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Curando a mágoa

Post 17 Mágoa

Na vida existem momentos em que sentimos raiva, culpa e indignação quando sofremos ou achamos que sofremos algum de tipo de injustiça, ou alguém nos fere, desaponta, ou ainda quando perdemos algo ou alguém que queríamos muito. São sentimentos que fazem parte do Ser Humano e é normal que os tenhamos. O problema se inicia quando estes sentimentos se transformam em mágoa e ressentimento. Observe que ressentir vem do verbo sentir originário do latim Sentimentum que significa sentir de novo. Ou seja toda vez que permitimos que a mágoa e o ressentimento se instalem em nós, estamos re-vivendo (vivendo de novo) e consequentemente dando muito poder àquele evento negativo ou aquela pessoa que nos feriu.

O passo seguinte, que eu considero um efeito colateral destrutivo, é o pensamento repetitivo que sobrecarrega constantemente a mente e o que é pior com um gasto poderoso de energia, desnecessariamente. O resultado é o estresse, ansiedade e até desencadeamento de síndromes do pânico. A mente não descansa, sempre às voltas com os pensamentos que somatizam no corpo em sensações que fazem parecer que tudo está acontecendo de novo.

Na minha prática terapeutica encontrei inúmeros casos de sofrimentos físicos, mentais, emocionais e até espirituais, por conta do envolvimento profundo com a mágoa e o ressentimento. Sentimentos que muitas vezes estão tão camuflados que os vamos arrastando pela vida a fora, sem perceber o enorme dano que nos estão causando.

Há alguns anos atendi uma moça, professora de Yoga e Dança, cuja queixa era cistite recidivante – que sempre voltava – e dor na coluna lombar. Vegetariana, adotava um estilo de vida bem saudável, pouco condizente com as questões de doença que apresentava. No quesito relacionamentos entretanto, residia parte dos seus problemas: estava passando por um processo de divórcio litigioso com o ex-marido e sua relação com a filha adolescente do casal também era tempestuosa. Sentia dificuldade em ‘dividir’ a filha com o pai. Alegava que a menina sempre voltava muito agressiva das visitas quinzenais ao pai.

O curso da terapia, revelou profunda mágoa do seu ex-marido, que se estendia ao seu relacionamento com a sua filha adolescente. A consciência da mágoa, foi um primeiro passo para que pudesse ser tratada, o que fizemos através do floral de Bach: Willow. A essência floral do Willow é muito útil aos que vêem a vida com amargura, ressentimento e mágoa, sentindo-se injustiçados por alguma adversidade que tiveram. É um bálsamo para os que tem dificuldade de perdoar e esquecer. É um floral que nos ajuda a resgatar o otimismo e a fé para que possamos perdoar e esquecer o passado, atraindo as energias positivas pelos nossos pensamentos. Permite-nos observar e perceber que toda situação adversa traz um ensinamento a ser descoberto e alicerça o nosso caminho evolutivo.

O floral Willow foi a 24a essência encontrada pelo dr Bach, na primavera de 1935, em Sotwell, na Inglaterra. É extraído da árvore do Willow uma espécie de salgueiro, muito flexível, que se dobra facilmente. Periodicamente sofre uma poda cruel, quando são cortados todos os seus ramos para fazer vime, usado na fabricação de móveis, restando só o toco da árvore. Como seu crescimento é rápido, logo ela renasce emitindo brotos novos e vigorosos. Vem desta sua característica a força para recomeçar aceitando as podas do passado. Para o dr Bach “no âmago de nossos corações precisamos saber que nossos inimigos são aqueles que nos abrem caminhos porque, ao fazerem isso, constroem um elo quase impossível de quebrar e devemos agradecer-lhes quando se nos opõem”.

Reconhecer e tratar a mágoa, ampliou sua percepção sobre a necessidade de perdoar, libertando-a do ciclo das cistites recidivas. O ex-marido iniciou um novo relacionamento, diminuindo os pontos de atrito e o relacionamento com a filha tornou-se mais leve, podendo ser aproveitado com mais plenitude e presença. Foi fácil perceber que a sua mudança de comportamento gerou mudanças no comportamento dos outros. Consciência gera consciência que só é possível através do auto conhecimento.

Auto conhecimento que é o foco do nosso trabalho aqui no Ser Integral. Nosso desejo é que você – tomando conhecimento de casos como este – também perceba a importância do Auto conhecimento que permite que nos responsabilizemos cada vez mais por nossos pensamentos, palavras, ações e emoções. Quando fazemos isso estamos aprendendo a administrar nossa energia pessoal: nosso maior tesouro!

