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Afrodite

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Olá mulheres e homens que querem entender as mulheres de suas vidas, chegou o dia de falarmos um pouco sobre Afrodite a deusa grega do Amor, da beleza e da sexualidade, mas principalmente da transformação. Vênus para os romanos, foi cantada em prosa e verso pela beleza do seu corpo e rosto, de seu cabelo dourado e olhos brilhantes. Seu arquétipo governa o prazer do amor e da beleza, da sexualidade e da sensualidade das mulheres.

Para você que acompanhou nossos posts dedicados às deusas gregas, sabe que as dividimos em tres categorias: as deusas virgens, vulneráveis e alquímica.  Na categoria alquímica, Afrodite domina soberana, exatamente por seu processo extraordinário ou poder de transformação que ela sozinha teve. Na mitologia grega, Afrodite foi responsável por motivar paixões entre os deuses e os mortais, levando-os a conceberem novas e transformadas vidas. Ou seja Afrodite simboliza também o poder transformativo, mas principalmente criativo do amor.

Foi colocada sozinha nesta categoria de deusa alquímica, porque apesar de ter algumas características em comum com as deusas virgens – Héstia, Ártemis e Atena – como por exemplo fazendo o que lhe agradava ou com as deusas vulneráveis – Hera, Deméter e Perséfone – ligadas às divindades masculinas e/ou tendo filhos, Afrodite nunca foi vitimada e não sofreu. Em todos os seus relacionamentos, os sentimentos de desejo eram mútuos; nunca foi vítima da paixão indesejável de um homem por ela. Valorizava a experiência emocional com outros, muito mais do que a independência dos outros (que motivava as deusas virgens) ou laços permanentes (que caracterizavam as deusas vulneráveis).

Apesar de algumas semelhanças, com as outras duas categorias de deusas, Afrodite valoriza as ligações, mas não como compromissos a longo prazo com outras pessoas. Seu objetivo é consumar os relacionamentos e gerar vida nova – num processo alquímico. De forma semelhante às deusas virgens, é capaz de focar no seu objetivo, sem deixar que a afastem dele. Entretanto seu objetivo é fundamentalmente diferente dos objetivos das deusas virgens, por suas características exclusivamente subjetivas o que não lhe permite ser medido em termos de realização ou reconhecimento. As deusas virgens são motivadas por objetivos de carreira e reconhecimento, lembra-se?

Afrodite é o arquétipo responsável por aquela atração magnética, quando a “química” acontece entre os pares, e eles desejam a união acima de qualquer coisa. Sentem um poderoso impulso de ficarem mais íntimos, de terem relação sexual e consumarem o encontro. Aqui podemos entender a relação sexual como sinônimo de comunicação e comunhão. Um impulso poderoso em direção à união, a conhecer e compreender realmente ao outro. Afrodite gera o desejo de conhecer e ser conhecida. Assim, se esse desejo gerar intimidade física, uma nova vida pode surgir; se a união for também de mente, coração ou espírito, o novo crescimento ocorrerá em esferas psicológicas, emocionais ou espirituais.

A dificuldade aparece quando a pessoa se apaixona por alguém que não lhe corresponde.É repetidamente atraída ao amado e de novo recusada. A intensidade – maravilhosa quando o amor é retribuído – neste caso, ao contrário amplifica a dor.

É interessante perceber que quando Afrodite influencia um relacionamento, seu efeito não é limitado ao romântico ou ao sexual, afinal o amor platônico, a conexão de alma, a amizade profunda, a comunicação e a compreensão empática são todas maravilhosas expressões do amor. Ou seja, onde quer que o crescimento seja gerado, uma visão mantida, um potencial desenvolvido, uma centelha de criatividade encorajada – como por exemplo numa consultoria, aconselhamento terapêutico, paternidade, ensino etc… – Afrodite lá estará permeando o relacionamento das pessoas envolvidas.

Afrodite também representa o ímpeto para assegurar a perpetuação da espécie. Seu arquétipo está ligado ao ímpeto sexual e o poder da paixão. Diferente de Deméter que pratica sexo para ter um bebê, Afrodite tem um bebê devido ao seu desejo por um homem ou por causa do desejo de ter uma experiência sexual ou romântica. Se você deseja evitar um gravidez indesejada, Afrodite é má conselheira. Sua influência vai na direção de esquecer os cuidados anti conceptivos, para não perder a paixão do momento.

Outro aspecto interessantíssimo de Afrodite é a espécie única da sua consciência. Acompanhe comigo e veja se você se identifica? As deusas virgens são associadas a consciência focada e são os arquétipos que possibilitam às mulheres concentrarem-se no que realmente lhes importa. As deusas vulneráveis por sua natural capacidade receptiva tem uma consciência difusa, que lhes permite dar atenção à várias coisas ao mesmo tempo: marido, filhos etc… A consciência de Afrodite é focada e intensa ao mesmo tempo que é receptiva e atenta àquilo que focaliza. Ilumina o objeto de seu foco de forma aquecedora e suave, de forma semelhante às luzes do teatro que iluminam o palco. A luz da ribalta no palco dramatiza ou magnifica o impacto da experiência sobre a platéia, ajudando-a a ser transportada emocionalmente por uma sinfonia, movidos por uma peça ou pelas palavras de um orador. Acontece uma interação de sentimentos, impressões e memórias entre palco e platéia. Ou seja o que é iluminando pela “ribalta”absorve a atenção, atrai e deixa a platéia absorta e descontraída em sua concentração. É o mesmo que acontece quando enxergamos qualquer coisa através da luz dourada da consciência de Afrodite: tudo fica fascinante, desde o rosto de uma pessoa, uma idéia ou a forma de um objeto.

Aqui vale a pena um lembrete sobre a natureza da consciência que a mulher do tipo Afrodite utiliza: a atenção e o interesse que dedica a algo, alguém ou objeto, embora faça-o sentir-se especial não significa necessariamente que ela está fascinada ou enamorada. Compreende as pessoas e coisas da mesma forma que um degustador de vinhos faria diante da taça de um vinho novo que precisa conhecer e avaliar. Verifica a pureza, o sabor, o aroma, a cor, a suavidade. Mas seria um engano supor que todo este interesse e atenção signifique que este seja especial ou até mesmo apreciável.

A boa notícia, que faz o arquétipo de Afrodite encantador é que a sua consciência, quando presente, permite que os envolvidos com ele irradiem bem estar e energia intensificada, como é o caso dos amantes. É fácil perceber um casal apaixonado: há um brilho e intensidade de sentimentos que os vitaliza e os faz perderem a noção do tempo e do espaço.

As mulheres do tipo Afrodite são capazes de atrair e inspirar os homens a realizar seus sonhos e aspirações. Ela tem a habilidade de ver o potencial deles, acreditar em seus sonhos e inspirá-los a realizá-los. Tanto as mulheres como os homens precisam ser capazes de imaginar que seu sonho é possível. Para isso, às vezes, precisam que outra pessoa olhe para eles e para seus sonhos com a consciência transformadora de Afrodite.

