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Fazendo a nossa parte

Mudança

Você conhece a história do centésimo macaco? Ela foi criada para ilustrar uma das mais inovadoras e intrigantes idéias da ciência atual: os campos morfogenéticos, cujo maior divulgador é o biólogo inglês Rupert Sheldrake.

É o seguinte: eram duas ilhas tropicais habitadas pela mesma espécie de macacos, mas sem nenhuma comunicação perceptível entre elas. Eles comiam principalmente as raízes que tiravam da terra. Um dia um macaco resolveu lavar as raízes antes de comer. Foi imediatamente imitado por outro macaco e depois por outros. E quando o centésimo macaco lavou sua raiz, na ilha vizinha – sem que tivesse havido qualquer comunicação aparente – todos os outros macacos começaram a lavar suas raízes antes de comer. Outra versão alternativa dá conta de que em vez de lavarem as raízes os macacos aprenderam a quebrar cocos. Um macaco ‘ligado’ – depois de algumas tentativas frustradas – consegue quebrar cocos de uma forma diferente permitindo melhor aproveitamento da água e da polpa do coco. Imediatamente os outros macacos o acompanham, difundindo rapidamente no grupo o novo método, até que o centésimo aprende a técnica recente. Quando isso acontece os macacos das demais ilhas ao redor adotam, espontaneamente e sem aparente comunicação, a mesma técnica de quebrar os cocos.

Como dissemos anteriormente estas histórias são uma forma de ilustrar a teoria dos Campos Morfogenéticos, cujo princípio segundo Sheldrake, através da “Ressonância Mórfica tende a reforçar qualquer padrão repetitivo, seja ele bom ou mal. Por isso cada um de nós é mais responsável do que imagina, pois nossas ações podem influenciar os outros e serem repetidas”.

Ficou surpreso(a)? Mas é isso mesmo, a teoria deste respeitado cientista, quer dizer que o nosso pensamento ( o meu e o seu!) se traduz em comportamento. A idéia aqui é chamar a atenção para importância de ter a mente CLARA e sobretudo limpa, para a que a sua expressão no mundo das palavras possa passar pelas tres peneiras atribuídas ao filósofo grego Sócrates: Verdade, Bondade e Necessidade. O que vamos falar é Verdade ou ouvimos falar? É uma coisa boa? Convém contar? Ajuda alguém? Melhora a vida do planeta? Caso contrário é mais útil cultivar o silêncio interior, pausa necessária para trazer CLAREZA e SERENIDADE à mente.

Neste momento em que se fala tanto de Crise, é importante esta reflexão sobre a qualidade dos nossos pensamentos, palavras e ações. Qual o padrão repetitivo de pensamentos, palavras e ações que estamos tendo de modo cotidiano? Qual a qualidade da energia que estou emanando? E o mais grave, me tornando responsável por disseminar este padrão para mais cem indivíduos.

Como mudar isso? Através do AUTO CONHECIMENTO. Através dele fundamentamos nosso desenvolvimento. Conhecer quem realmente somos é caminhar para dentro de nós mesmos, na nossa própria direção. Sair da condição da ignorância e trilhar o caminho da co-criação, onde nos responsabilizamos por nós mesmos, nossos resultados e mais ainda pela nossa contribuição para um mundo melhor. Não há como melhorar o mundo e vencer suas crises, sem vencer o desafio – muito maior – de melhorar a nós mesmos (as).

Entender e aceitar o AUTO CONHECIMENTO como fundamental é tomar a vida nas próprias mãos e compreender que ela (a Vida) é uma oportunidade maravilhosa que devemos aproveitar para crescer através dos desafios, alegrias, sonhos e mistérios.

E mais importante é iniciar o quanto antes a jornada do AUTO CONHECIMENTO, com respeito e amor por seu próprio ritmo, compreendendo que a caminhada pode ser longa, e é! Só precisamos dar o primeiro passo para chegar onde quisermos chegar.

