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Afrodite

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Olá mulheres e homens que querem entender as mulheres de suas vidas, chegou o dia de falarmos um pouco sobre Afrodite a deusa grega do Amor, da beleza e da sexualidade, mas principalmente da transformação. Vênus para os romanos, foi cantada em prosa e verso pela beleza do seu corpo e rosto, de seu cabelo dourado e olhos brilhantes. Seu arquétipo governa o prazer do amor e da beleza, da sexualidade e da sensualidade das mulheres.

Para você que acompanhou nossos posts dedicados às deusas gregas, sabe que as dividimos em tres categorias: as deusas virgens, vulneráveis e alquímica.  Na categoria alquímica, Afrodite domina soberana, exatamente por seu processo extraordinário ou poder de transformação que ela sozinha teve. Na mitologia grega, Afrodite foi responsável por motivar paixões entre os deuses e os mortais, levando-os a conceberem novas e transformadas vidas. Ou seja Afrodite simboliza também o poder transformativo, mas principalmente criativo do amor.

Foi colocada sozinha nesta categoria de deusa alquímica, porque apesar de ter algumas características em comum com as deusas virgens – Héstia, Ártemis e Atena – como por exemplo fazendo o que lhe agradava ou com as deusas vulneráveis – Hera, Deméter e Perséfone – ligadas às divindades masculinas e/ou tendo filhos, Afrodite nunca foi vitimada e não sofreu. Em todos os seus relacionamentos, os sentimentos de desejo eram mútuos; nunca foi vítima da paixão indesejável de um homem por ela. Valorizava a experiência emocional com outros, muito mais do que a independência dos outros (que motivava as deusas virgens) ou laços permanentes (que caracterizavam as deusas vulneráveis).

Apesar de algumas semelhanças, com as outras duas categorias de deusas, Afrodite valoriza as ligações, mas não como compromissos a longo prazo com outras pessoas. Seu objetivo é consumar os relacionamentos e gerar vida nova – num processo alquímico. De forma semelhante às deusas virgens, é capaz de focar no seu objetivo, sem deixar que a afastem dele. Entretanto seu objetivo é fundamentalmente diferente dos objetivos das deusas virgens, por suas características exclusivamente subjetivas o que não lhe permite ser medido em termos de realização ou reconhecimento. As deusas virgens são motivadas por objetivos de carreira e reconhecimento, lembra-se?

Afrodite é o arquétipo responsável por aquela atração magnética, quando a “química” acontece entre os pares, e eles desejam a união acima de qualquer coisa. Sentem um poderoso impulso de ficarem mais íntimos, de terem relação sexual e consumarem o encontro. Aqui podemos entender a relação sexual como sinônimo de comunicação e comunhão. Um impulso poderoso em direção à união, a conhecer e compreender realmente ao outro. Afrodite gera o desejo de conhecer e ser conhecida. Assim, se esse desejo gerar intimidade física, uma nova vida pode surgir; se a união for também de mente, coração ou espírito, o novo crescimento ocorrerá em esferas psicológicas, emocionais ou espirituais.

A dificuldade aparece quando a pessoa se apaixona por alguém que não lhe corresponde.É repetidamente atraída ao amado e de novo recusada. A intensidade – maravilhosa quando o amor é retribuído – neste caso, ao contrário amplifica a dor.

É interessante perceber que quando Afrodite influencia um relacionamento, seu efeito não é limitado ao romântico ou ao sexual, afinal o amor platônico, a conexão de alma, a amizade profunda, a comunicação e a compreensão empática são todas maravilhosas expressões do amor. Ou seja, onde quer que o crescimento seja gerado, uma visão mantida, um potencial desenvolvido, uma centelha de criatividade encorajada – como por exemplo numa consultoria, aconselhamento terapêutico, paternidade, ensino etc… – Afrodite lá estará permeando o relacionamento das pessoas envolvidas.

Afrodite também representa o ímpeto para assegurar a perpetuação da espécie. Seu arquétipo está ligado ao ímpeto sexual e o poder da paixão. Diferente de Deméter que pratica sexo para ter um bebê, Afrodite tem um bebê devido ao seu desejo por um homem ou por causa do desejo de ter uma experiência sexual ou romântica. Se você deseja evitar um gravidez indesejada, Afrodite é má conselheira. Sua influência vai na direção de esquecer os cuidados anti conceptivos, para não perder a paixão do momento.