Na Europa medieval, a alquimia era tanto um processo físico de transformar substâncias inferiores em ouro, quanto um empenho psicológico esotérico de também transformar a personalidade do alquimista. Assim é a alquimia de Afrodite. Segundo Jean Bolen, em cuja fonte pesquiso para escrever estes posts, nós experienciamos Afrodite quando nos sentimos atraídos por outra pessoa e nos apaixonamos; quando somos tocados por seu poder de transformação e criatividade; quando apreciamos a capacidade que temos de transformar o que focalizamos em belo e apreciado porque está permeado pelo nosso amor. Você conhecia este aspecto poderoso e transformador de Afrodite? Comente conosco como percebe tudo isso em sua vida.

O arquétipo de Afrodite governa o prazer do amor e da beleza, da sexualidade e sensualidade das mulheres. Quando ativado transforma temporariamente a mortal comum em desusa do amor, fazendo com que a mulher se sinta atraente e sensual. A grande questão aqui é: como ativar o arquétipo de Afrodite ou como o arquétipo de Afrodite é ativado? Afinal qual de nós – nalgum momento de nossas vidas – não desejou vivenciar uma paixão, sentir-se atraente, sensual, desejada? De acordo com as duas versões míticas do nascimento de Afrodite, existem dois caminhos pelos quais esse arquétipo vem à consciência. O primeiro é uma iniciação dramática quando ela surge subitamente, amadurecida e impressionante, como uma presença dominante vindas das águas do inconsciente. A sexualidade é sentida como resposta instintiva, com pouca ou quase nenhuma conexão com o amar, como se houvesse um “desligamento” da intimidade emocional. Metaforicamente falando, semelhante à versão de Hesíodo do nascimento de Afrodite no mar: adulta, linda, loura e arrebatadora!

O segundo caminho é quando arquétipo surge ativo num relacionamento, onde o crescimento da confiança e do amor e uma redução gradual na inibição dão lugar ao “nascimento” de Afrodite. É quando acontece o primeiro orgasmo na relação sexual e o subsequente novo desejo de intimidade física. Este segundo caminho é considerado semelhante à versão comum de Homero, do nascimento de Afrodite como filha de Zeus e da ninfa marítima Dione.

E como cultivar Afrodite? Primeiramente buscar focar e manter-se no aqui e agora, são atitudes que convidam Afrodite para a nossa vida. Reconhecer e libertar-se dos padrões da nossa cultura judaico-cristã que consideram o prazer pecaminoso e frívolo. Herança da nossa sociedade patriarcal e machista que consideram a sensualidade e a sexualidade feminina como atributos das prostitutas e acabam por colocar a mulher tipo Afrodite – no mínimo – em divergência com os padrões da moralidade. Quando não as marginaliza. Afrodite ainda tem que enfrentar a força dos arquétipos de Ártemis e Atena focadas em alcançar objetivos, deixando de lado o prazer. Afrodite também ameaça os arquétipos de Hera e Deméter – monogamia ou o papel maternal – fazendo que estas mulheres a vejam de forma julgamentosa e preconceituosa. Finalmente as mulheres do tipo Perséfone e Héstia, arquétipos com predisposição a introversão, ficam menos sensíveis às atrações externas, que tanto encantam Afrodite.

O alerta aqui é para o quanto é imperioso observar e descobrir o valor de Afrodite em nossas vidas e procurar desenvolver esse aspecto em nós mesmas. Esse é o primeiro passo para a ativação do arquétipo. Em seguida dedicar tempo e oportunidade para que ela possa se desenvolver. O resultado desta atitude é abrir espaço para férias do casal, sem a presença dos filhos, quando poderão divertir-se, conversar e amar-se; para aprender dança do ventre, recurso poderoso de ativação do primeiro e segundo chakras – responsáveis também pelo prazer e pela criatividade – ou um meio de estar à vontade e gostar do próprio corpo, condição para se ter prazer no fazer amor.

Outra forma poderosa de ativar e cultivar o arquétipo de Afrodite é interessar-se pela arte, poesia, música, permitindo-se desenvolver a habilidade de imergir numa experiência visual, auditiva ou cinestésica. Quando nos deixamos absorver por algo, pode ocorrer uma interação entre si mesmas e o meio no qual nos inserimos, do qual pode surgir alguma coisa nova e surpreendentemente prazerosa como a aura de Afrodite.

Contudo, não é fácil ter Afrodite como arquétipo dominante especialmente no que diz respeito à inevitabilidade do envelhecimento, que pode ser uma realidade devastadora para a mulher tipo Afrodite, cuja atratividade tenha sido sua principal fonte de gratificação. A saída para este desafio é engajar-se no trabalho criativo, que a interesse e mantenha entusiasmada. Afinal as mulheres do tipo Afrodite retêm a capacidade de enxergar a beleza e de sempre estarem um pouco apaixonadas pelo objeto do seu foco. Tipicamente jovens por dentro, atraem pessoas e tem amigos de todas as idades, o que mantém sua graça e vitalidade.

Outro desafio de Afrodite é quando é criada ou ‘obrigada’ a viver num ambiente repressor que condena a sexualidade nas mulheres. Nestas situações pode tentar reprimir seu interesse pelos homens, menosprezar sua atratividade, sentir-se culpada e em conflito para expressar sua natureza de Afrodite. O resultado deste impasse entre sua sexualidade, sensualidade e consciência poderá conduzi-la a sentimentos de depressão e ansiedade, com consequente perda do contato com um dos aspectos principais de sua verdadeira identidade, perdendo sua vitalidade e espontaneidade.

Finalmente, a mulher do tipo Afrodite, pode passar por uma série de intensos romances, nos quais se apaixonou muito facilmente, convencida de ter encontrado o homem perfeito. Seu desafio, é aprender a amar alguém do jeito que de fato é, um ser humano imperfeito e não um deus. Desencantar-se com as fascinações sem profundidade, de modo que possa permanecer num relacionamento aceitando as imperfeições humanas de seu companheiro e as suas próprias e assim, descobrir as dimensões humanas do amor.

De qualquer modo, o primeiro e mais importante passo é conhecer seu próprio padrão arquetípico. A partir desta informação, valiosa para todas as mulheres e em especial para as mulheres do tipo Afrodite, é maravilhoso saber que é de sua natureza “divina” apaixonar-se facilmente, experimentar atrações eróticas e ter um forte impulso sexual que muitas mulheres não tem. Este conhecimento auxilia as mulheres do tipo Afrodite a libertar-se da culpa de serem quem são, ao mesmo tempo que as alerta para o cuidado consigo, que a deusa não o faz. Alem do auto conhecimento de cuja importância sempre falamos aqui no Ser Integral, interessante desenvolver as habilidades de outros arquétipos como Ártemis e Atena. Uma vez casadas e com filhos, Hera e Deméter podem ter influência estabilizadora.Da mesma forma desenvolver Héstia através da meditação, pode trazer equilíbrio para o fascínio que a atração erótica exerce em si mesma. Cultivar a introversão de Perséfone pode permitir-lhe viver uma experiência sexual na fantasia em vez da realidade, sem os riscos da exposição demasiada.

Desejo que este conhecimento sobre o arquétipo de Afrodite, seja a útil a você, na maioria de seus aspectos. Confesso que até escrever sobre ela é envolvente e sedutor. E para você como foi este contato com Afrodite? Voce é uma mulher do tipo Afrodite? Aposto que conhece muitas. Se esta deusa não é um arquétipo dominante em você, sentiu que precisa desenvolve-lo? Aguardo seu comentário aqui mesmo no blog, na nossa fanpage do Ser Integral ou ainda pelo email rmarrie@gmail.com. Nós adoramos esta interação.