Para o AUTO CONHECIMENTO existem vários caminhos, comece observando e modificando caso necessário a sua forma de respirar. É fundamental Ser Consciente de como respiramos. Observe que as criancinhas respiram mexendo o abdômen. É uma respiração longa e profunda que acalma e acalenta. Crescemos e respiramos apenas no tórax. É urgente observar e resgatar um modo de respirar que nos torne conscientes do Aqui e Agora. Outro passo é a meditação e a nutrição que privilegia o maior número possível de alimentos frescos, vivos e orgânicos. O movimento, através de exercícios físicos que você goste, que vão desde a caminhada diária até o Pilates, a Yoga e a Natação, por exemplo. O importante é achar o seu ritmo, abandonando os modelos em série onde “tudo é bom para todos”, deixando a sua própria energia fluir e moldar seu modo de ser: único, com luz e vida próprios.

O AUTO CONHECIMENTO é um caminho, cujo objetivo maior é o percurso. Como diz a canção, apreciando “a dor e a delícia de Ser o que É”. Nosso trabalho aqui no Ser Integral é ajudar você a achar o seu próprio caminho. Abaixo estão algumas das ferramentas que disponibilizamos e que tem ajudado a transformar muitas vidas:

– Geobiologia Espiritual que promove limpeza tanto do seu campo de energia como de seus ambientes (residência, empresa, emprego). É muito útil para limpar obstáculos da sua Vida Profissional e Financeira;

– EMF Balancing Technique – uma técnica de reequilibrio energético que promove ajuste de sua malha eletromagnética. O resultado é a CLAREZA  de pensamento, produzindo escolhas adequadas; energia de AÇÃO para realizar e obter os resultados desejados; FOCO, DETERMINAÇÃO, SERENIDADE e PAZ;

– Florais de Bach – terapia maravilhosa para equilibrar emoções em desalinho, por conta de traumas, medos, culpas e outros sentimentos que paralisam a vida e ainda produzem doenças que vão de Depressão a Síndrome do Pânico entre outras;

Em nossa página de ATENDIMENTOS, você encontra o detalhamento de todas as terapias que disponibilizamos. Clique no link e confira: https://serintegralsaude.wordpress.com/atendimentos/

Eu desejo a você uma vida iluminada e plena de significado. Vivemos um tempo em que é urgente descobrir QUEM SOMOS e o que VIEMOS FAZER AQUI. Se você se interessa por iniciar, manter-se ou continuar evoluindo em seu caminho, conte conosco, afinal SOMOS TODOS UM!.

CURTA nossa página. CADASTRE-SE para receber nosso e-book  com super dicas para deixar seus ambientes harmonizados e COMPARTILHE, afinal outros podem beneficiar-se destas informações. Links abaixo*. Ou envie um email para rmarrie@gmail.com

Grande abraço e até o próximo post.

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Deméter a deusa nutridora e mãe

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Estou encantada com a interação que temos recebido com o tema das Deusas Gregas. Não acredito em acaso, portanto acho que é o resultado de  vivermos o momento da recuperação dos aspectos femininos do Ser. Conhecer o poder arquétipico da Deusa, pode ser profundamente transformador, especialmente para as mulheres que desejam curar-se das feridas do longo patriarcado, ora enfraquecido, mas ainda atuante.

Hoje então, o dia é dedicado à Deméter, a deusa do cereal, conhecida pelos romanos como Ceres (de onde se origina a palavra cereal). Venerada como uma deusa mãe, especialmente como mãe do cereal e da jovem deusa Perséfone. Foi a quarta esposa real de Zeus, precedendo Hera que foi a sétima e última esposa. Da sua união com Zeus nasceu Perséfone, com quem Deméter esteve sempre ligada no mito e no culto.

O mito de Deméter e Perséfone concentra-se ao redor da reação de Deméter ao rapto de Perséfone, pelo irmão de Deméter, Hades, deus do Inferno. Este mito tornou-se a base dos mistérios de Elêusis, os mais sagrados e importantes rituais religiosos da Grécia antiga por mais de dois séculos.