Outro aspecto interessantíssimo de Afrodite é a espécie única da sua consciência. Acompanhe comigo e veja se você se identifica? As deusas virgens são associadas a consciência focada e são os arquétipos que possibilitam às mulheres concentrarem-se no que realmente lhes importa. As deusas vulneráveis por sua natural capacidade receptiva tem uma consciência difusa, que lhes permite dar atenção à várias coisas ao mesmo tempo: marido, filhos etc… A consciência de Afrodite é focada e intensa ao mesmo tempo que é receptiva e atenta àquilo que focaliza. Ilumina o objeto de seu foco de forma aquecedora e suave, de forma semelhante às luzes do teatro que iluminam o palco. A luz da ribalta no palco dramatiza ou magnifica o impacto da experiência sobre a platéia, ajudando-a a ser transportada emocionalmente por uma sinfonia, movidos por uma peça ou pelas palavras de um orador. Acontece uma interação de sentimentos, impressões e memórias entre palco e platéia. Ou seja o que é iluminando pela “ribalta”absorve a atenção, atrai e deixa a platéia absorta e descontraída em sua concentração. É o mesmo que acontece quando enxergamos qualquer coisa através da luz dourada da consciência de Afrodite: tudo fica fascinante, desde o rosto de uma pessoa, uma idéia ou a forma de um objeto.

Aqui vale a pena um lembrete sobre a natureza da consciência que a mulher do tipo Afrodite utiliza: a atenção e o interesse que dedica a algo, alguém ou objeto, embora faça-o sentir-se especial não significa necessariamente que ela está fascinada ou enamorada. Compreende as pessoas e coisas da mesma forma que um degustador de vinhos faria diante da taça de um vinho novo que precisa conhecer e avaliar. Verifica a pureza, o sabor, o aroma, a cor, a suavidade. Mas seria um engano supor que todo este interesse e atenção signifique que este seja especial ou até mesmo apreciável.

A boa notícia, que faz o arquétipo de Afrodite encantador é que a sua consciência, quando presente, permite que os envolvidos com ele irradiem bem estar e energia intensificada, como é o caso dos amantes. É fácil perceber um casal apaixonado: há um brilho e intensidade de sentimentos que os vitaliza e os faz perderem a noção do tempo e do espaço.

As mulheres do tipo Afrodite são capazes de atrair e inspirar os homens a realizar seus sonhos e aspirações. Ela tem a habilidade de ver o potencial deles, acreditar em seus sonhos e inspirá-los a realizá-los. Tanto as mulheres como os homens precisam ser capazes de imaginar que seu sonho é possível. Para isso, às vezes, precisam que outra pessoa olhe para eles e para seus sonhos com a consciência transformadora de Afrodite.

Na Europa medieval, a alquimia era tanto um processo físico de transformar substâncias inferiores em ouro, quanto um empenho psicológico esotérico de também transformar a personalidade do alquimista. Assim é a alquimia de Afrodite. Segundo Jean Bolen, em cuja fonte pesquiso para escrever estes posts, nós experienciamos Afrodite quando nos sentimos atraídos por outra pessoa e nos apaixonamos; quando somos tocados por seu poder de transformação e criatividade; quando apreciamos a capacidade que temos de transformar o que focalizamos em belo e apreciado porque está permeado pelo nosso amor. Você conhecia este aspecto poderoso e transformador de Afrodite? Comente conosco como percebe tudo isso em sua vida.