Um grande abraço, muita luz e não esqueça: Cadastre-se em nossa fanpage Ser Integral, Curta e Compartilhe! Muitas mulheres podem beneficiar-se deste conhecimento.

PS: Ah, hoje além do texto do post com a nossa pesquisa sobre Afrodite, temos mais um presente para você. Clique no link abaixo e receba gratuitamente o e-book que carinhosamente preparamos para você, com super dicas de Aromaterapia para equilibrar seus ambientes, em especial o ambiente do seu lar. É gratuito, mas eu não sei por quanto tempo vai ficar disponível. O ideal é ver agora mesmo.

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Fonte:

Bolen, S Jean – As deusas e a mulher – nova psicologia das mulheres

Perséfone, a deusa de dois mundos

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Com Perséfone encerramos a série de posts sobre as deusas vulneráveis. Vulneráveis porque personificam arquétipos que representam os papéis tradicionais das mulheres: esposa, mãe e filha. Como já dissemos no post que dedicamos a falar delas (se não viu confira no link  http://bit.ly/deusasSerIntegral) também são orientadas para o relacionamento, ou seja suas identidades e bem estar dependem de um relacionamento significativo. Expressam a necessidade de afiliação das mulheres.

A deusa Perséfone personifica dois aspectos: o da jovem filha de Deméter e o de rainha do Inferno. Contamos sobre seu mito no post anterior dedicado à sua mãe Deméter. Se ainda não viu, vale a pena conferir no link http://bit.ly/Demeter-SerIntegralSaude. Para entender Perséfone é necessário conhecer antes a mãe que ela tinha e foi fundamental na formação de sua personalidade.

Foi adorada dos dois modos, como a jovem Perséfone, deusa jovem, esbelta, bonita, associada com os símbolos de fertilidade: a romã, o milho, os grãos de modo geral e também com o narciso a flor que a atraiu. Como a rainha do Inferno Perséfone personificou a deusa experiente que reina sobre os mortos e guia os vivos que visitam o mundo das trevas.

Diferente de Hera e Deméter que representam padrões arquetípicos ligados aos fortes sentimentos instintivos da esposa e mãe, Perséfone como padrão de personalidade predispõe a mulher a ser complacente na ação e passiva na atitude. Ou seja, está sempre mais propensa a ser conduzida pelos outros do que para agir: característico das filhas jovens que ainda não amadureceram. Perséfone, a jovem, aliás permite à mulher parecer eternamente jovem.

As mulheres do tipo Perséfone, quando vivem apenas o lado jovem, podem permanecer assim pela maior parte de suas vidas. São livres para um relacionamento, para o trabalho ou para outros objetivos de vida, mesmo que estejam vivendo um relacionamento, tenham um emprego ou participem de um projeto. O que quer que estejam fazendo, não parece “que é para valer”. Sua atitude é a de uma eterna adolescente indecisa sobre quem ou o quê ela quer ser quando “crescer”, sempre à espera de que algo ou alguém transforme a sua vida.

A jovem Perséfone é familiar a muitas de nós  porque representa um estágio da vida, onde somos ou fomos jovens, a vida incerta mas cheia de possibilidades. Até ali nenhum outro arquétipo foi ativado para introduzir uma fase diferente. Nas estações da vida feminina, Perséfone representa a Primavera, simbolizando a juventude, vitalidade e potencial para novo crescimento. Ter o arquétipo de Perséfone ativado, predispõe a mulher permanecer receptiva à mudança e jovem de espírito durante toda a vida.

A receptividade do arquétipo de Perséfone é uma qualidade que muitas de nós precisamos cultivar. Especialmente se somos do tipo Atena ou Ártemis, que costumeiramente são focadas, sabem o que querem e agem para concretizar. Entretanto quando eventualmente enfrentam a falta de clareza sobre como e quando agir ou algum nível de incerteza, cultivar a habilidade de Perséfone para esperar que a situação mude ou seus sentimentos se tornem claros, pode ser muito valioso e útil.

Perséfone por sua natureza receptiva, tem as habilidades de ser franca e flexível, ou maleável quanto ao erro. Estes atributos também podem ser muito úteis às mulheres do tipo Deméter e Hera quando ficam presas nas suas expectativas (Hera) ou às suas convicções  de que sabem melhor (Deméter). A atitude receptiva, permite desenvolver primeiramente a generosidade consigo mesma, em lugar da impaciência ou auto crítica, especialmente quando se percebe estar num período de inatividade ou pouca criatividade. Compreender e aceitar – aprendendo com eles – que períodos de inatividade  podem ser benéficos intervalos que precedem uma onda de atividade e criatividade.

A mulher tipo Perséfone, tem em si a qualidade jovial, podendo parecer mais jovem do que é ou ter alguma coisa de “infantil” em sua personalidade, que pode atravessar a meia idade. Parece portadora de algo flexível, ajustável às circunstâncias ou às personalidades mais fortes. Este aspecto aparece no mito Deméter-Perséfone que falamos no post anterior, onde a mãe tratava a  filha como uma extensão dela mesma. Nesta caso a filha Perséfone não faz muito para contrariar ou contradizer a mãe, buscando corresponder-lhe às expectativas. Entretanto, de maneira ideal, a filha tipo Perséfone deveria ter pais que respeitassem seu jeito introvertido de ser,  que a seu tempo, no seu ritmo descobre o que é importante para ela. Proporcionariam a ela uma variedade de experiências, aguardando e respeitando suas escolhas. Esta atitude valorizaria sua introversão, aumentando sua auto estima e confiança em si mesma. A mãe Deméter muito intrusiva, tira da sua filha tipo Perséfone a oportunidade de colorir sua própria existência, deixando que as ansiedades, valores e opiniões de sua mãe influenciem demasiadamente suas próprias percepções.

Em seu relacionamento com os homens a mulher do tipo Perséfone, apresenta-se como mulher-criança, insegura e juvenil na atitude. Costuma atrair tres categorias de homens: os que são tão jovens e inexperientes quanto ela; “homens maduros”, atraídos pela sua inocência e fragilidade; e homens que não se sentem confortáveis com mulheres “amadurecidas”. Diferente de Hera, o casamento para as mulheres do tipo Perséfone não é seu objetivo de vida. É algo que “acontece”. Como no mito, torna-se “raptada”, quando um homem quer casar-se e a convence a dizer sim. Por ter uma natureza mais receptiva do que ativa, não são competitivas e atrevidas como Atena e Ártemis: os homens as escolhem e não vice-versa.

Viver como Perséfone significa ser a eterna jovem que não se compromete com nada ou ninguém, afinal definir escolhas, elimina outras possibilidades. Esse comportamento a deixa sem direção e entusiasmo. Todavia também abre muitos caminhos para o crescimento, por conta da sua natureza flexível. O desafio de Perséfone é aprender a estabelecer compromissos e viver de acordo com eles. Vencer a dificuldade de dizer sim e manter o compromisso sem fraquejar até o final. Satisfazer prazos de entrega, concluir a escola, chegar ao casamento, por de pé uma criança ou permanecer num emprego são todas tarefas difíceis para quem quer apenas brincar com a vida. O crescimento requer vencer a batalha da indecisão, lutando contra a inércia e a passividade, além da decisão de permanecer compromissada quando a escolha deixar de ser engraçada.