Deméter ouviu os gritos de socorro de Perséfone durante o rapto e apesar de seus esforços durante nove dias e nove noites, por terra e por mar, não conseguiu recuperá-la. Ressalte-se que durante sua busca não parou para dormir, comer ou banhar-se. Gritou pela ajuda de Zeus (o pai) mas ele sequer respondeu. Ao final do décimo dia Deméter encontrou Hécate – deusa da lua escura e das encruzilhadas que lhe sugeriu pedir ajuda a Hélio, o deus do sol.  Hélio, então revelou-lhes que Perséfone tinha sido raptada por Hades e o que era pior com a aprovação de Zeus. Além da revelação sobre o paradeiro de Deméter, Hélio também a aconselhou a aceitar o fato como consumado, afinal era a vontade do pai.

Claro que Deméter recusou o conselho, disfarçou-se de mulher velha e vagou sem ser reconhecida pelas cidades e campos, sentindo-se ultrajada e magoada pela traição de Zeus ao permitir que lhe roubasse a filha. Longe do Olimpo, permaneceu inativa em seu pesar. Abandonou seu trabalho ao qual se dedicava incessantemente ensinando aos homens o plantio e a colheita dos cereais. Decidiu não voltar ao Olimpo até que sua filha lhe fosse devolvida. Culpava a terra por ter aberto a passagem pela qual Hades levara Perséfone e disse: Ingrato solo, que tornei fértil e cobri de ervas e grãos nutritivos, não mais gozará de meus favores! Durante este período a situação se tornou caótica, a terra se tornou estéril, os grãos não germinaram, o gado morreu e a fome e as doenças ameaçavam dizimar a humanidade. Ao saber dos acontecimentos Zeus enviou mensageiros a Deméter para implorar a Deméter que voltasse. Esta, furiosa, informou que só voltaria ao Olimpo, quando Perséfone lhe fosse devolvida. Diante de sua obstinada recusa em voltar Zeus ordenou a Hades que devolvesse Perséfone à sua mãe. Depois de reunida com sua filha, Deméter devolveu a fertilidade e o crescimento à terra e também propiciou os Mistérios Eleusianos. Através dos mistérios, as pessoas encontravam razão para viver com alegria e morrer sem ter medo da morte.

A história de Deméter e Perséfone deixa claro que Deméter representa principalmente o arquétipo da mãe, representando o instinto maternal presente na gravidez ou através da nutrição física psicológica ou espiritual dos outros. Na presença deste poderoso arquétipo uma mulher poderá impactar fortemente a vida dos outros ou à sua própria com uma depressão por exemplo, na hipótese da sua necessidade de alimentar seja rejeitada ou frustrada.

Conforme você percebeu no mito o arquétipo da mãe foi representado por Deméter , cujos papéis mais importantes foram o de mãe (de Perséfone) e de fornecedora de alimentos (como deusa do cereal) e de alimento espiritual (os mistérios eleusianos). Observe que apesar da deusa Hera também ser mãe, no caso de Deméter, a filha era o relacionamento mais significativo para ela.

A mulher cujo arquétipo forte é Deméter deseja ardentemente ser mãe. É o papel que supõe a tornará realizada. Ser mãe é o papel mais importante e funcional da sua vida. O arquétipo da mãe motiva as mulheres a nutrirem os outros, a serem generosas no dar e a sentirem-se satisfeitas e plenas no papel de alguém que zela e provê a subsistência do outro. O arquétipo entretanto não está restrito apenas ao ser mãe. Também está presente quando escolhemos profissões de ajuda – ensino, enfermagem, aconselhamento ou qualquer função a qual ajudar ou educar os outros é parte do papel.

No nível biológico o arquétipo de Deméter, representa o instinto materno: o desejo de engravidar e ter um bebê. Como provedora de alimentos, ela adora amamentar seu próprio filho. Assim como tem imenso prazer em alimentar sua família e convidados.