O arquétipo de Afrodite governa o prazer do amor e da beleza, da sexualidade e sensualidade das mulheres. Quando ativado transforma temporariamente a mortal comum em desusa do amor, fazendo com que a mulher se sinta atraente e sensual. A grande questão aqui é: como ativar o arquétipo de Afrodite ou como o arquétipo de Afrodite é ativado? Afinal qual de nós – nalgum momento de nossas vidas – não desejou vivenciar uma paixão, sentir-se atraente, sensual, desejada? De acordo com as duas versões míticas do nascimento de Afrodite, existem dois caminhos pelos quais esse arquétipo vem à consciência. O primeiro é uma iniciação dramática quando ela surge subitamente, amadurecida e impressionante, como uma presença dominante vindas das águas do inconsciente. A sexualidade é sentida como resposta instintiva, com pouca ou quase nenhuma conexão com o amar, como se houvesse um “desligamento” da intimidade emocional. Metaforicamente falando, semelhante à versão de Hesíodo do nascimento de Afrodite no mar: adulta, linda, loura e arrebatadora!

O segundo caminho é quando arquétipo surge ativo num relacionamento, onde o crescimento da confiança e do amor e uma redução gradual na inibição dão lugar ao “nascimento” de Afrodite. É quando acontece o primeiro orgasmo na relação sexual e o subsequente novo desejo de intimidade física. Este segundo caminho é considerado semelhante à versão comum de Homero, do nascimento de Afrodite como filha de Zeus e da ninfa marítima Dione.

E como cultivar Afrodite? Primeiramente buscar focar e manter-se no aqui e agora, são atitudes que convidam Afrodite para a nossa vida. Reconhecer e libertar-se dos padrões da nossa cultura judaico-cristã que consideram o prazer pecaminoso e frívolo. Herança da nossa sociedade patriarcal e machista que consideram a sensualidade e a sexualidade feminina como atributos das prostitutas e acabam por colocar a mulher tipo Afrodite – no mínimo – em divergência com os padrões da moralidade. Quando não as marginaliza. Afrodite ainda tem que enfrentar a força dos arquétipos de Ártemis e Atena focadas em alcançar objetivos, deixando de lado o prazer. Afrodite também ameaça os arquétipos de Hera e Deméter – monogamia ou o papel maternal – fazendo que estas mulheres a vejam de forma julgamentosa e preconceituosa. Finalmente as mulheres do tipo Perséfone e Héstia, arquétipos com predisposição a introversão, ficam menos sensíveis às atrações externas, que tanto encantam Afrodite.

O alerta aqui é para o quanto é imperioso observar e descobrir o valor de Afrodite em nossas vidas e procurar desenvolver esse aspecto em nós mesmas. Esse é o primeiro passo para a ativação do arquétipo. Em seguida dedicar tempo e oportunidade para que ela possa se desenvolver. O resultado desta atitude é abrir espaço para férias do casal, sem a presença dos filhos, quando poderão divertir-se, conversar e amar-se; para aprender dança do ventre, recurso poderoso de ativação do primeiro e segundo chakras – responsáveis também pelo prazer e pela criatividade – ou um meio de estar à vontade e gostar do próprio corpo, condição para se ter prazer no fazer amor.

Outra forma poderosa de ativar e cultivar o arquétipo de Afrodite é interessar-se pela arte, poesia, música, permitindo-se desenvolver a habilidade de imergir numa experiência visual, auditiva ou cinestésica. Quando nos deixamos absorver por algo, pode ocorrer uma interação entre si mesmas e o meio no qual nos inserimos, do qual pode surgir alguma coisa nova e surpreendentemente prazerosa como a aura de Afrodite.

Contudo, não é fácil ter Afrodite como arquétipo dominante especialmente no que diz respeito à inevitabilidade do envelhecimento, que pode ser uma realidade devastadora para a mulher tipo Afrodite, cuja atratividade tenha sido sua principal fonte de gratificação. A saída para este desafio é engajar-se no trabalho criativo, que a interesse e mantenha entusiasmada. Afinal as mulheres do tipo Afrodite retêm a capacidade de enxergar a beleza e de sempre estarem um pouco apaixonadas pelo objeto do seu foco. Tipicamente jovens por dentro, atraem pessoas e tem amigos de todas as idades, o que mantém sua graça e vitalidade.

Outro desafio de Afrodite é quando é criada ou ‘obrigada’ a viver num ambiente repressor que condena a sexualidade nas mulheres. Nestas situações pode tentar reprimir seu interesse pelos homens, menosprezar sua atratividade, sentir-se culpada e em conflito para expressar sua natureza de Afrodite. O resultado deste impasse entre sua sexualidade, sensualidade e consciência poderá conduzi-la a sentimentos de depressão e ansiedade, com consequente perda do contato com um dos aspectos principais de sua verdadeira identidade, perdendo sua vitalidade e espontaneidade.