Para assumir compromissos, a mulher do tipo Perséfone deve lutar com a jovem que há nela, de modo que ao decidir casar-se seu SIM seja real e verdadeiro. Assumir seu casamento pode transformá-la gradualmente de eterna jovem em mulher amadurecida. Da mesma forma na carreira profissional, precisa também assumir o compromisso e permanecer nele, para seu crescimento pessoal e consequentemente ser bem sucedida.

A boa notícia para as mulheres do tipo Perséfone, como já dissemos antes, é que pode crescer em diversas direções diferentes. Por exemplo, quando desenvolve Afrodite – deusa do amor e da beleza –  entra em contato e aciona a sua própria sexualidade, na maioria das vezes introvertida ou dormente. Ou quando desenvolve sua afinidade arquetípica com Hécate – deusa da lua escura e das encruzilhadas – pode desenvolver a qualidade numinosa da sacerdotisa,  rainha e guia do Inferno, movimentando-se habilidosamente de um lado para o outro entre a realidade do mundo “real” baseada no ego e o inconsciente ou a realidade arquetípica da psique. Também pode servir como guia para os outros que “visitam” o Inferno em seus sonhos e fantasias, ou pode ajudar aqueles que foram “raptados” e perderam a ligação com a realidade. Quando a mulher do tipo Perséfone desce às suas próprias profundezas, explora o profundo reino do mundo arquetípico, e não teme voltar a reexaminar a experiência, ela pode ser a mediadora entre a realidade comum e a não comum. Quando consegue transmitir o que aprendeu, consegue tornar-se guia para os outros. É a mulher do tipo Perséfone que esteve no Inferno e de lá voltou, podendo ser também terapeuta-guia que pode ligar os outros com suas próprias profundezas (as deles), guiando-os para encontrar o significado simbólico e a compreensão daquilo que eles encontram lá.

Estudar Perséfone para escrever este texto foi maravilhoso. Perceber que em muitos momentos da minha vida esta deusa esteve presente tanto nos momentos difíceis da travessia da jovem para a rainha do próprio Inferno, quanto nos momentos em que precisei renascer, acionando todos os recursos que ela disponibiliza para cada uma de nós. Eu desejo que a energia da deusa Perséfone também seja útil a você e que possamos honrá-la em cada irmã que está vivenciando seu arquétipo em qualquer dos seus aspectos.

Finalmente, lembramos que o propósito do nosso site/blog é compartilhar informações úteis para que o seu Ser Integral floresça e cresça no caminho que escolher manifestar na vida, mas é também um espaço em que oferecemos os nossos serviços a todos os que querem aprofundar e fortalecer as mudanças. Visite nossa página de Atendimentos no https://serintegralsaude.wordpress.com/atendimentos/ conheça os auxílios terapêuticos que disponibilizamos ali. A EMF Balancing Technique por exemplo é uma técnica de reequilíbrio energético para aqueles momentos em que a vida parece estagnada e não sabemos qual o caminho a seguir. A Geobiologia Espiritual, limpa, harmoniza e remove obstáculos ao fluxo natural da prosperidade e do viver em liberdade. O Reiki, harmoniza, equilibra, pacifica o coração e a mente. E tem mais… a Fitoenergética e os Florais de Bach que promovem equilíbrio e cura do corpo físico, mental e emocional através das plantas e das flores, de forma suave e segura. E o que eu particularmente acho muito bom, você não precisa se deslocar da sua casa, do seu ambiente para receber os benefícios de todas estas técnicas. Tudo é feito à distância, em dia e hora previamente combinados. Milhares de pessoas já se beneficiaram do meu trabalho com as Terapias Energéticas à distância. Tem dúvidas? Entre em contato comigo no email rmarrie@gmail.com, terei muito prazer em esclarecer. Esta é a minha missão que faço com todo Amor de que sou capaz.

Um grande abraço e toda luz! E lembre-se de curtir e compartilhar tanto este post quanto a nossa fanpage Ser Integral, muitas pessoas podem se beneficiar. Você também pode cadastrar-se aqui no site Ser Integral Saúde e receber os nossos textos semanais, em primeira mão.

Para saber mais:

BOLEN S. Jean – As Deusas e a Mulher – nova psicologia das mulheres.

Deméter a deusa nutridora e mãe

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Estou encantada com a interação que temos recebido com o tema das Deusas Gregas. Não acredito em acaso, portanto acho que é o resultado de  vivermos o momento da recuperação dos aspectos femininos do Ser. Conhecer o poder arquétipico da Deusa, pode ser profundamente transformador, especialmente para as mulheres que desejam curar-se das feridas do longo patriarcado, ora enfraquecido, mas ainda atuante.

Hoje então, o dia é dedicado à Deméter, a deusa do cereal, conhecida pelos romanos como Ceres (de onde se origina a palavra cereal). Venerada como uma deusa mãe, especialmente como mãe do cereal e da jovem deusa Perséfone. Foi a quarta esposa real de Zeus, precedendo Hera que foi a sétima e última esposa. Da sua união com Zeus nasceu Perséfone, com quem Deméter esteve sempre ligada no mito e no culto.

O mito de Deméter e Perséfone concentra-se ao redor da reação de Deméter ao rapto de Perséfone, pelo irmão de Deméter, Hades, deus do Inferno. Este mito tornou-se a base dos mistérios de Elêusis, os mais sagrados e importantes rituais religiosos da Grécia antiga por mais de dois séculos.

Deméter ouviu os gritos de socorro de Perséfone durante o rapto e apesar de seus esforços durante nove dias e nove noites, por terra e por mar, não conseguiu recuperá-la. Ressalte-se que durante sua busca não parou para dormir, comer ou banhar-se. Gritou pela ajuda de Zeus (o pai) mas ele sequer respondeu. Ao final do décimo dia Deméter encontrou Hécate – deusa da lua escura e das encruzilhadas que lhe sugeriu pedir ajuda a Hélio, o deus do sol.  Hélio, então revelou-lhes que Perséfone tinha sido raptada por Hades e o que era pior com a aprovação de Zeus. Além da revelação sobre o paradeiro de Deméter, Hélio também a aconselhou a aceitar o fato como consumado, afinal era a vontade do pai.

Claro que Deméter recusou o conselho, disfarçou-se de mulher velha e vagou sem ser reconhecida pelas cidades e campos, sentindo-se ultrajada e magoada pela traição de Zeus ao permitir que lhe roubasse a filha. Longe do Olimpo, permaneceu inativa em seu pesar. Abandonou seu trabalho ao qual se dedicava incessantemente ensinando aos homens o plantio e a colheita dos cereais. Decidiu não voltar ao Olimpo até que sua filha lhe fosse devolvida. Culpava a terra por ter aberto a passagem pela qual Hades levara Perséfone e disse: Ingrato solo, que tornei fértil e cobri de ervas e grãos nutritivos, não mais gozará de meus favores! Durante este período a situação se tornou caótica, a terra se tornou estéril, os grãos não germinaram, o gado morreu e a fome e as doenças ameaçavam dizimar a humanidade. Ao saber dos acontecimentos Zeus enviou mensageiros a Deméter para implorar a Deméter que voltasse. Esta, furiosa, informou que só voltaria ao Olimpo, quando Perséfone lhe fosse devolvida. Diante de sua obstinada recusa em voltar Zeus ordenou a Hades que devolvesse Perséfone à sua mãe. Depois de reunida com sua filha, Deméter devolveu a fertilidade e o crescimento à terra e também propiciou os Mistérios Eleusianos. Através dos mistérios, as pessoas encontravam razão para viver com alegria e morrer sem ter medo da morte.

