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Crescendo com Afrodite

Post psiqué

No post que dedicamos ao arquétipo da deusa grega Afrodite, comentamos que não é muito fácil te-la como padrão dominante de comportamento. De acordo com a nossa proposta aqui no Ser Integral, de sempre fornecer elementos que permitam o auto conhecimento e o consequente crescimento, hoje vamos descrever uma linha de conduta evolutiva que a mulher do tipo Afrodite pode seguir para alcançar este crescimento, evolução.

Trata-se do Mito de Psiqué e Eros, uma metáfora para o crescimento  psicológico evolutivo. No mito, Psiqué era uma jovem e linda princesa, cuja beleza acabou por provocar a inveja e o ciúme de Afrodite. Para puni-la Afrodite determina que seu filho Eros – o deus do Amor – faça com que Psiqué se apaixone por uma peçonhenta serpente. Entretanto ao encontrar Psiqué, Eros acaba por ferir-se com a sua própria seta de amor, ficando perdidamente apaixonado por ela. Leva-a para seu palácio onde para protege-la da ira de Afrodite, impõe uma única condição ao seu amor: ela não pode vê-lo! Assim vivem uma relação amorosa de muita ternura e afeto mas sempre sem luz. Psiqué engravida e temerosa pela aparência de seu filho, resolve iluminar a face do marido. Surpresa com sua beleza angelical deixa cair respingos da vela e o acorda. Eros ao perceber a traição foge abandonando-a a própria sorte.

Psiqué é mulher mortal grávida, precisando recuperar Eros, seu amor, compreende que para que isso aconteça deverá submeter-se à sogra: uma Afrodite, brava, enciumada e antagonista que tudo fará para destruí-la. Ela então se apresenta à deusa Afrodite, que para testá-la lhe dá quatro tarefas.

Fique muito atenta agora: as quatro tarefas de Afrodite tem importantes significados simbólicos para os quais queremos chamar sua atenção, porque cada uma representa uma capacidade que nós mulheres necessitamos desenvolver. Cada vez que Psiqué domina uma tarefa, adquire uma habilidade que não tinha antes. É assim a vida constante desafio e aprendizado. Cada vez que nos enfrentamos e vencemos nossos desafios, nos tornamos cada vez mais próximas de quem realmente somos.

Para você que nos acompanha aqui no Ser Integral e leu nossos posts sobre as deusas, é importante observar que Psiqué, como figura mitológica, reúne características de várias deusas: é amante (como Afrodite), esposa (como Hera) e mãe grávida (como Deméter). Também como Perséfone vai ao mundo das trevas em busca do seu amado e retorna. Assim se você faz parte das mulheres que colocam os relacionamentos em primeiro lugar e reagem emocionalmente ou instintivamente aos outros, precisa (mais que as outras) desenvolver as habilidades simbolizadas pelas tarefas de Afrodite à Psiqué. Ao faze-lo pode avaliar melhor suas opções e agir decisivamente na direção dos seus objetivos e interesses.

A primeira tarefa: separar as sementes. Afrodite leva Psiqué a uma sala e mostra-lhe um monte enorme de sementes  misturadas – milho, cevada, milhete, papoula, ervilha, lentilha e feijão – determinando que que deve separá-las por espécie de semente ou grão em seu próprio monte antes do anoitecer. A tarefa seria impossível de realizar se não fosse pela inesperada ajuda de uma grande quantidade de animadas formigas, colocando cada espécie, grão em seu próprio monte.

Observe que da mesma forma, quando precisamos tomar uma decisão importante e crucial na nossa vida, a primeira ação é classificar o emaranhado de sentimentos, muitas vezes, conflituosos. Ou seja, “classificar as sementes” torna-se uma tarefa interior que exige um olhar honesto para dentro de si mesma, peneirando tudo através dos sentimentos, valores e motivos de modo que seja possível separar o que é verdadeiramente importante daquilo que é insignificante e desprovido de sentido.

Classificar as sementes exige aprender a deter-se diante de uma situação confusa, caótica e aguardar ate que surja a Clareza. E aí surgem duas possibilidades que podem ser ativadas:  a primeira é confiar “nas formigas”, aqui representando o processo intuitivo cujo trabalho está além do controle consciente OU buscar a clareza através de esforços conscientes utilizando a lógica para sistematizar, avaliar e determinar prioridade aos muitos elementos envolvidos numa decisão.