 Você tem interesse em também aprender a gerenciar e utilizar o melhor possível a sua Energia Pessoal? Entre em contato conosco, através do email rmarrie@gmail.com. Se quiser mais detalhes, visite nosso site e conheça todas as terapias que disponibilizamos com este propósito.

Eu desejo a você uma semana abençoada e plena de consciência e responsabilidade pessoal por seus pensamentos, palavras, ações e emoções.

Um grande abraço e até o próximo post!

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Fazendo a nossa parte

Mudança

Você conhece a história do centésimo macaco? Ela foi criada para ilustrar uma das mais inovadoras e intrigantes idéias da ciência atual: os campos morfogenéticos, cujo maior divulgador é o biólogo inglês Rupert Sheldrake.

É o seguinte: eram duas ilhas tropicais habitadas pela mesma espécie de macacos, mas sem nenhuma comunicação perceptível entre elas. Eles comiam principalmente as raízes que tiravam da terra. Um dia um macaco resolveu lavar as raízes antes de comer. Foi imediatamente imitado por outro macaco e depois por outros. E quando o centésimo macaco lavou sua raiz, na ilha vizinha – sem que tivesse havido qualquer comunicação aparente – todos os outros macacos começaram a lavar suas raízes antes de comer. Outra versão alternativa dá conta de que em vez de lavarem as raízes os macacos aprenderam a quebrar cocos. Um macaco ‘ligado’ – depois de algumas tentativas frustradas – consegue quebrar cocos de uma forma diferente permitindo melhor aproveitamento da água e da polpa do coco. Imediatamente os outros macacos o acompanham, difundindo rapidamente no grupo o novo método, até que o centésimo aprende a técnica recente. Quando isso acontece os macacos das demais ilhas ao redor adotam, espontaneamente e sem aparente comunicação, a mesma técnica de quebrar os cocos.

Como dissemos anteriormente estas histórias são uma forma de ilustrar a teoria dos Campos Morfogenéticos, cujo princípio segundo Sheldrake, através da “Ressonância Mórfica tende a reforçar qualquer padrão repetitivo, seja ele bom ou mal. Por isso cada um de nós é mais responsável do que imagina, pois nossas ações podem influenciar os outros e serem repetidas”.

Ficou surpreso(a)? Mas é isso mesmo, a teoria deste respeitado cientista, quer dizer que o nosso pensamento ( o meu e o seu!) se traduz em comportamento. A idéia aqui é chamar a atenção para importância de ter a mente CLARA e sobretudo limpa, para a que a sua expressão no mundo das palavras possa passar pelas tres peneiras atribuídas ao filósofo grego Sócrates: Verdade, Bondade e Necessidade. O que vamos falar é Verdade ou ouvimos falar? É uma coisa boa? Convém contar? Ajuda alguém? Melhora a vida do planeta? Caso contrário é mais útil cultivar o silêncio interior, pausa necessária para trazer CLAREZA e SERENIDADE à mente.

Neste momento em que se fala tanto de Crise, é importante esta reflexão sobre a qualidade dos nossos pensamentos, palavras e ações. Qual o padrão repetitivo de pensamentos, palavras e ações que estamos tendo de modo cotidiano? Qual a qualidade da energia que estou emanando? E o mais grave, me tornando responsável por disseminar este padrão para mais cem indivíduos.

Como mudar isso? Através do AUTO CONHECIMENTO. Através dele fundamentamos nosso desenvolvimento. Conhecer quem realmente somos é caminhar para dentro de nós mesmos, na nossa própria direção. Sair da condição da ignorância e trilhar o caminho da co-criação, onde nos responsabilizamos por nós mesmos, nossos resultados e mais ainda pela nossa contribuição para um mundo melhor. Não há como melhorar o mundo e vencer suas crises, sem vencer o desafio – muito maior – de melhorar a nós mesmos (as).

Entender e aceitar o AUTO CONHECIMENTO como fundamental é tomar a vida nas próprias mãos e compreender que ela (a Vida) é uma oportunidade maravilhosa que devemos aproveitar para crescer através dos desafios, alegrias, sonhos e mistérios.