A persistência materna é outro atributo de Deméter. Temos aí milhares de exemplos da luta das mães pelo bem estar de seus filhos, como as mães argentinas conhecidas como as “Madres de la Plaza de Mayo”que se recusaram a resignar-se com a perda dos seus filhos para a ditadura militar e mais recentemente as “Mães de Acari” que há  mais de vinte anos lutam por justiça pelo desaparecimento do seus onze filhos, na favela de Acari no Rio de Janeiro. E tantos outros exemplos famosos e não famosos de mães que nunca desistiram de seus filhos sejam quais forem as suas dificuldades.

O arquétipo da mãe proporciona tres níveis de oferta aos seus filhos: iniciam provendo suas necessidades físicas, depois apoio emocional e compreensão e finalmente tornam-se fonte de sabedoria espiritual, especialmente quando precisam ressignificar a vida.

Certamente que todos identificamos facilmente a mulher do tipo Deméter: maternal, em seus relacionamentos ela é nutridora, prestativa e doadora. Frequentemente tem a aura da Mãe Terra ao seu redor. É sensata, digna de confiança, generosa e leal para com os indivíduos e princípios, a ponto de ser considerada teimosa . Dotada de fortes convicções, não é fácil demove-la quando algo ou alguém importante para ela está envolvido.

Um aspecto interessante da mulher do tipo Deméter é que ela não compete com outras mulheres por causa de homens e realizações. Quando surge alguma inveja ou ciúme de outras mulheres, certamente será por conta dos seus filhos.

Quando o arquétipo é forte, a mulher do tipo Deméter atrai homens que sentem afinidade por mulheres maternais e curiosamente não é ela que faz a escolha do parceiro, mas responde a necessidade dele por ela, muitas vezes até por pena. Assim é importante que as mulheres tipo Deméter fiquem muito atentas aos tipos de homem que pode atrair: desde o imaturo, absorvido em si mesmo, egoísta, que busca nela o apoio que o resto do mundo lhe nega, exatamente por seu comportamento irrefletido, passando pelo sociopata, incapaz de quaisquer sentimentos, cobrando atenção e doação o tempo todo. Sua cobrança para o suprimento de suas carências acabam por suscitar a sempre generosa resposta de Deméter: dar. Este relacionamento é devastador para Deméter e pode obstruir sua vida emocional durante anos, podendo inclusive destruir sua vida financeira. A boa notícia é que existe o “homem familiar” que também se atrai pelas qualidades de Deméter: ele próprio é amadurecido, generoso e fortemente motivado pelo desejo de ter a sua família. Será um bom pai para os filhos da mulher tipo Deméter, além de estar atento a ela, ajudando-a dizer não quando necessário, evitando o esgotamento pela doação contínua.

A mulher que se identifica com Deméter age como uma deusa generosa, maternal, com uma capacidade ilimitada de prover. Seu desafio entretanto é escapar da tentação de monopolizar seus filhos, em nome do que considera seus melhores interesses (dos filhos). Algumas dessas mães vivem sempre apreensivas temendo que algo ruim aconteça ao seus filhos, limitando a independência de sua criança, desencorajando a formação de relacionamentos saudáveis com os outros. Com a intenção de proteger seus filhos pode tornar-se super dominadora, o que frequentemente resulta numa criança dependente dela para lidar com problemas e pessoas. Outro modelo negativo de mães do tipo Deméter é a que não sabe dizer não, criando filhos que crescem sentindo-se com direito a consideração especial e mal preparados para se conformar com determinadas situações. A mulher tipo Deméter que aprendeu a encorajar seus filhos à independência e ao respeito mútuo, com certeza não terá que lidar com a ‘síndrome do ninho vazio’ que fatalmente a transformará na vítima, sentindo-se triste e magoada como quando no mito teve sua filha raptada. Como no mito, permanecerá inativa, sem dar permissão para que nada de novo cresça.