Finalmente, a mulher do tipo Afrodite, pode passar por uma série de intensos romances, nos quais se apaixonou muito facilmente, convencida de ter encontrado o homem perfeito. Seu desafio, é aprender a amar alguém do jeito que de fato é, um ser humano imperfeito e não um deus. Desencantar-se com as fascinações sem profundidade, de modo que possa permanecer num relacionamento aceitando as imperfeições humanas de seu companheiro e as suas próprias e assim, descobrir as dimensões humanas do amor.

De qualquer modo, o primeiro e mais importante passo é conhecer seu próprio padrão arquetípico. A partir desta informação, valiosa para todas as mulheres e em especial para as mulheres do tipo Afrodite, é maravilhoso saber que é de sua natureza “divina” apaixonar-se facilmente, experimentar atrações eróticas e ter um forte impulso sexual que muitas mulheres não tem. Este conhecimento auxilia as mulheres do tipo Afrodite a libertar-se da culpa de serem quem são, ao mesmo tempo que as alerta para o cuidado consigo, que a deusa não o faz. Alem do auto conhecimento de cuja importância sempre falamos aqui no Ser Integral, interessante desenvolver as habilidades de outros arquétipos como Ártemis e Atena. Uma vez casadas e com filhos, Hera e Deméter podem ter influência estabilizadora.Da mesma forma desenvolver Héstia através da meditação, pode trazer equilíbrio para o fascínio que a atração erótica exerce em si mesma. Cultivar a introversão de Perséfone pode permitir-lhe viver uma experiência sexual na fantasia em vez da realidade, sem os riscos da exposição demasiada.

Desejo que este conhecimento sobre o arquétipo de Afrodite, seja a útil a você, na maioria de seus aspectos. Confesso que até escrever sobre ela é envolvente e sedutor. E para você como foi este contato com Afrodite? Voce é uma mulher do tipo Afrodite? Aposto que conhece muitas. Se esta deusa não é um arquétipo dominante em você, sentiu que precisa desenvolve-lo? Aguardo seu comentário aqui mesmo no blog, na nossa fanpage do Ser Integral ou ainda pelo email rmarrie@gmail.com. Nós adoramos esta interação.

Um grande abraço, muita luz e não esqueça: Cadastre-se em nossa fanpage Ser Integral, Curta e Compartilhe! Muitas mulheres podem beneficiar-se deste conhecimento.

PS: Ah, hoje além do texto do post com a nossa pesquisa sobre Afrodite, temos mais um presente para você. Clique no link abaixo e receba gratuitamente o e-book que carinhosamente preparamos para você, com super dicas de Aromaterapia para equilibrar seus ambientes, em especial o ambiente do seu lar. É gratuito, mas eu não sei por quanto tempo vai ficar disponível. O ideal é ver agora mesmo.

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Fonte:

Bolen, S Jean – As deusas e a mulher – nova psicologia das mulheres

As deusas vulneráveis

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Como prometi, estou retomando o tema das Deusas, feliz pela repercussão que tem despertado. Foram mais de 2000 curtidas, muitos e-mails e comentários, justificando que continuemos a explorar as muitas possibilidades que as Deusas podem trazer para todas nós.

Depois de falarmos sobre as tres Deusas Virgens: Héstia, Ártemis e Atena, com suas características tão peculiares, com as quais tantas de nós nos identificamos, vamos agora dedicar um tempo às Deusas Vulneráveis: Hera, Deméter e Perséfone.

São consideradas deusas vulneráveis porque personificam arquétipos que representam os papeis tradicionais das mulheres: esposa, mãe e filha. Além disso são orientadas para o relacionamento, ou seja suas identidades e bem estar dependem de um relacionamento significativo. Expressam a necessidade de afiliação das mulheres.