E mais importante é iniciar o quanto antes a jornada do AUTO CONHECIMENTO, com respeito e amor por seu próprio ritmo, compreendendo que a caminhada pode ser longa, e é! Só precisamos dar o primeiro passo para chegar onde quisermos chegar.

Para o AUTO CONHECIMENTO existem vários caminhos, comece observando e modificando caso necessário a sua forma de respirar. É fundamental Ser Consciente de como respiramos. Observe que as criancinhas respiram mexendo o abdômen. É uma respiração longa e profunda que acalma e acalenta. Crescemos e respiramos apenas no tórax. É urgente observar e resgatar um modo de respirar que nos torne conscientes do Aqui e Agora. Outro passo é a meditação e a nutrição que privilegia o maior número possível de alimentos frescos, vivos e orgânicos. O movimento, através de exercícios físicos que você goste, que vão desde a caminhada diária até o Pilates, a Yoga e a Natação, por exemplo. O importante é achar o seu ritmo, abandonando os modelos em série onde “tudo é bom para todos”, deixando a sua própria energia fluir e moldar seu modo de ser: único, com luz e vida próprios.

O AUTO CONHECIMENTO é um caminho, cujo objetivo maior é o percurso. Como diz a canção, apreciando “a dor e a delícia de Ser o que É”. Nosso trabalho aqui no Ser Integral é ajudar você a achar o seu próprio caminho. Abaixo estão algumas das ferramentas que disponibilizamos e que tem ajudado a transformar muitas vidas:

– Geobiologia Espiritual que promove limpeza tanto do seu campo de energia como de seus ambientes (residência, empresa, emprego). É muito útil para limpar obstáculos da sua Vida Profissional e Financeira;

– EMF Balancing Technique – uma técnica de reequilibrio energético que promove ajuste de sua malha eletromagnética. O resultado é a CLAREZA  de pensamento, produzindo escolhas adequadas; energia de AÇÃO para realizar e obter os resultados desejados; FOCO, DETERMINAÇÃO, SERENIDADE e PAZ;

– Florais de Bach – terapia maravilhosa para equilibrar emoções em desalinho, por conta de traumas, medos, culpas e outros sentimentos que paralisam a vida e ainda produzem doenças que vão de Depressão a Síndrome do Pânico entre outras;

Em nossa página de ATENDIMENTOS, você encontra o detalhamento de todas as terapias que disponibilizamos. Clique no link e confira: https://serintegralsaude.wordpress.com/atendimentos/

Eu desejo a você uma vida iluminada e plena de significado. Vivemos um tempo em que é urgente descobrir QUEM SOMOS e o que VIEMOS FAZER AQUI. Se você se interessa por iniciar, manter-se ou continuar evoluindo em seu caminho, conte conosco, afinal SOMOS TODOS UM!.

CURTA nossa página. CADASTRE-SE para receber nosso e-book  com super dicas para deixar seus ambientes harmonizados e COMPARTILHE, afinal outros podem beneficiar-se destas informações. Links abaixo*. Ou envie um email para rmarrie@gmail.com

Grande abraço e até o próximo post.

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Curando Relacionamentos

Post EMF

Aqui no Ser Integral, estamos sempre falando da importância do auto conhecimento para o nosso crescimento enquanto Seres em evolução. Acreditamos que estamos aqui para aprender a amar e servir, o que só é possível quando sabemos quem somos, onde estamos e onde queremos chegar.

Quando sabemos quem somos podemos fazer melhores escolhas para nossa vida, ao invés de apenas ficarmos desejando mudanças para as quais muitas vezes não estamos preparados (as). Saber onde estamos permite que valorizemos nossas conquistas e avanços (porque sempre há conquistas e avanços para agradecermos e celebramos) e sobretudo sejamos capazes de tomar as atitudes que nos levarão onde queremos chegar.

Em minha vivência de mais de 10 anos de atendimentos em consultório (presencialmente) e à distância, tenho acompanhado muitas pessoas que se sentem perdidas, com aquela sensação de que a vida está passando e ainda não descobriram seu real sentido.

Às vezes mantém-se em relacionamentos que não fazem mais sentido apenas por medo de buscar o novo.

Com o passar do tempo vivendo nesta energia de estagnação o resultado é a manifestação de doenças no corpo emocional que se apresentam muitas vezes sob a forma de desânimo, ansiedade, angústia, síndrome do pânico ou somatizam no corpo físico na forma de dores de cabeça, rinites, sinusites, sobrepeso etc…

Atendi há pouco tempo uma jovem, cuja queixa era exatamente este descontentamento com a vida que fazia com que seus relacionamentos afetivos se deteriorassem deixando-a ansiosa e angustiada.