A história de Deméter e Perséfone deixa claro que Deméter representa principalmente o arquétipo da mãe, representando o instinto maternal presente na gravidez ou através da nutrição física psicológica ou espiritual dos outros. Na presença deste poderoso arquétipo uma mulher poderá impactar fortemente a vida dos outros ou à sua própria com uma depressão por exemplo, na hipótese da sua necessidade de alimentar seja rejeitada ou frustrada.

Conforme você percebeu no mito o arquétipo da mãe foi representado por Deméter , cujos papéis mais importantes foram o de mãe (de Perséfone) e de fornecedora de alimentos (como deusa do cereal) e de alimento espiritual (os mistérios eleusianos). Observe que apesar da deusa Hera também ser mãe, no caso de Deméter, a filha era o relacionamento mais significativo para ela.

A mulher cujo arquétipo forte é Deméter deseja ardentemente ser mãe. É o papel que supõe a tornará realizada. Ser mãe é o papel mais importante e funcional da sua vida. O arquétipo da mãe motiva as mulheres a nutrirem os outros, a serem generosas no dar e a sentirem-se satisfeitas e plenas no papel de alguém que zela e provê a subsistência do outro. O arquétipo entretanto não está restrito apenas ao ser mãe. Também está presente quando escolhemos profissões de ajuda – ensino, enfermagem, aconselhamento ou qualquer função a qual ajudar ou educar os outros é parte do papel.

No nível biológico o arquétipo de Deméter, representa o instinto materno: o desejo de engravidar e ter um bebê. Como provedora de alimentos, ela adora amamentar seu próprio filho. Assim como tem imenso prazer em alimentar sua família e convidados.

A persistência materna é outro atributo de Deméter. Temos aí milhares de exemplos da luta das mães pelo bem estar de seus filhos, como as mães argentinas conhecidas como as “Madres de la Plaza de Mayo”que se recusaram a resignar-se com a perda dos seus filhos para a ditadura militar e mais recentemente as “Mães de Acari” que há  mais de vinte anos lutam por justiça pelo desaparecimento do seus onze filhos, na favela de Acari no Rio de Janeiro. E tantos outros exemplos famosos e não famosos de mães que nunca desistiram de seus filhos sejam quais forem as suas dificuldades.

O arquétipo da mãe proporciona tres níveis de oferta aos seus filhos: iniciam provendo suas necessidades físicas, depois apoio emocional e compreensão e finalmente tornam-se fonte de sabedoria espiritual, especialmente quando precisam ressignificar a vida.

Certamente que todos identificamos facilmente a mulher do tipo Deméter: maternal, em seus relacionamentos ela é nutridora, prestativa e doadora. Frequentemente tem a aura da Mãe Terra ao seu redor. É sensata, digna de confiança, generosa e leal para com os indivíduos e princípios, a ponto de ser considerada teimosa . Dotada de fortes convicções, não é fácil demove-la quando algo ou alguém importante para ela está envolvido.

Um aspecto interessante da mulher do tipo Deméter é que ela não compete com outras mulheres por causa de homens e realizações. Quando surge alguma inveja ou ciúme de outras mulheres, certamente será por conta dos seus filhos.

Quando o arquétipo é forte, a mulher do tipo Deméter atrai homens que sentem afinidade por mulheres maternais e curiosamente não é ela que faz a escolha do parceiro, mas responde a necessidade dele por ela, muitas vezes até por pena. Assim é importante que as mulheres tipo Deméter fiquem muito atentas aos tipos de homem que pode atrair: desde o imaturo, absorvido em si mesmo, egoísta, que busca nela o apoio que o resto do mundo lhe nega, exatamente por seu comportamento irrefletido, passando pelo sociopata, incapaz de quaisquer sentimentos, cobrando atenção e doação o tempo todo. Sua cobrança para o suprimento de suas carências acabam por suscitar a sempre generosa resposta de Deméter: dar. Este relacionamento é devastador para Deméter e pode obstruir sua vida emocional durante anos, podendo inclusive destruir sua vida financeira. A boa notícia é que existe o “homem familiar” que também se atrai pelas qualidades de Deméter: ele próprio é amadurecido, generoso e fortemente motivado pelo desejo de ter a sua família. Será um bom pai para os filhos da mulher tipo Deméter, além de estar atento a ela, ajudando-a dizer não quando necessário, evitando o esgotamento pela doação contínua.

A mulher que se identifica com Deméter age como uma deusa generosa, maternal, com uma capacidade ilimitada de prover. Seu desafio entretanto é escapar da tentação de monopolizar seus filhos, em nome do que considera seus melhores interesses (dos filhos). Algumas dessas mães vivem sempre apreensivas temendo que algo ruim aconteça ao seus filhos, limitando a independência de sua criança, desencorajando a formação de relacionamentos saudáveis com os outros. Com a intenção de proteger seus filhos pode tornar-se super dominadora, o que frequentemente resulta numa criança dependente dela para lidar com problemas e pessoas. Outro modelo negativo de mães do tipo Deméter é a que não sabe dizer não, criando filhos que crescem sentindo-se com direito a consideração especial e mal preparados para se conformar com determinadas situações. A mulher tipo Deméter que aprendeu a encorajar seus filhos à independência e ao respeito mútuo, com certeza não terá que lidar com a ‘síndrome do ninho vazio’ que fatalmente a transformará na vítima, sentindo-se triste e magoada como quando no mito teve sua filha raptada. Como no mito, permanecerá inativa, sem dar permissão para que nada de novo cresça.

A síndrome do ninho vazio pode evoluir para uma depressão agitada, na qual  pode personificar a deusa pesarosa que na sua busca por Perséfone (a filha), vagou insone, sem comer e sem banhar-se. Ou  pode sentar-se imóvel, retraída e incomunicável assumindo uma depressão severa e apática.  Tudo isso pode ser evitado se a mulher do tipo Deméter tomar quatro medidas preventivas:

1) aprender a expressar a raiva em vez de refreá-la em seu íntimo;

2) aprender a dizer não, evitando-se tornar-se esgotada, magoada e vitimada;

3) Aprender a “abrir mão e a deixar crescer” os filhos, clientes ou subordinados, evitando que se sintam ressentidos e queiram/precisem libertar-se dela;

4) e finalmente, desenvolver outras deusas em seu interior, de modo a ter interesses adicionais, além o de apenas ser mãe.

A mulher do tipo Deméter precisa ficar muito atenta à sua dificuldade de dizer não. Dizer sim a todos que precisam de nós é fazer a opção da sobrecarga. Nossos recursos não são ilimitados. Logo, ao invés do sim instintivo, que é a resposta usual de Deméter, deve ser capaz de dizer não, tanto para a pessoa que precisa de alguma coisa como para a deusa interior.