Em suas mitologias, essas tres deusas foram estupradas, raptadas, dominadas e humilhadas pelos deuses. Todas sofreram quando uma ligação foi rompida ou desonrada e cada um a seu modo experienciou a impotência: Hera com raiva e ciúme, Deméter e Perséfone com depressão. A idéia aqui, portanto, é utilizar o conhecimento destas deusas para abrir possibilidades de insights rumo à natureza de suas necessidades de relacionamento e principalmente como são seus padrões de comportamento em face à perda. Como reagimos quando nos deparamos com a perda em nossos relacionamentos? Com raiva e ciúme como Hera ou entramos em depressão como Deméter e Perséfone?

Diferentemente das deusas Virgens que se movem dentro do – uma em si mesmas – as deusas Vulneráveis são arquétipos cuja atração motivacional é o relacionamento, mais do que o empreendimento, a autonomia ou novas experiências. Seu foco de atenção está nos outros, não num objetivo exterior ou estado interior. Por esta razão as mulheres identificadas com essas deusas são atenciosas, receptivas às necessidades dos outros e sua maior motivação são as recompensas do relacionamento: aprovação, amor e atenção, por exemplo. Para essas mulheres, cumprir os papéis tradicionais reservados às mulheres na sociedade (esposa, mãe e filha) pode ser pessoalmente muito significativo.

Aqui é muito importante destacar, como já dissemos nos posts anteriores que todas as mulheres em algum momento de suas vidas já tiveram a predominância de um ou outro arquétipo das deusas. E não há nada de errado com isso. São fases naturais da vida feminina. A idéia aqui é trazer luz a estas questões, aumentando a consciência destas forças que atuam em nossas vidas, e consequentemente nosso auto conhecimento. Assim, embora as deusas vulneráveis não simbolizem qualidades que conduzem à realização, as mulheres que personificam estes arquétipos podem crescer e expandir-se para além deles.

Quando descobrimos em nós mesmas que somos ou estamos vivenciando o arquétipo das deusas vulneráveis, podemos aprender mais sobre nós mesmas , sobre nossas forças, fraquezas e potencialidades positivas e negativas. Essa consciência (de novo a consciência!) pode nos ajudar a perceber os problemas, ajudar-nos a resolve-los e até a evitar ou nos livrar de algum sofrimento. Por exemplo, a mulher do tipo Hera pode evitar grandes sofrimentos ao não se permitir ser atirada de forma insensata ou prematura ao casamento. Sua principal tarefa antes disso é aprender como avaliar o temperamento e a capacidade de amar do seu pretendente escolhido para marido, porque seu destino será determinado por ele: o marido!. Da mesma forma a mulher identificada com Deméter, deve ter clareza sobre as circunstâncias em que vai engravidar, porque seu desejo de ser mãe não a resguardará das consequências de uma atitude impensada e inoportuna. E a jovem mulher do tipo Perséfone fará muito bem em sair da casa paterna para estudar ou trabalhar, de modo que tenha a oportunidade de crescer para além da submissa filhinha da mamãe.

Agora que já fizemos a apresentação das características das deusas vulneráveis, você que nos acompanhou com a deusas virgens pode perceber que existem grandes diferenças entre elas. Inclusive pode perceber em si mesma que tem aspectos de muitas delas. Afinal toda mulher que já sentiu ímpeto de se casar, ou teve um filho, ou sentiu que estava esperando que alguma coisa acontecesse para mudar sua vida – o que inclui exatamente todas as mulheres… rsrsrsr – descobrirá em si mesma algum aspecto de uma ou de todas as deusas vulneráveis em algum momento de sua vida.

Eu desejo que este conhecimento das deusas vulneráveis possa de alguma forma trazer a luz a todas nós, sobretudo para a importância do resgate da Deusa em nós mesmas e também de sua influência amorosa na vida do Planeta.

Nos próximos post vamos nos dedicar às peculiaridades de cada uma das deusas vulneráveis, iniciando por Hera: a deusa do casamento, do compromisso e da esposa. O assunto é intenso e transformador e poderia se tornar muito extenso para o aprofundamento num só post.

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Um grande abraço e toda luz! Nos vemos no próximo post.

Fonte:

BOLEN, S. Jean – As deusas e a mulher – nova psicologia das mulheres.