Você consegue perceber em sua vida momentos em que é importante fazer este exercício?

A segunda tarefa: adquirir alguns flocos de lã dourados. Afrodite ordenou a Psiqué que conseguisse alguns flocos de lã dourados dos terríveis carneiros do sol. Animais enormes, agressivos e providos de chifres, que costumavam ficar no campo, dando cabeçadas um no outro. Andar entre eles era certo que Psiqué seria esmagada ou vencida. Uma vez mais a tarefa parece impossível, até que um verde caniço vem em seu socorro e a aconselha a esperar pelo por do sol, ocasião que os carneiros se dispersam e se recolhem. Neste momento ela poderia apanhar com segurança fios de lã desejados, das amoreiras contra as quais os carneiros tinham se raspado, durante o dia.

Os flocos de lã dourados representam o poder que nós mulheres precisamos adquirir, sem nos destruir na tentativa de obte-lo. Quando uma mulher do tipo Afrodite ou outra deusa vulnerável (Hera/esposa), (Deméter/mãe) ou (Perséfone/filha), cujos arquétipos tratamos em posts  anteriores aqui no Ser Integral (não viu? use a procura aqui mesmo no blog/site e confira. Dedicamos um post a cada uma destas deusas) – precisa sair para o mundo competitivo onde é comum a luta  agressiva pelo poder e posição – ela pode sair ferida ou desiludida se não reconhecer os perigos do ambiente e dos seus competidores. Nesta luta pode tornar-se insensível e cínica. Daí a importância do auto conhecimento. Perceber que não é uma Atena encouraçada preparada para envolver-se na batalha da estratégia e da política, permitirá a mulher como Psiqué perceber que a sua melhor estratégia é observar, esperando e gradualmente adquirindo poder de forma indireta e com menos risco de ser “pisoteada”.

Adquirir os flocos de lã dourados sem destruir Psiqué é a metáfora para a tarefa de ganhar poder e manter a sua essência de pessoa compassiva. É uma tarefa extremamente útil no caminho e conquista da auto afirmação, além de desviar o foco de apenas expressar suas necessidades ou raiva.

A terceira tarefa: encher a jarra de cristal. Para a terceira tarefa Afrodite põe uma jarra de cristal na mão de Psiqué ordenando-lhe que deve enche-la com água de um regato proibido. Esse regato cai em forma de cascata de uma fonte no pico do mais alto rochedo íngreme até a mais ínfima profundeza do mundo subterrâneo antes de ser levado para cima através da terra para emergir uma vez mais da fonte. Metaforicamente, esse regato no qual Psiqué deve encher sua jarra, representa a corrente circular da vida.

Além disso o regato gelado é guardado por dragões o que faz com que a tarefa de encher a jarra, pareça impossível. Desta vez a ajuda vem na forma de uma águia, que simboliza a habilidade de ver a paisagem de uma perspectiva e mergulhar direto ao ponto para apoderar-se do que é necessário.

Essa é uma habilidade que a mulher do tipo Psiqué precisa desenvolver, uma vez que pela sua característica de estar sempre pessoalmente envolvida “não consegue ver a floresta por causa das árvores”.

Conseguir alguma distância emocional em seus relacionamentos, é especialmente importante para as mulheres do tipo Afrodite, de modo que possa enxergar padrões totais e selecionar detalhes importantes que lhe permitirão tomar posse do que realmente é significativo em sua vida.

A quarta e última tarefa: aprender a dizer não. Nesta última tarefa Afrodite ordena a Psiqué que desça ao mundo subterrâneo com uma pequena caixa para Perséfone encher com creme de beleza. Psiqué relaciona a tarefa com a morte. Desta vez uma torre vista ao longe vem aconselhá-la.

É uma tarefa mais difícil do que o tradicional teste de coragem e determinação do herói, porque Afrodite assim o desejou. Psiqué é informada de que encontrará pessoas patéticas que lhe pedirão ajuda, e por tres vezes ela terá que “endurecer seu coração à compaixão”, ignorar seus apelos e continuar. Se não o fizer, permanecerá para sempre no mundo das trevas.

O desafio que está posto nesta tarefa é o de estabelecer um objetivo e mante-lo frente à solicitação por ajuda. É um teste especialmente difícil para todos, exceto para as mulheres do tipo deusas virgens: Atena, Ártemis e Héstia. As maternais do tipo Deméter e as condescendentes mulheres do tipo Perséfone são as mais sensíveis às necessidades dos outros, enquanto as mulheres do tipo Hera ou Afrodite estão de alguma forma no meio.

