegam, de modo a poder decidir se de fato podemos atende-las ou se não são demasiado exigentes para nossas possibilidades.

Além dessa escuta externa, voltada para o mundo, é muito importante, também desenvolver a escuta interna, a chamada: Intuição. Aquela que ao longo da vida, na correria, muitas vezes deixamos de ouvir. É hora de desacelerar, obedecer aos próprios sentimentos, desenvolver a paciência consigo e com o outro. Ter enfim, uma atitude mais contemplativa diante da vida e seus acontecimentos. Iniciar o desprendimento, delegar mais. Envolver-se cada vez menos com a execução e os detalhes dela.

É provável que nesta fase seus filhos já estejam criados e que alguns já tenham saído de casa e até constituído novas famílias. Fuja da síndrome do “ninho vazio” e faça a sua casa cada vez mais acolhedora, de modo que eles queiram voltar e possam desfrutar dos conselhos que podemos compartilhar. Entretanto fique atenta para dar respostas e sugestões apenas ao que for solicitado. Não faz parte da Sabedoria darmos respostas a perguntas que ainda não foram feitas. Os jovens não gostam de receber conselhos nos quais não estão interessados.

Espero ter despertado em você o desejo de fazer do seu Climatério uma fase de aceleração do seu crescimento espiritual. Aproveitar os muitos frutos de sua árvore frondosa compartilhando com os que estão a sua volta, companheiros de jornada. Reforce os cuidados com a sua saúde, concentrando seus esforços em manter a mente saudável e as emoções em equilíbrio. Cante, ria, dance, participe de círculos femininos e sobretudo AME-SE! Cultive a auto-observação e o auto-amor.

Se estes textos estão sendo úteis para você, compartilhe com suas amigas. Plantes estas pequenas sementes na terra fértil e muitas vezes sofrida das muitas mulheres que conhece. Precisamos nos unir para vivenciar este momento de resgate do Sagrado Feminino que se caracteriza pelo criar, cuidar, acolher, resgatar e doar.

Imensa gratidão por sua atenção. Grande abraço e uma semana abençoada e iluminada dos bons fluidos da Grande Mãe.

Fontes: Tomar a vida nas próprias mãos – Gudrun Burkhard – Ed Antroposófica

Ciclos Femininos II

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Como prometemos no último post vamos continuar com o tema Climatério e Menopausa, até porque com o aumento da longevidade, o período que nós mulheres passamos nesta fase é cada vez mais longo. Atualmente, em torno de 30 anos! Ou seja, como dizia minha avó: “temos muito pano para manga”…

De acordo com a Prof Dra da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Sonia Ma. Rolim Rosa Lima a melhor definição para o Climatério é a que o compreende como a fase de evolução do organismo da mulher em que seu organismo, até então direcionado para gerar vida, dirige-se livremente a outros fins, possibilitando que ela desenvolva todas as suas potencialidades. E convenhamos minhas queridas, que isso abre um imenso leque de possibilidades! Vamos aproveitá-las?

Esta é a proposta de hoje, descobrimos juntas como evoluir neste período que às vezes começa tão tumultuado, entre fogachos, insônia, irritação, alteração de humor e às vezes até depressão.

Sobre a Menopausa, vamos apenas relembrar o que já dissemos no primeiro post: é um ponto no tempo, isto é a data da última menstruação na nossa vida. Ou seja a menopausa natural é diagnosticada quando houver a ocorrência de doze meses consecutivos sem a descida do fluxo. Representa a parada definitiva da menstruação, resultante da perda da atividade folicular ovariana. É considerada prematura quando acontece antes dos 40 anos, e tardia após os 55 anos.

O Climatério entretanto, compreende o período que antecede a Menopausa e começa para a maioria das mulheres a partir dos 40 anos quando os ovários começam a diminuir de tamanho e ocorrem variações hormonais, de acordo com a carga genética própria de cada mulher.

Nesta fase dos 42 aos 49 anos quando começa a ocorrer o desprendimento das forças biológicas no sistema metabólico/locomotor/sexual e nós mulheres perdemos a nossa capacidade reprodutiva, abre-se um leque de oportunidades para desenvolver outras potencialidades que muitas vezes tivemos que deixar para trás. A dica é aproveitar este momento de mais consciência do próprio desenvolvimento para alargar os passos em novos rumos e direções.

Importante perceber que este movimento evolutivo é muito sadio quando ocorre de dentro para fora. Ou seja, quando percebemos que esta jornada de autoconhecimento é solitária. Este reconhecimento nos impede de culpar nossos parceiros por terem impedido nosso desenvolvimento até aqui. O desafio deste momento é a aceitação mútua de cada um em seus passos de desenvolvimento. A falta desta compreensão tem sido a causa de tantos divórcios e separações nesta fase da vida.

A idéia então é utilizar nossas forças, liberadas de gerar vida, para desenvolver nossas forças criativas dirigindo-as a um trabalho ou mesmo a um hobby, de acordo com o impulso interno de cada uma. É chegado o momento de criar os filhos espirituais, no sentido de criar ou contribuir para uma organização social como, por exemplo, uma instituição ecológica ou pedagógica, ou uma horta comunitária. Enfim, uma organização que atue onde se faz necessário e que podemos contribuir com nossa experiência.

É chegada a oportunidade de desenvolver o altruísmo, quando percebemos que nossos frutos estão maduros e prontos para serem doados. Passar conhecimento e informações para os outros é uma forma poderosa de doação. Nesta fase nossa árvore está frondosa, muitos frutos amadurecendo ao mesmo tempo e só é possível comer alguns, enquanto os outros tem de ser doados – caso contrário apodrecerão bem perto da árvore.

É chegado o momento de aprender a olhar para a própria vida a partir de um plano superior: ter uma visão global do todo, abarcando os fenômenos da vida externa e tentar resolver os desafios de imediato. Não há tempo a perder! A busca de novo valores de vida e valores espirituais, devem ser colocados em prática de forma cada vez mais intensa.

Este conjunto de atitudes, com certeza abrirá um leque de oportunidades tão grande que apaziguará os sintomas físicos, deixando-os em segundo na plano na caminhada do Climatério.

Propósitos definidos, vamos manter nosso compromisso com a atividade física diária e regular para garantir massa óssea, alimentação leve, pura e equilibrada e principalmente formar grupos de mulheres para incentivar a escuta e o esclarecimento.

O Climatério exige toda nossa atenção e dedicação. Formar grupos, pode inclusive atrair profissionais da área da saúde e afins dispostos a colaborar com palestras informativas e esclarecedoras. Busque na sua cidade e surpreenda-se com as possibilidades.

Em nosso próximo post continuaremos com o tema trazendo mais informações para que este maravilhoso ciclo feminino possa ser devidamente aproveitado.

Estamos muito felizes com a receptividade que estamos tendo e se você tem dúvidas ou algo que gostaria de ler aqui, mande email para rmarrie@gmail.com ou pergunte na nossa fanpage Ser Integral. E lembre-se de compartilhar! Há sempre a possibilidade de ajudar alguém.

Grande abraço e uma maravilhosa semana!

Fonte: Menopausa – O que você precisa saber – Lima e Botogoski – Ed Atheneu, 2009

Tomar a Vida nas próprias Mãos – Gudrun Burkhard – Ed Antroposófica