A síndrome do ninho vazio pode evoluir para uma depressão agitada, na qual  pode personificar a deusa pesarosa que na sua busca por Perséfone (a filha), vagou insone, sem comer e sem banhar-se. Ou  pode sentar-se imóvel, retraída e incomunicável assumindo uma depressão severa e apática.  Tudo isso pode ser evitado se a mulher do tipo Deméter tomar quatro medidas preventivas:

1) aprender a expressar a raiva em vez de refreá-la em seu íntimo;

2) aprender a dizer não, evitando-se tornar-se esgotada, magoada e vitimada;

3) Aprender a “abrir mão e a deixar crescer” os filhos, clientes ou subordinados, evitando que se sintam ressentidos e queiram/precisem libertar-se dela;

4) e finalmente, desenvolver outras deusas em seu interior, de modo a ter interesses adicionais, além o de apenas ser mãe.

A mulher do tipo Deméter precisa ficar muito atenta à sua dificuldade de dizer não. Dizer sim a todos que precisam de nós é fazer a opção da sobrecarga. Nossos recursos não são ilimitados. Logo, ao invés do sim instintivo, que é a resposta usual de Deméter, deve ser capaz de dizer não, tanto para a pessoa que precisa de alguma coisa como para a deusa interior.

A proposta para o crescimento do arquétipo da deusa Deméter passa primeiramente pelo auto conhecimento, de modo que reconheça seus aspectos negativos (que é o maior obstáculo), – afinal sua maior identificação é com a mãe generosa, que resiste em admitir alguns sentimentos, principalmente a raiva em relação aos que ama. Mais uma vez a consciência aqui (que tanto falamos aqui no Ser Integral) é que vai fazer a diferença e tornar a tarefa de mudar o comportamento mais fácil de executar. O passo seguinte é tornar-se sua própria mãe, focando em si mesma o zeloso interesse que sente pelos outros.

Achei uma delícia pesquisar Deméter, perceber a minha identificação com alguns de seus aspectos, tanto positivos quanto os negativos e sobretudo perceber as possibilidades de crescimento com ela. Como uma experiência interior, o mito de Deméter e Perséfone fala, também, da nossa capacidade de crescer através de um sofrimento, uma dor. E principalmente saber que podemos viver através do que quer que aconteça, aprendendo que assim como na natureza, à primavera segue-se o inverno, também a experiência humana obedece a ciclos e por consequência a mudanças. Afinal o que temos de permanente na vida é de que tudo vai mudar. Graças a Deus e à Deusa que é assim. Mudar para renovar, para crescer, Evoluir.

Desejo todas uma semana abençoada e plena de paz. Continue curtindo e compartilhando nossa fanpage Ser Integral, para que mais mulheres possam acessar a energia poderosa das deusas.

Abraço carinhoso e até o próximo post.

Fonte: Wikipédia

Withmont Edward – O retorno da Deusa

Bolen S Bolen – As Deusas e a Mulher

As deusas vulneráveis

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Como prometi, estou retomando o tema das Deusas, feliz pela repercussão que tem despertado. Foram mais de 2000 curtidas, muitos e-mails e comentários, justificando que continuemos a explorar as muitas possibilidades que as Deusas podem trazer para todas nós.

Depois de falarmos sobre as tres Deusas Virgens: Héstia, Ártemis e Atena, com suas características tão peculiares, com as quais tantas de nós nos identificamos, vamos agora dedicar um tempo às Deusas Vulneráveis: Hera, Deméter e Perséfone.

São consideradas deusas vulneráveis porque personificam arquétipos que representam os papeis tradicionais das mulheres: esposa, mãe e filha. Além disso são orientadas para o relacionamento, ou seja suas identidades e bem estar dependem de um relacionamento significativo. Expressam a necessidade de afiliação das mulheres.