Observe que o objetivo de obrigar Psiqué a dizer não tres vezes, é para exercitar a escolha. Muitas mulheres permitem serem molestadas e desviadas do seu próprio caminho, apenas porque não conseguem dizer não. Não conseguem realizar o seu propósito, aquilo que estabeleceram ser melhor para si mesmas, até que aprendam a dizer não.

Isso acontece com você? Percebe em si mesma as consequências desastrosas de não saber dizer não?

A idéia de trazer as quatro tarefas do mito de Psiqué é mostrar que através delas é possível crescer e evoluir. Desenvolver as forças, capacidades e potencialidades enquanto testa a coragem a determinação.

A boa notícia é que ao final da sua jornada Psiqué reconquista o amor de seu marido, o respeito de sua sogra Afrodite, mas principalmente apesar da dificuldade e agruras das duras e difíceis tarefas ela reafirma e reconhece sua natureza básica, vencendo os desafios de manter -se íntegra e verdadeira consigo mesma, valorizando e mantendo seu relacionamento com o parceiro escolhido.

Quero finalizar este post lembrando a você que no mito, para todas as tarefas Psiqué recebeu ajudas importantes, sem as quais seria impossível realizá-las. Assim também é a vida: está sempre nos presenteando com repetidas oportunidades de enfrentarmos o que tememos, aquilo de que necessitamos tomar consciência ou que necessitamos dominar, resolver, equacionar. E ao lado das oportunidades de crescimento, também apresenta as ajudas, seja através da família, dos amigos, colegas e principalmente dos terapeutas. É importante buscar e aceitar estes apoios que permitem ver com mais CLAREZA e assim ser capaz de fazer melhores escolhas de acordo com a Sabedoria Interna de cada uma.

Se você sente que é chegada a hora de buscar um apoio terapêutico que te permita ter Clareza para fazer as escolhas de que necessita, visite nossa página de Atendimentos e entre em contato conosco. Basta clicar no link:

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Esta é uma forma segura de sair da repetição dos mesmos problemas e seguir a vida para o próximo nível evolutivo.

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Um grande abraço e toda luz para sua vida!

Para saber mais:

Bolen, Jean Shinoda – As deusas e a mulher: nova psicologia das mulheres

Afrodite

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Olá mulheres e homens que querem entender as mulheres de suas vidas, chegou o dia de falarmos um pouco sobre Afrodite a deusa grega do Amor, da beleza e da sexualidade, mas principalmente da transformação. Vênus para os romanos, foi cantada em prosa e verso pela beleza do seu corpo e rosto, de seu cabelo dourado e olhos brilhantes. Seu arquétipo governa o prazer do amor e da beleza, da sexualidade e da sensualidade das mulheres.

Para você que acompanhou nossos posts dedicados às deusas gregas, sabe que as dividimos em tres categorias: as deusas virgens, vulneráveis e alquímica.  Na categoria alquímica, Afrodite domina soberana, exatamente por seu processo extraordinário ou poder de transformação que ela sozinha teve. Na mitologia grega, Afrodite foi responsável por motivar paixões entre os deuses e os mortais, levando-os a conceberem novas e transformadas vidas. Ou seja Afrodite simboliza também o poder transformativo, mas principalmente criativo do amor.

Foi colocada sozinha nesta categoria de deusa alquímica, porque apesar de ter algumas características em comum com as deusas virgens – Héstia, Ártemis e Atena – como por exemplo fazendo o que lhe agradava ou com as deusas vulneráveis – Hera, Deméter e Perséfone – ligadas às divindades masculinas e/ou tendo filhos, Afrodite nunca foi vitimada e não sofreu. Em todos os seus relacionamentos, os sentimentos de desejo eram mútuos; nunca foi vítima da paixão indesejável de um homem por ela. Valorizava a experiência emocional com outros, muito mais do que a independência dos outros (que motivava as deusas virgens) ou laços permanentes (que caracterizavam as deusas vulneráveis).