A proposta para o crescimento do arquétipo da deusa Deméter passa primeiramente pelo auto conhecimento, de modo que reconheça seus aspectos negativos (que é o maior obstáculo), – afinal sua maior identificação é com a mãe generosa, que resiste em admitir alguns sentimentos, principalmente a raiva em relação aos que ama. Mais uma vez a consciência aqui (que tanto falamos aqui no Ser Integral) é que vai fazer a diferença e tornar a tarefa de mudar o comportamento mais fácil de executar. O passo seguinte é tornar-se sua própria mãe, focando em si mesma o zeloso interesse que sente pelos outros.

Achei uma delícia pesquisar Deméter, perceber a minha identificação com alguns de seus aspectos, tanto positivos quanto os negativos e sobretudo perceber as possibilidades de crescimento com ela. Como uma experiência interior, o mito de Deméter e Perséfone fala, também, da nossa capacidade de crescer através de um sofrimento, uma dor. E principalmente saber que podemos viver através do que quer que aconteça, aprendendo que assim como na natureza, à primavera segue-se o inverno, também a experiência humana obedece a ciclos e por consequência a mudanças. Afinal o que temos de permanente na vida é de que tudo vai mudar. Graças a Deus e à Deusa que é assim. Mudar para renovar, para crescer, Evoluir.

Desejo todas uma semana abençoada e plena de paz. Continue curtindo e compartilhando nossa fanpage Ser Integral, para que mais mulheres possam acessar a energia poderosa das deusas.

Abraço carinhoso e até o próximo post.

Fonte: Wikipédia

Withmont Edward – O retorno da Deusa

Bolen S Bolen – As Deusas e a Mulher

Hera a deusa do casamento, do compromisso e da esposa

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 No post passado iniciamos o tema das tres deusas vulneráveis (não viu? vale a pena dar uma olhada. Clique neste link http://bit.ly/deusasSerIntegral). Hoje vamos aprofundar um pouco mais sobre o arquétipo de cada uma delas, iniciando com Hera, a deusa do casamento, do compromisso e da esposa.

Hera, a deusa grega, imponente, real e bela, conhecida pelos romanos como Juno, cujo nome pode significar a Grande Senhora, forma feminina da palavra grega herói. Era casada com Zeus (Júpiter) deus supremo do Olimpo, governante dos céus e da terra. Na mitologia grega Hera tinha dois aspectos muito contrastantes: ora era solenemente reverenciada e venerada em rituais como poderosa deusa do casamento e ora difamada por Homero (poeta da época) como víbora vingativa, briguenta e ciumenta.

Foi humilhada e traída por Zeus nos muitos romances extraconjugais que teve com outras deusas, sendo que o mais grave foi  a desonra que sentia em relação ao seu casamento, que era sagrado para ela.  A cada nova humilhação que sofria com as traições de Zeus, na maioria das vezes, Hera reagia com raiva e vingança, ou simplesmente se retirava em peregrinações aos limites da terra e do mar. Lá ficava envolvida na mais completa escuridão, longe de tudo e de todos.

Como deusa do casamento, Hera foi reverenciada e injuriada, honrada e humilhada, tornando-se uma das deusas onde se pode perceber muito claramente atributos positivos e negativos. Ou seja o arquétipo de Hera tem uma força intensamente poderosa tanto para a dor quanto para a alegria na personalidade de uma mulher.

No arquétipo de Hera é muito marcante o desejo ardente de ser esposa. A mulher tipo Hera sente-se fundamentalmente incompleta sem um companheiro. Viver sem um companheiro pode ser uma experiência interior tão profunda e intensiva como o fato de não ter filhos o é para a mulher cujo maior impulso (instinto?) é ser mãe. Necessita do prestígio, respeito e honra que o casamento representa para ela. Quer e precisa ser reconhecida como a Sra Fulano de Tal. 

O arquétipo de Hera é profundamente reforçado pela nossa cultura patriarcal e acaba influenciando até as mulheres que se movem por objetivos de carreira e estudo. Também elas não escapam da pressão e expectativas culturais da realização através do casamento. Por esta razão as mulheres solteiras muitas vezes, se sentem como que excluídas da norma social quando não se apresentam como companheiras de um homem.

Uma característica forte do arquétipo de Hera é a capacidade de estabelecer elo, compromisso, ser leal e fiel, suportando e passando pelas dificuldades da vida com o companheiro. Para a mulher do tipo Hera o compromisso do casamento não é condicional. Entra no relacionamento para os dias bons e ruins. Por esta razão quando decidimos casar ou queremos honrar e permanecer no casamento, além de escolher bem o parceiro disposto ao mesmo objetivo é muito útil invocar E CULTIVAR o arquétipo de Hera em seus sagrados rituais, para caracterizar o casamento também como uma união espiritual, cuja força invocará sua graça e poder para a união.

Se você é do tipo Hera e está desencantada com os homens não interessados em casamento e compromisso, está na hora de reavaliar suas escolhas. Quem sabe não está tendo atitudes preconcebidas em relação aos homens que tem valores tradicionais (querem casar e constituir família)? É bem possível que ao modificar a imagem (que tem dentro de você) do homem ideal, buscando adequá-lo a um tipo de homem com o qual possa estabelecer compromisso (porque ele também quer!)  pode tornar possível a realização que a sua Hera tem de ser esposa.

Sempre me causou estranheza lidar com as mulheres que canalizam a raiva da traição do companheiro para a outra mulher. Conhecer o padrão negativo que Hera manifestou quando desprezada  e humilhada pelas traições de Zeus, me libera do pré-conceito. Hera canalizava como raiva vingativa, dirigida à outra mulher ou às crianças geradas por Zeus, a dor que sentia ao ser rejeitada por ele e ao ser menosprezada por seus romances. O arquétipo de Hera predispõe a mulher a transferir a culpa do seu companheiro – do qual é emocionalmente dependente – para os outros. Para Bolen, na prática do seu trabalho analítico, esta atitude de vingança, é um truque mental que a mulher do tipo Hera adota para sentir-se poderosa e menos rejeitada.

A mulher do tipo Hera tem prazer em fazer do marido o centro da sua vida. Seu filhos compreendem a ordem de sua importância em seu universo: primeiro o marido. Trabalhar fora de casa pode ser um aspecto absolutamente secundário em sua vida. Quando é uma força forte na psique de uma mulher, qualquer que seja sua formação, carreira ou profissão é apenas algo que ela faz, não um aspecto importante que revele quem ela é. Claro que tem mulheres do tipo Hera que são muito bem sucedidas em suas carreiras profissionais, mas quando isso acontece é porque outras deusas estão presentes nela. Para a mulher do tipo Hera sua carreira é o seu casamento e ela sempre a adequará as necessidades de seu marido.

Quando o arquétipo de Hera predomina, supõe que sexualidade e casamento vêm juntos. É o caso das mulheres que ainda hoje permanecem virgens até assumir um compromisso ou se casarem. Preferem ser despertadas sexualmente pelo seu marido e mesmo que isso não aconteça , continua considerando as relações sexuais como parte profundamente sentida de seu papel de esposa. É possível que a idéia de sexo submisso tenha surgido com as mulheres do tipo Hera.