Em nosso primeiro atendimento aplicamos um Reiki à distância, para trazer-lhe serenidade e paz para lidar com o término de um relacionamento recente, com o qual estava inconformada e querendo insistentemente reatar.

Na semana seguinte explicamos sobre a necessidade de alinhar sua malha energética de modo que pudesse ter Clareza sobre as parcerias que de fato queria para sua vida e sobretudo ser capaz de atraí-las para Si. Iniciamos então um alinhamento energético profundo, com a EMF Balancing Technique com o foco de trabalhar a sua malha energética dos Relacionamentos.

Trabalhar a malha energética dos Relacionamentos permite reconhecer a força da Terceira Malha, aquela que geramos em qualquer relacionamento. Existe a nossa malha energética, a malha do Parceiro (a) e a Terceira Malha que criamos e na qual colocamos cinquenta por cento da energia total que a compõe. Compreender e aplicar este entendimento mudou totalmente a vida daquela jovem.

Assim que alinhou a sua malha energética através da primeira sessão de EMF Balancing Technique, ela eliminou a angústia e a tristeza por conta do término do relacionamento. O passo seguinte ao continuar as sessões de alinhamento foi atrair um novo relacionamento, que solidificou rapidamente e evoluiu para o casamento num tempo recorde de seis meses. Isso mesmo, a jovem que se sentia frustrada, só enxergava o relacionamento que perdera e precisava reconquistar, hoje está vivendo feliz e equilibrada a vida que escolheu. Saiu do desejo que a fazia sofrer ao realinhar sua energia, obtendo a Clareza e o Discernimento necessário para fazer a escolha de um Relacionamento equilibrado e pleno.

Equilibrar a malha energética permite este alinhamento que produz paz profunda, leveza, saúde física, mental, emocional e espiritual. E claro atrair e manter bons Relacionamentos.

São histórias como essa que enchem meu coração de gratidão e amor pelo meu trabalho que é a missão de minha vida.

Um grande abraço e até o próximo post!

PS: Curta e Compartilhe a nossa página Ser Integral. Há sempre alguém que pode beneficiar-se! 

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Crescendo com Afrodite

Post psiqué

No post que dedicamos ao arquétipo da deusa grega Afrodite, comentamos que não é muito fácil te-la como padrão dominante de comportamento. De acordo com a nossa proposta aqui no Ser Integral, de sempre fornecer elementos que permitam o auto conhecimento e o consequente crescimento, hoje vamos descrever uma linha de conduta evolutiva que a mulher do tipo Afrodite pode seguir para alcançar este crescimento, evolução.

Trata-se do Mito de Psiqué e Eros, uma metáfora para o crescimento  psicológico evolutivo. No mito, Psiqué era uma jovem e linda princesa, cuja beleza acabou por provocar a inveja e o ciúme de Afrodite. Para puni-la Afrodite determina que seu filho Eros – o deus do Amor – faça com que Psiqué se apaixone por uma peçonhenta serpente. Entretanto ao encontrar Psiqué, Eros acaba por ferir-se com a sua própria seta de amor, ficando perdidamente apaixonado por ela. Leva-a para seu palácio onde para protege-la da ira de Afrodite, impõe uma única condição ao seu amor: ela não pode vê-lo! Assim vivem uma relação amorosa de muita ternura e afeto mas sempre sem luz. Psiqué engravida e temerosa pela aparência de seu filho, resolve iluminar a face do marido. Surpresa com sua beleza angelical deixa cair respingos da vela e o acorda. Eros ao perceber a traição foge abandonando-a a própria sorte.

Psiqué é mulher mortal grávida, precisando recuperar Eros, seu amor, compreende que para que isso aconteça deverá submeter-se à sogra: uma Afrodite, brava, enciumada e antagonista que tudo fará para destruí-la. Ela então se apresenta à deusa Afrodite, que para testá-la lhe dá quatro tarefas.

Fique muito atenta agora: as quatro tarefas de Afrodite tem importantes significados simbólicos para os quais queremos chamar sua atenção, porque cada uma representa uma capacidade que nós mulheres necessitamos desenvolver. Cada vez que Psiqué domina uma tarefa, adquire uma habilidade que não tinha antes. É assim a vida constante desafio e aprendizado. Cada vez que nos enfrentamos e vencemos nossos desafios, nos tornamos cada vez mais próximas de quem realmente somos.