Apesar de algumas semelhanças, com as outras duas categorias de deusas, Afrodite valoriza as ligações, mas não como compromissos a longo prazo com outras pessoas. Seu objetivo é consumar os relacionamentos e gerar vida nova – num processo alquímico. De forma semelhante às deusas virgens, é capaz de focar no seu objetivo, sem deixar que a afastem dele. Entretanto seu objetivo é fundamentalmente diferente dos objetivos das deusas virgens, por suas características exclusivamente subjetivas o que não lhe permite ser medido em termos de realização ou reconhecimento. As deusas virgens são motivadas por objetivos de carreira e reconhecimento, lembra-se?

Afrodite é o arquétipo responsável por aquela atração magnética, quando a “química” acontece entre os pares, e eles desejam a união acima de qualquer coisa. Sentem um poderoso impulso de ficarem mais íntimos, de terem relação sexual e consumarem o encontro. Aqui podemos entender a relação sexual como sinônimo de comunicação e comunhão. Um impulso poderoso em direção à união, a conhecer e compreender realmente ao outro. Afrodite gera o desejo de conhecer e ser conhecida. Assim, se esse desejo gerar intimidade física, uma nova vida pode surgir; se a união for também de mente, coração ou espírito, o novo crescimento ocorrerá em esferas psicológicas, emocionais ou espirituais.

A dificuldade aparece quando a pessoa se apaixona por alguém que não lhe corresponde.É repetidamente atraída ao amado e de novo recusada. A intensidade – maravilhosa quando o amor é retribuído – neste caso, ao contrário amplifica a dor.

É interessante perceber que quando Afrodite influencia um relacionamento, seu efeito não é limitado ao romântico ou ao sexual, afinal o amor platônico, a conexão de alma, a amizade profunda, a comunicação e a compreensão empática são todas maravilhosas expressões do amor. Ou seja, onde quer que o crescimento seja gerado, uma visão mantida, um potencial desenvolvido, uma centelha de criatividade encorajada – como por exemplo numa consultoria, aconselhamento terapêutico, paternidade, ensino etc… – Afrodite lá estará permeando o relacionamento das pessoas envolvidas.

Afrodite também representa o ímpeto para assegurar a perpetuação da espécie. Seu arquétipo está ligado ao ímpeto sexual e o poder da paixão. Diferente de Deméter que pratica sexo para ter um bebê, Afrodite tem um bebê devido ao seu desejo por um homem ou por causa do desejo de ter uma experiência sexual ou romântica. Se você deseja evitar um gravidez indesejada, Afrodite é má conselheira. Sua influência vai na direção de esquecer os cuidados anti conceptivos, para não perder a paixão do momento.

Outro aspecto interessantíssimo de Afrodite é a espécie única da sua consciência. Acompanhe comigo e veja se você se identifica? As deusas virgens são associadas a consciência focada e são os arquétipos que possibilitam às mulheres concentrarem-se no que realmente lhes importa. As deusas vulneráveis por sua natural capacidade receptiva tem uma consciência difusa, que lhes permite dar atenção à várias coisas ao mesmo tempo: marido, filhos etc… A consciência de Afrodite é focada e intensa ao mesmo tempo que é receptiva e atenta àquilo que focaliza. Ilumina o objeto de seu foco de forma aquecedora e suave, de forma semelhante às luzes do teatro que iluminam o palco. A luz da ribalta no palco dramatiza ou magnifica o impacto da experiência sobre a platéia, ajudando-a a ser transportada emocionalmente por uma sinfonia, movidos por uma peça ou pelas palavras de um orador. Acontece uma interação de sentimentos, impressões e memórias entre palco e platéia. Ou seja o que é iluminando pela “ribalta”absorve a atenção, atrai e deixa a platéia absorta e descontraída em sua concentração. É o mesmo que acontece quando enxergamos qualquer coisa através da luz dourada da consciência de Afrodite: tudo fica fascinante, desde o rosto de uma pessoa, uma idéia ou a forma de um objeto.

Aqui vale a pena um lembrete sobre a natureza da consciência que a mulher do tipo Afrodite utiliza: a atenção e o interesse que dedica a algo, alguém ou objeto, embora faça-o sentir-se especial não significa necessariamente que ela está fascinada ou enamorada. Compreende as pessoas e coisas da mesma forma que um degustador de vinhos faria diante da taça de um vinho novo que precisa conhecer e avaliar. Verifica a pureza, o sabor, o aroma, a cor, a suavidade. Mas seria um engano supor que todo este interesse e atenção signifique que este seja especial ou até mesmo apreciável.