Considera o dia do seu casamento o mais significativo e importante de sua vida. Adora a idéia de adotar um nome novo, porque de fato, se torna a esposa: um sonho acalentado desde sempre. Sua felicidade a partir do casamento, estará para sempre atrelada à importância que ele dará a união e pincipalmente  dependente da apreciação que dela fará como esposa. Sofrerá muito caso seu marido não lhe proporcione esta devoção e envolvimento. Divórcio é palavra que não consta do seu dicionário. E se a idéia de separação partir do marido, será muito muito difícil, praticamente inconcebível para ela aceitá-la. O casamento é uma experiência arquetípica para ela. Terá grande dificuldade em deixar de pensar em si como solteira novamente, gerando sofrimento para si e para os outros.

Bom, agora que muitas de nós já identificamos aspectos de Hera ou a descobrimos como um arquétipo dominante em nós, esta na hora de conhecermos os caminhos para o crescimento e expansão para além do seus limites. Afinal quando a mulher do tipo Hera não desenvolve outros aspectos de sua personalidade com o auxílio dos arquétipos de outras deusas, pode por exemplo, passar de uma depressão de luto  – quando fica viúva – para uma depressão crônica. Especialmente se não criou um vínculo forte com os filho, ou ainda se abandonou suas amizades de solteira  para cultivar apenas relacionamentos como membro de um casal. Para evitar estas duas últimas dificuldades de relacionamento é útil invocar a força de Démeter (a deusa mãe, que ainda vamos falar aqui) e de Ártemis (a grande irmã de todas as mulheres) cujo post já foi publicado aqui no Ser Integral.

Reconhecer a influência de Hera e compreender suas fraquezas, é o primeiro passo para expandir-se além dela. O resultado desta consciência terá papel fundamental para libertá-la do espaço de prisão entre o arquétipo e o reforço cultural. Estamos falando daquelas mulheres que uma vez casadas, sentem-se ligadas para o melhor e para o pior, dificultando sua decisão de sair de um casamento ruim. As crenças religiosas, expectativas familiares, crenças de uma sociedade machista e patriarcal podem “conspirar”para mante-la ligada, por exemplo a um alcoólatra ou espancador de mulheres.

Expandir-se além de Hera é compreender que embora o casamento seja sua principal fonte de significado (e não há nada de errado com isso), limitar-se a ser esposa pode também significar limitar seu crescimento e habilidade de adaptar-se nas situações de divórcio e viuvez. Expandir-se para além de Hera é escolher bem seu futuro marido, considerando sua aptidão para ser de fato seu companheiro. Se você está vivendo a Hera à procura do seu companheiro, vale muito a pena anotar e responder estas questões:

– que espécie de temperamento ele tem?

– é ou está emocionalmente amadurecido? casamento/parceria requer muita maturidade; desejo de acertar;

– até que pronto está pronto e disposto a se estabelecer, constituir família?

– qual o grau de importância fidelidade tem para ele? Já que para você é condição sine qua non (sem a qual não pode ser);

– você o ama de fato? ele é – realmente – o melhor para você?;

– vocês são compatíveis?

Responda estas perguntas, da forma mais honesta possível. De suas respostas depende a felicidade do seu casamento, uma vez que casada, você será dependente do caráter do seu marido e principalmente da sua capacidade de amá-la e respeitar o compromisso com você. Pense nisso!

Expandir-se além de Hera é ser consciente de suas limitações, buscando repetidamente, alinhar-se com outras deusas que lhe permitam crescer além de seu papel como esposa. O marido pode ser um aliado importante nesta tarefa, quando aprende a responder com compaixão à sua necessidade, por exemplo, de saber onde ele está, para onde vai quando sai de casa ou ainda quanto tempo vai demorar para retonar ao lar.  Esta atitude de sua parte permitirá a Hera sentir-se segura e longe da energia negativa e destrutiva do ciúme que mina a confiança e deteriora qualquer relacionamento. Para crescer e expandir-se a mulher deve resistir ao ciúme de Hera, decidindo confiar no marido dando-lhe crédito para apoio e fidelidade. O trabalho também pode ser uma aliado importante na tarefa de afastar a raiva e o ciúme de Hera. Seja ele qualquer espécie: mental ou manual, pode servir como importante ferramenta para sublimar os aspectos negativos, já que é muito mais saudável sublimar a raiva do que permitir que ela cresça e a destrua.

Finalmente, vamos aproveitar o aspecto que Hera tem de reciclar-se. No seu mito ela tem a capacidade de renovação constante, encerrando e iniciando novos ciclos. Seu culto compreendia a veneração da deusa jovem na primavera, a Hera realizada no verão e no outono e a Hera viúva no inverno. Compreender estas possibilidades, permite que possamos sempre recomeçar. Se fizemos más escolhas no passado, podemos fazer diferente agora e iniciar um novo ciclo que poderá ser muito mais positivo.

Eu estou muito feliz de ter feito esta viagem com Hera. Hoje aos 60 anos, relembro que vivi aspectos muito profundos de Hera em meu primeiro casamento e que Deméter, Atena, Ártemis e muito de Héstia agora, me permitiram iniciar novos ciclos. Espero que Hera também seja útil a você.

Desejo a você uma semana abençoada e plena da Luz da Deusa!

Grande abraço e até o próximo post.

Bolen S Jean – As deusas e a mulher – Ed Paulus

Descobrindo a Deusa III

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Curiosa para conhecer a última deusa desta série de artigos sobre as Deusas Virgens?

Hoje vamos compartilhar um pouco do pensamento e pesquisa da dra Jean Shinoda Bolen em seu livro “As Deusas e a Mulher”, sobre a deusa virgem Atena.

É importante ressaltar que nas muitas fases que nós mulheres passamos na vida, em cada uma delas podemos a ter a nossa própria deusa ou deusas influentes. Por esta razão é tão importante, a auto observação que produz auto conhecimento e auxilia no reconhecimento dos padrões arquetípicos das deusas que foram mais importantes em nossa vida ou que estão predominando no agora. Saber quem somos, onde estamos e onde queremos chegar, pode ser muito transformador nas nossas vidas. As deusas podem nos ajudar. Vamos lá, conhecer um pouco mais de Atena?

Atena era a deusa grega da sabedoria e das artes. Assim como Ártemis e Héstia, que falamos nos dois textos anteriores (não leu ainda? aqui está o link: http://bit.ly/descobrindoasuadeusaII  e http://bit.ly/descobrindo-a-sua-deusa) era uma deusa virgem, dedicada à castidade e ao celibato. Majestosa, bonita, deusa guerreira, protetora dos seus heróis escolhidos e de sua cidade homônima: Atenas.

As mulheres cujo arquétipo dominante é a deusa Atena, são voltadas para as atividades de planejamento e execução que requerem pensamento intencional e racional. Deusa da sabedoria Atena era reconhecida por suas estratégias vitoriosas e soluções práticas. As mulheres que estão vivenciando seu arquétipo tem  mente lógica e são governadas mais pela razão do que pelo coração. Conseguem pensar bem, manter a calma quando as coisas se desarranjam emocionalmente e ainda desenvolver boas táticas para solucionar os conflitos.

O arquétipo de Atena pode ser muito útil e funcionar como um aliado para outras deusas, pela sua capacidade de examinar, avaliar as situações e definir a melhor estratégia a ser adotada. No meio de uma tempestade emocional, por exemplo, se a mulher puder invocar Atena como um arquétipo em si mesma, a racionalidade a auxiliará a orientar-se e achar a luz ou solução para a dificuldade.