Para você que nos acompanha aqui no Ser Integral e leu nossos posts sobre as deusas, é importante observar que Psiqué, como figura mitológica, reúne características de várias deusas: é amante (como Afrodite), esposa (como Hera) e mãe grávida (como Deméter). Também como Perséfone vai ao mundo das trevas em busca do seu amado e retorna. Assim se você faz parte das mulheres que colocam os relacionamentos em primeiro lugar e reagem emocionalmente ou instintivamente aos outros, precisa (mais que as outras) desenvolver as habilidades simbolizadas pelas tarefas de Afrodite à Psiqué. Ao faze-lo pode avaliar melhor suas opções e agir decisivamente na direção dos seus objetivos e interesses.

A primeira tarefa: separar as sementes. Afrodite leva Psiqué a uma sala e mostra-lhe um monte enorme de sementes  misturadas – milho, cevada, milhete, papoula, ervilha, lentilha e feijão – determinando que que deve separá-las por espécie de semente ou grão em seu próprio monte antes do anoitecer. A tarefa seria impossível de realizar se não fosse pela inesperada ajuda de uma grande quantidade de animadas formigas, colocando cada espécie, grão em seu próprio monte.

Observe que da mesma forma, quando precisamos tomar uma decisão importante e crucial na nossa vida, a primeira ação é classificar o emaranhado de sentimentos, muitas vezes, conflituosos. Ou seja, “classificar as sementes” torna-se uma tarefa interior que exige um olhar honesto para dentro de si mesma, peneirando tudo através dos sentimentos, valores e motivos de modo que seja possível separar o que é verdadeiramente importante daquilo que é insignificante e desprovido de sentido.

Classificar as sementes exige aprender a deter-se diante de uma situação confusa, caótica e aguardar ate que surja a Clareza. E aí surgem duas possibilidades que podem ser ativadas:  a primeira é confiar “nas formigas”, aqui representando o processo intuitivo cujo trabalho está além do controle consciente OU buscar a clareza através de esforços conscientes utilizando a lógica para sistematizar, avaliar e determinar prioridade aos muitos elementos envolvidos numa decisão.

Você consegue perceber em sua vida momentos em que é importante fazer este exercício?

A segunda tarefa: adquirir alguns flocos de lã dourados. Afrodite ordenou a Psiqué que conseguisse alguns flocos de lã dourados dos terríveis carneiros do sol. Animais enormes, agressivos e providos de chifres, que costumavam ficar no campo, dando cabeçadas um no outro. Andar entre eles era certo que Psiqué seria esmagada ou vencida. Uma vez mais a tarefa parece impossível, até que um verde caniço vem em seu socorro e a aconselha a esperar pelo por do sol, ocasião que os carneiros se dispersam e se recolhem. Neste momento ela poderia apanhar com segurança fios de lã desejados, das amoreiras contra as quais os carneiros tinham se raspado, durante o dia.

Os flocos de lã dourados representam o poder que nós mulheres precisamos adquirir, sem nos destruir na tentativa de obte-lo. Quando uma mulher do tipo Afrodite ou outra deusa vulnerável (Hera/esposa), (Deméter/mãe) ou (Perséfone/filha), cujos arquétipos tratamos em posts  anteriores aqui no Ser Integral (não viu? use a procura aqui mesmo no blog/site e confira. Dedicamos um post a cada uma destas deusas) – precisa sair para o mundo competitivo onde é comum a luta  agressiva pelo poder e posição – ela pode sair ferida ou desiludida se não reconhecer os perigos do ambiente e dos seus competidores. Nesta luta pode tornar-se insensível e cínica. Daí a importância do auto conhecimento. Perceber que não é uma Atena encouraçada preparada para envolver-se na batalha da estratégia e da política, permitirá a mulher como Psiqué perceber que a sua melhor estratégia é observar, esperando e gradualmente adquirindo poder de forma indireta e com menos risco de ser “pisoteada”.

Adquirir os flocos de lã dourados sem destruir Psiqué é a metáfora para a tarefa de ganhar poder e manter a sua essência de pessoa compassiva. É uma tarefa extremamente útil no caminho e conquista da auto afirmação, além de desviar o foco de apenas expressar suas necessidades ou raiva.