A boa notícia, que faz o arquétipo de Afrodite encantador é que a sua consciência, quando presente, permite que os envolvidos com ele irradiem bem estar e energia intensificada, como é o caso dos amantes. É fácil perceber um casal apaixonado: há um brilho e intensidade de sentimentos que os vitaliza e os faz perderem a noção do tempo e do espaço.

As mulheres do tipo Afrodite são capazes de atrair e inspirar os homens a realizar seus sonhos e aspirações. Ela tem a habilidade de ver o potencial deles, acreditar em seus sonhos e inspirá-los a realizá-los. Tanto as mulheres como os homens precisam ser capazes de imaginar que seu sonho é possível. Para isso, às vezes, precisam que outra pessoa olhe para eles e para seus sonhos com a consciência transformadora de Afrodite.

Na Europa medieval, a alquimia era tanto um processo físico de transformar substâncias inferiores em ouro, quanto um empenho psicológico esotérico de também transformar a personalidade do alquimista. Assim é a alquimia de Afrodite. Segundo Jean Bolen, em cuja fonte pesquiso para escrever estes posts, nós experienciamos Afrodite quando nos sentimos atraídos por outra pessoa e nos apaixonamos; quando somos tocados por seu poder de transformação e criatividade; quando apreciamos a capacidade que temos de transformar o que focalizamos em belo e apreciado porque está permeado pelo nosso amor. Você conhecia este aspecto poderoso e transformador de Afrodite? Comente conosco como percebe tudo isso em sua vida.

O arquétipo de Afrodite governa o prazer do amor e da beleza, da sexualidade e sensualidade das mulheres. Quando ativado transforma temporariamente a mortal comum em desusa do amor, fazendo com que a mulher se sinta atraente e sensual. A grande questão aqui é: como ativar o arquétipo de Afrodite ou como o arquétipo de Afrodite é ativado? Afinal qual de nós – nalgum momento de nossas vidas – não desejou vivenciar uma paixão, sentir-se atraente, sensual, desejada? De acordo com as duas versões míticas do nascimento de Afrodite, existem dois caminhos pelos quais esse arquétipo vem à consciência. O primeiro é uma iniciação dramática quando ela surge subitamente, amadurecida e impressionante, como uma presença dominante vindas das águas do inconsciente. A sexualidade é sentida como resposta instintiva, com pouca ou quase nenhuma conexão com o amar, como se houvesse um “desligamento” da intimidade emocional. Metaforicamente falando, semelhante à versão de Hesíodo do nascimento de Afrodite no mar: adulta, linda, loura e arrebatadora!

O segundo caminho é quando arquétipo surge ativo num relacionamento, onde o crescimento da confiança e do amor e uma redução gradual na inibição dão lugar ao “nascimento” de Afrodite. É quando acontece o primeiro orgasmo na relação sexual e o subsequente novo desejo de intimidade física. Este segundo caminho é considerado semelhante à versão comum de Homero, do nascimento de Afrodite como filha de Zeus e da ninfa marítima Dione.

E como cultivar Afrodite? Primeiramente buscar focar e manter-se no aqui e agora, são atitudes que convidam Afrodite para a nossa vida. Reconhecer e libertar-se dos padrões da nossa cultura judaico-cristã que consideram o prazer pecaminoso e frívolo. Herança da nossa sociedade patriarcal e machista que consideram a sensualidade e a sexualidade feminina como atributos das prostitutas e acabam por colocar a mulher tipo Afrodite – no mínimo – em divergência com os padrões da moralidade. Quando não as marginaliza. Afrodite ainda tem que enfrentar a força dos arquétipos de Ártemis e Atena focadas em alcançar objetivos, deixando de lado o prazer. Afrodite também ameaça os arquétipos de Hera e Deméter – monogamia ou o papel maternal – fazendo que estas mulheres a vejam de forma julgamentosa e preconceituosa. Finalmente as mulheres do tipo Perséfone e Héstia, arquétipos com predisposição a introversão, ficam menos sensíveis às atrações externas, que tanto encantam Afrodite.

O alerta aqui é para o quanto é imperioso observar e descobrir o valor de Afrodite em nossas vidas e procurar desenvolver esse aspecto em nós mesmas. Esse é o primeiro passo para a ativação do arquétipo. Em seguida dedicar tempo e oportunidade para que ela possa se desenvolver. O resultado desta atitude é abrir espaço para férias do casal, sem a presença dos filhos, quando poderão divertir-se, conversar e amar-se; para aprender dança do ventre, recurso poderoso de ativação do primeiro e segundo chakras – responsáveis também pelo prazer e pela criatividade – ou um meio de estar à vontade e gostar do próprio corpo, condição para se ter prazer no fazer amor.