Em suas mitologias, essas tres deusas foram estupradas, raptadas, dominadas e humilhadas pelos deuses. Todas sofreram quando uma ligação foi rompida ou desonrada e cada um a seu modo experienciou a impotência: Hera com raiva e ciúme, Deméter e Perséfone com depressão. A idéia aqui, portanto, é utilizar o conhecimento destas deusas para abrir possibilidades de insights rumo à natureza de suas necessidades de relacionamento e principalmente como são seus padrões de comportamento em face à perda. Como reagimos quando nos deparamos com a perda em nossos relacionamentos? Com raiva e ciúme como Hera ou entramos em depressão como Deméter e Perséfone?

Diferentemente das deusas Virgens que se movem dentro do – uma em si mesmas – as deusas Vulneráveis são arquétipos cuja atração motivacional é o relacionamento, mais do que o empreendimento, a autonomia ou novas experiências. Seu foco de atenção está nos outros, não num objetivo exterior ou estado interior. Por esta razão as mulheres identificadas com essas deusas são atenciosas, receptivas às necessidades dos outros e sua maior motivação são as recompensas do relacionamento: aprovação, amor e atenção, por exemplo. Para essas mulheres, cumprir os papéis tradicionais reservados às mulheres na sociedade (esposa, mãe e filha) pode ser pessoalmente muito significativo.

Aqui é muito importante destacar, como já dissemos nos posts anteriores que todas as mulheres em algum momento de suas vidas já tiveram a predominância de um ou outro arquétipo das deusas. E não há nada de errado com isso. São fases naturais da vida feminina. A idéia aqui é trazer luz a estas questões, aumentando a consciência destas forças que atuam em nossas vidas, e consequentemente nosso auto conhecimento. Assim, embora as deusas vulneráveis não simbolizem qualidades que conduzem à realização, as mulheres que personificam estes arquétipos podem crescer e expandir-se para além deles.

Quando descobrimos em nós mesmas que somos ou estamos vivenciando o arquétipo das deusas vulneráveis, podemos aprender mais sobre nós mesmas , sobre nossas forças, fraquezas e potencialidades positivas e negativas. Essa consciência (de novo a consciência!) pode nos ajudar a perceber os problemas, ajudar-nos a resolve-los e até a evitar ou nos livrar de algum sofrimento. Por exemplo, a mulher do tipo Hera pode evitar grandes sofrimentos ao não se permitir ser atirada de forma insensata ou prematura ao casamento. Sua principal tarefa antes disso é aprender como avaliar o temperamento e a capacidade de amar do seu pretendente escolhido para marido, porque seu destino será determinado por ele: o marido!. Da mesma forma a mulher identificada com Deméter, deve ter clareza sobre as circunstâncias em que vai engravidar, porque seu desejo de ser mãe não a resguardará das consequências de uma atitude impensada e inoportuna. E a jovem mulher do tipo Perséfone fará muito bem em sair da casa paterna para estudar ou trabalhar, de modo que tenha a oportunidade de crescer para além da submissa filhinha da mamãe.

Agora que já fizemos a apresentação das características das deusas vulneráveis, você que nos acompanhou com a deusas virgens pode perceber que existem grandes diferenças entre elas. Inclusive pode perceber em si mesma que tem aspectos de muitas delas. Afinal toda mulher que já sentiu ímpeto de se casar, ou teve um filho, ou sentiu que estava esperando que alguma coisa acontecesse para mudar sua vida – o que inclui exatamente todas as mulheres… rsrsrsr – descobrirá em si mesma algum aspecto de uma ou de todas as deusas vulneráveis em algum momento de sua vida.

Eu desejo que este conhecimento das deusas vulneráveis possa de alguma forma trazer a luz a todas nós, sobretudo para a importância do resgate da Deusa em nós mesmas e também de sua influência amorosa na vida do Planeta.

Nos próximos post vamos nos dedicar às peculiaridades de cada uma das deusas vulneráveis, iniciando por Hera: a deusa do casamento, do compromisso e da esposa. O assunto é intenso e transformador e poderia se tornar muito extenso para o aprofundamento num só post.

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Um grande abraço e toda luz! Nos vemos no próximo post.

Fonte:

BOLEN, S. Jean – As deusas e a mulher – nova psicologia das mulheres.