Assim como Ártemis e Héstia, Atena é motivada por suas próprias prioridades, evitando envolvimentos emocionais que prejudiquem seus objetivos pessoais e principalmente os profissionais.

De acordo com o mito a deusa Atena nasceu adulta da cabeça do seu pai Zeus – o pai de todos os deuses do Olimpo – sendo considerada a “filha do pai”. Enquanto arquétipo da “filha do pai” Atena representa a mulher que tende naturalmente aos homens poderosos, que tem autoridade, responsabilidade e poder. Atena predispõe as mulheres a buscar relacionamentos de mentoras com homens decididos e bem sucedidos que compartilham de seus interesses e de modos semelhantes de olhar e entender as coisas. Atena tem pouca compaixão pelos mal sucedidos, oprimidos ou rebeldes.

Se você está precisando das qualidades de Atena na sua vida, pode cultivar este arquétipo através da educação ou trabalho. A educação requer o desenvolvimento das qualidades de Atena. Levar os estudos a sério, ajuda a desenvolver hábitos disciplinadores. Com o trabalho é a mesma coisa. Adotar o “profissionalismo”como regra, implica tornar-se objetiva, impessoal e habilidosa. Toda instrução estimula o desenvolvimento deste arquétipo. Quer aprender fatos objetivos, pensar claramente, preparar-se para exames e testes? Evoque Atena.

As mulheres tipo Atena planejam para o futuro, seja na escolha das faculdades que desejam frequentar quanto na dedicação ao trabalho para alcançar os objetivos que determina. No mundo do poder e da realização utiliza-se de estratégias e pensamento lógico, aceitando a realidade como se apresenta e a ela se adaptando. As mulheres do tipo Atena não brincam de Cinderela e não esperam pelo príncipe encantado que virá salvá-las pelo casamento. Entretanto se optarem pelo casamento, tornam-se administradoras eficientes. Planeja e monta um sistema doméstico eficiente onde consegue viver dentro do orçamento, empregando bem os recursos financeiros de que dispõe.

Ao contrario de Ártemis, a mulher tipo Atena, em geral tem falta de amigas íntimas, até pela falta de afinidade que sente em relação aos papéis femininos tradicionais ou com as feministas, que em tese poderia se assemelhar. No seu relacionamento com os homens somente os heróis tem vez. São impacientes com os sonhadores e não simpatizam com os homens que tem compaixão em demasia na hora de agir decisivamente. Valorizam os homens que vão atrás do que elas querem, são fortes e possuem muitos recursos.

Tipicamente, ela não é uma uma mulher sensual ou “sexy”, nem atraída pelo flerte ou romantismo. Gosta mais dos homens como amigos ou mentores, do que como amantes. Entretanto se resolver ser sexualmente ativa, aprende habilidosamente como fazer amor. Tudo vai depender do contrato que assumir com seu parceiro (a). Tratará da sua sexualidade da mesma forma que das suas outras funções corporais – alguma coisa que precisa ser feita regularmente e que é bom para ela. O casamento para uma mulher do tipo Atena está mais para uma parceria amistosa do que uma união apaixonada. É praticamente impermeável ao ciúme sexual. Vê seu casamento como uma associação mútua vantajosa, dá e espera lealdade. Confia na qualidade da estrutura do seu casamento e por isso acha difícil que venha abalada ou substituída por uma atração passageira.

A mulher tipo Atena cria seus filhos para o mundo e não vê a hora de que cheguem à idade onde poderá falar com eles de igual para igual fazer projetos e ir com eles para ver o que há para ser visto. Entretanto tem dificuldade para lidar com os filhos(as) que são diferentes dela ou seja mais tocados pelos sentimentos do que pela sua maneira racional e lógica de abordar a vida.

Na meia idade e na velhice, mudam muito pouco porque permanecem pela vida afora ativas, práticas, colocando a mão na massa, seja no lar, no trabalho ou como voluntárias na comunidade. Quando os filhos crescem e saem de casa, a mulher do tipo Atenas não lamenta o ninho vazio. Comemora o tempo a mais que ganha para se dedicar aos seus novos projetos, estudos ou trabalhos que aprecia. Mantém relações afáveis com os filhos porque sempre os encorajou a serem independentes e auto suficientes. Nunca foi intrusa, nem encorajou a dependência. Usualmente seus filhos e netos a respeitam e gostam dela. Embora não seja muito dada a exteriorizações de seus sentimentos, mantém o contato familiar, a comunicação e as comemorações familiares tradicionais.

O desafio das mulheres do tipo Atena é desenvolver outros aspectos de si mesma. Afinal viver como Atena, significa viver inteligentemente e agir premeditadamente no mundo, o que muitas vezes pode representar uma unilateralidade racional que a desliga de toda cadeia e intensidade da emoção humana. Movida pela racionalidade, a mulher do tipo Atena perde a experiência de realizar-se na íntegra quanto ao seu corpo. Sabe pouco sobre sensualidade. Se mantém acima do nível instintivo e portanto não vivencia e aprende com força dos instintos maternais, sexuais ou procriativos.

Você deve estar se perguntando e agora que eu me identifiquei com alguns aspectos de Atena ou conheço alguém que eu gosto muito e tem estas características? O que podemos fazer para utilizar este conhecimento e crescer além dos limites deste arquétipo? O conhecimento das deusas permite ultrapassar as limitações que cada um delas tem, através do cultivo das múltiplas possibilidades que elas também nos apresentam. No caso de Atenas, existem diversos caminhos a considerar:

Voltar-se para o interior, usando sua habilidade inata para as artes: tecelagem, cerâmica, pintura, música, costura etc… na verdade qualquer artesanato possibilita a mulher do tipo Atena um equilíbrio interior do enfoque exterior;

Recuperar a criança: a deusa Atena nasceu adulta da cabeça do pai (lembra-se do mito?) Desde que se conhece por gente sua lembrança é a de “desvendar mistérios”ou ser “esperta a respeito de tudo”. Todavia uma menina verbal com a mente prática muitas vezes perde áreas totais de experiências subjetivas que podem fazer falta na idade adulta ou que ela pode querer vivenciar. Recuperar a criança significa descobrir em si própria a criança que nunca foi e assim poder se encantar ou ficar confusa com alguma coisa nova;

Descobrir a mãe: na mitologia a deusa Atena era uma filha sem mãe, identificava-se com seu pai e tinha muito orgulho de suas realizações. É útil para a mulher do tipo Atena conhecer e aprender sobre os valores femininos matriarcais que precederam o patriarcado – que prevalece até hoje. Começará a se ver, a ver a própria mãe e às outras mulheres de modo diferente. Esta atitude poderá ser decisivo para um ganho na qualidade dos seus relacionamentos.

Eu desejo de todo coração que este passeio pelo Olimpo no território das deusas virgens tenha despertado em você o desejo de aprofundamento do seu auto conhecimento. As possibilidades são inúmeras. Aqui mesmo no Ser Integral oferecemos algumas muito eficazes. Visite a nossa página e agende o seu atendimento.

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Um grande abraço e uma semana abençoada e plena de significado e propósito.

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