Outra forma poderosa de ativar e cultivar o arquétipo de Afrodite é interessar-se pela arte, poesia, música, permitindo-se desenvolver a habilidade de imergir numa experiência visual, auditiva ou cinestésica. Quando nos deixamos absorver por algo, pode ocorrer uma interação entre si mesmas e o meio no qual nos inserimos, do qual pode surgir alguma coisa nova e surpreendentemente prazerosa como a aura de Afrodite.

Contudo, não é fácil ter Afrodite como arquétipo dominante especialmente no que diz respeito à inevitabilidade do envelhecimento, que pode ser uma realidade devastadora para a mulher tipo Afrodite, cuja atratividade tenha sido sua principal fonte de gratificação. A saída para este desafio é engajar-se no trabalho criativo, que a interesse e mantenha entusiasmada. Afinal as mulheres do tipo Afrodite retêm a capacidade de enxergar a beleza e de sempre estarem um pouco apaixonadas pelo objeto do seu foco. Tipicamente jovens por dentro, atraem pessoas e tem amigos de todas as idades, o que mantém sua graça e vitalidade.

Outro desafio de Afrodite é quando é criada ou ‘obrigada’ a viver num ambiente repressor que condena a sexualidade nas mulheres. Nestas situações pode tentar reprimir seu interesse pelos homens, menosprezar sua atratividade, sentir-se culpada e em conflito para expressar sua natureza de Afrodite. O resultado deste impasse entre sua sexualidade, sensualidade e consciência poderá conduzi-la a sentimentos de depressão e ansiedade, com consequente perda do contato com um dos aspectos principais de sua verdadeira identidade, perdendo sua vitalidade e espontaneidade.

Finalmente, a mulher do tipo Afrodite, pode passar por uma série de intensos romances, nos quais se apaixonou muito facilmente, convencida de ter encontrado o homem perfeito. Seu desafio, é aprender a amar alguém do jeito que de fato é, um ser humano imperfeito e não um deus. Desencantar-se com as fascinações sem profundidade, de modo que possa permanecer num relacionamento aceitando as imperfeições humanas de seu companheiro e as suas próprias e assim, descobrir as dimensões humanas do amor.

De qualquer modo, o primeiro e mais importante passo é conhecer seu próprio padrão arquetípico. A partir desta informação, valiosa para todas as mulheres e em especial para as mulheres do tipo Afrodite, é maravilhoso saber que é de sua natureza “divina” apaixonar-se facilmente, experimentar atrações eróticas e ter um forte impulso sexual que muitas mulheres não tem. Este conhecimento auxilia as mulheres do tipo Afrodite a libertar-se da culpa de serem quem são, ao mesmo tempo que as alerta para o cuidado consigo, que a deusa não o faz. Alem do auto conhecimento de cuja importância sempre falamos aqui no Ser Integral, interessante desenvolver as habilidades de outros arquétipos como Ártemis e Atena. Uma vez casadas e com filhos, Hera e Deméter podem ter influência estabilizadora.Da mesma forma desenvolver Héstia através da meditação, pode trazer equilíbrio para o fascínio que a atração erótica exerce em si mesma. Cultivar a introversão de Perséfone pode permitir-lhe viver uma experiência sexual na fantasia em vez da realidade, sem os riscos da exposição demasiada.

Desejo que este conhecimento sobre o arquétipo de Afrodite, seja a útil a você, na maioria de seus aspectos. Confesso que até escrever sobre ela é envolvente e sedutor. E para você como foi este contato com Afrodite? Voce é uma mulher do tipo Afrodite? Aposto que conhece muitas. Se esta deusa não é um arquétipo dominante em você, sentiu que precisa desenvolve-lo? Aguardo seu comentário aqui mesmo no blog, na nossa fanpage do Ser Integral ou ainda pelo email rmarrie@gmail.com. Nós adoramos esta interação.

Um grande abraço, muita luz e não esqueça: Cadastre-se em nossa fanpage Ser Integral, Curta e Compartilhe! Muitas mulheres podem beneficiar-se deste conhecimento.

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Fonte:

Bolen, S Jean – As deusas e a mulher – nova psicologia das mulheres