A terceira tarefa: encher a jarra de cristal. Para a terceira tarefa Afrodite põe uma jarra de cristal na mão de Psiqué ordenando-lhe que deve enche-la com água de um regato proibido. Esse regato cai em forma de cascata de uma fonte no pico do mais alto rochedo íngreme até a mais ínfima profundeza do mundo subterrâneo antes de ser levado para cima através da terra para emergir uma vez mais da fonte. Metaforicamente, esse regato no qual Psiqué deve encher sua jarra, representa a corrente circular da vida.

Além disso o regato gelado é guardado por dragões o que faz com que a tarefa de encher a jarra, pareça impossível. Desta vez a ajuda vem na forma de uma águia, que simboliza a habilidade de ver a paisagem de uma perspectiva e mergulhar direto ao ponto para apoderar-se do que é necessário.

Essa é uma habilidade que a mulher do tipo Psiqué precisa desenvolver, uma vez que pela sua característica de estar sempre pessoalmente envolvida “não consegue ver a floresta por causa das árvores”.

Conseguir alguma distância emocional em seus relacionamentos, é especialmente importante para as mulheres do tipo Afrodite, de modo que possa enxergar padrões totais e selecionar detalhes importantes que lhe permitirão tomar posse do que realmente é significativo em sua vida.

A quarta e última tarefa: aprender a dizer não. Nesta última tarefa Afrodite ordena a Psiqué que desça ao mundo subterrâneo com uma pequena caixa para Perséfone encher com creme de beleza. Psiqué relaciona a tarefa com a morte. Desta vez uma torre vista ao longe vem aconselhá-la.

É uma tarefa mais difícil do que o tradicional teste de coragem e determinação do herói, porque Afrodite assim o desejou. Psiqué é informada de que encontrará pessoas patéticas que lhe pedirão ajuda, e por tres vezes ela terá que “endurecer seu coração à compaixão”, ignorar seus apelos e continuar. Se não o fizer, permanecerá para sempre no mundo das trevas.

O desafio que está posto nesta tarefa é o de estabelecer um objetivo e mante-lo frente à solicitação por ajuda. É um teste especialmente difícil para todos, exceto para as mulheres do tipo deusas virgens: Atena, Ártemis e Héstia. As maternais do tipo Deméter e as condescendentes mulheres do tipo Perséfone são as mais sensíveis às necessidades dos outros, enquanto as mulheres do tipo Hera ou Afrodite estão de alguma forma no meio.

Observe que o objetivo de obrigar Psiqué a dizer não tres vezes, é para exercitar a escolha. Muitas mulheres permitem serem molestadas e desviadas do seu próprio caminho, apenas porque não conseguem dizer não. Não conseguem realizar o seu propósito, aquilo que estabeleceram ser melhor para si mesmas, até que aprendam a dizer não.

Isso acontece com você? Percebe em si mesma as consequências desastrosas de não saber dizer não?

A idéia de trazer as quatro tarefas do mito de Psiqué é mostrar que através delas é possível crescer e evoluir. Desenvolver as forças, capacidades e potencialidades enquanto testa a coragem a determinação.

A boa notícia é que ao final da sua jornada Psiqué reconquista o amor de seu marido, o respeito de sua sogra Afrodite, mas principalmente apesar da dificuldade e agruras das duras e difíceis tarefas ela reafirma e reconhece sua natureza básica, vencendo os desafios de manter -se íntegra e verdadeira consigo mesma, valorizando e mantendo seu relacionamento com o parceiro escolhido.

Quero finalizar este post lembrando a você que no mito, para todas as tarefas Psiqué recebeu ajudas importantes, sem as quais seria impossível realizá-las. Assim também é a vida: está sempre nos presenteando com repetidas oportunidades de enfrentarmos o que tememos, aquilo de que necessitamos tomar consciência ou que necessitamos dominar, resolver, equacionar. E ao lado das oportunidades de crescimento, também apresenta as ajudas, seja através da família, dos amigos, colegas e principalmente dos terapeutas. É importante buscar e aceitar estes apoios que permitem ver com mais CLAREZA e assim ser capaz de fazer melhores escolhas de acordo com a Sabedoria Interna de cada uma.

Se você sente que é chegada a hora de buscar um apoio terapêutico que te permita ter Clareza para fazer as escolhas de que necessita, visite nossa página de Atendimentos e entre em contato conosco. Basta clicar no link:

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Esta é uma forma segura de sair da repetição dos mesmos problemas e seguir a vida para o próximo nível evolutivo.

Achou útil estas informações sobre o mito de Psiqué? Então curta e compartilhe nossa fanpage Ser Integral. Muitas mulheres poderão beneficiar-se desta informação.

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Reservamos um presentão para com você com dicas muito especiais para cuidar da sua energia e da energia dos ambientes de sua casa.

Um grande abraço e toda luz para sua vida!

Para saber mais:

Bolen, Jean Shinoda – As deusas e a mulher: nova psicologia das mulheres

Feliz Ano Novo! E agora?

 

10-2017

Finalizamos o ano de 2016 – um ano de muito aprendizado e grandes mudanças. Aqui no Ser Integral foi um tempo maravilhoso, temos muito a comemorar porque o nosso projeto de troca de saberes decolou. A sementinha plantada no primeiro texto em 1 de abril de 2015, completou seu primeiro ano e nós saímos dos quase 1 600 visitantes para quase 30 mil visitantes em quase 20 países ao redor do mundo. Encontramos as pessoas que estavam interessadas nos temas que queríamos desenvolver e compartilhar e fomos encontradas por elas. Não sei se para você estes números são pequenos ou grandes, mas para nós é simplesmente maravilhoso. Tem gente que vai achar muito, outros acharão muito pouco… não importa! É mais uma corrente do bem se construindo. São mais de 11 mil fãs nos prestigiando no Facebook, curtindo e compartilhando as nossas dicas. Percebendo e se alinhando com a expansão da consciência, o auto conhecimento e o auto amor, nossas bandeiras, aqui no Ser Integral Saúde. Nossa gratidão a cada um de vocês que fez e faz parte desta caminhada.

Nosso propósito é falar da maior quantidade de temas possível para auxiliar os que estejam interessados numa vida mais equilibrada com saúde Integral.

 Nossa gratidão a cada um de vocês que contribuiu para tornar o nosso propósito cada vez mais claro, porque através de suas contribuições foi possível focar mais nos temas de interesse do público feminino. 

No tema alimentação saudável publicamos diversos posts sobre alimentos que curam, nutracêuticos como o Hibiscus, a Yacon, Plantas Alimentícias não Convencionais (PANCs) e ensinamos diversas receitas de Suco Verde, poderosos desintoxicantes. Afinal não dá para falar em saúde sem ter o corpo limpo de toxinas.

No quesito emoções dedicamos vários posts à sua intrínseca relação com a saúde do corpo físico, em especial a importância de ativar e preservar nossas forças internas para manter a saúde do sistema imunológico. Dedicamos especial atenção a emoções básicas como a Alegria  e a Gratidão, a Culpa e a Raiva e seus efeitos danosos e devastadores para o Fígado. Você viu? Se não viu, vale pena voltar no site e buscá-los.

Eu sou Especialista em Plantas Medicinais e não por acaso sou apaixonada pelo tema e por utiliza-las de forma curativa, por isso dediquei alguns posts muito especiais às esta dádivas da Natureza e à própria Natureza, como elemento decisivo para o nosso equilíbrio Todos deixados por Deus para curar e manter a nossa saúde de forma integral.

Dedicamos carinho especial aos posts com informações sobre os Florais de Bach, remédios com poder de cura e equilíbrio, bem como diversos posts com informações sobre a importância dos Chakras. Cada post tem preciosas informações sobre como estes centro energéticos funcionam e como mante-los equilibrados e saudáveis.

Para o público feminino publicamos uma série de posts sobre os Ciclos Femininos, textos esclarecedores sobre a a dor e a beleza do Climatério e Menopausa; resgatamos temas lindos como o Poder e O Sagrado Feminino e de novo voltamos nossas atenção aos Ritos de Passagem Feminino, porque entendemos ser uma fase da mulher em ela se sente abandonada, sendo inclusive negligenciada pelo próprio sistema de Saúde institucional que deveria cuidá-la. Falamos da dor do Gaslighting, num texto primoroso da minha amiga e terapeuta Ana Valério, que vale a pena ver de novo… Sem falar nos posts dedicados às Deusas e a Mulher que ainda estamos escrevendo e que tem sido sucesso absoluto junto ao público feminino. Afinal a hora é agora, de resgatar nossa auto estima, reafirmando o poder da deusa em cada uma de nós.

E claro, fomos poderosamente abençoados com o tema Saúde e Proteção dos nossos ambientes, ao qual dedicamos alguns posts com dicas de como cuidar da nossa casa, nosso lar e nossos ambientes de trabalho, através de dicas, considerações e oferecendo nosso trabalho de Geobiologia Espiritual Pessoal, Ambiental, de Processos, da Vida Financeira e Profissional, dos Animais de estimação e Automóveis. Um trabalho de limpeza e harmonização feito com auxílio dos Devas da Natureza e tecnologias específicas de Som e Luz.

E você que  nos acompanhou até aqui, há de se lembrar quanto falamos em cada um destes posts e em alguns em particular sobre a importância do Propósito de Vida, do auto conhecimento e do auto amor e cuidado conosco. Esse tema é vital para a vida do Ser Integral.

Finalmente, lembramos que o propósito do nosso site/blog é compartilhar informações úteis para que o Ser Integral floresça e cresça no caminho que escolher manifestar na vida, mas é também um espaço em que oferecemos os nossos serviços a todos os que querem aprofundar e fortalecer as mudanças.

Visite nossa página de Atendimentos

no https://serintegralsaude.wordpress.com/atendimentos/ e conheça os auxílios terapêuticos que disponibilizamos ali. 

 A EMF Balancing Technique por  exemplo é uma técnica de reequilíbrio energético para aqueles momentos em que a vida parece estagnada e não sabemos qual o caminho a seguir. Proporciona CLAREZA, DISCERNIMENTO e energia para realizar o propósito escolhido.  A Geobiologia Espiritual, limpa, harmoniza e remove obstáculos de modo a restabelecer seu fluxo natural da prosperidade e do viver em liberdade.  O Reiki, harmoniza, equilibra, pacifica o coração e a mente. E tem mais… a Fitoenergética e os Florais de Bach que promovem equilíbrio e cura do corpo físico, mental e emocional através das plantas e das flores, de forma suave e segura. E o que eu particularmente acho muito bom, você não precisa se deslocar da sua casa, do seu ambiente para receber os benefícios de todas estas técnicas. Tudo é feito à distância, em dia e hora previamente combinados. Milhares de pessoas já se beneficiaram do meu trabalho com as Terapias Energéticas à distância. Experimente você também já que estamos quase na segunda quinzena de fevereiro e precisamos estar em equilíbrio para fazer de 2017 o ano da virada em nossas vidas. Não há tempo a perder! Feliz Ano novo, e agora? O auto cuidado é o maior investimento que podemos fazer por nós mesmos.

Qualquer dúvida, não hesite em perguntar aqui mesmo no blog, pelo meu email rmarrie@gmail.com ou mesmo por mensagem na nossa fanpage Ser Integral.

E se você acha que este conteúdo foi útil, curta e compartilhe com seus amigos e familiares. Estas informações podem ser muito importantes para eles também.

Ah, ia esquecendo: você sabia que dá para harmonizar sua casa e seus ambientes com Aromaterapia? Pois é preparamos um presente especial para você com dicas maravilhosas e simples para fazer isso. Basta clicar no link abaixo e baixar o seu e-book:

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Abraço carinhoso e toda luz para sua semana!!

Afrodite

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Olá mulheres e homens que querem entender as mulheres de suas vidas, chegou o dia de falarmos um pouco sobre Afrodite a deusa grega do Amor, da beleza e da sexualidade, mas principalmente da transformação. Vênus para os romanos, foi cantada em prosa e verso pela beleza do seu corpo e rosto, de seu cabelo dourado e olhos brilhantes. Seu arquétipo governa o prazer do amor e da beleza, da sexualidade e da sensualidade das mulheres.

Para você que acompanhou nossos posts dedicados às deusas gregas, sabe que as dividimos em tres categorias: as deusas virgens, vulneráveis e alquímica.  Na categoria alquímica, Afrodite domina soberana, exatamente por seu processo extraordinário ou poder de transformação que ela sozinha teve. Na mitologia grega, Afrodite foi responsável por motivar paixões entre os deuses e os mortais, levando-os a conceberem novas e transformadas vidas. Ou seja Afrodite simboliza também o poder transformativo, mas principalmente criativo do amor.

Foi colocada sozinha nesta categoria de deusa alquímica, porque apesar de ter algumas características em comum com as deusas virgens – Héstia, Ártemis e Atena – como por exemplo fazendo o que lhe agradava ou com as deusas vulneráveis – Hera, Deméter e Perséfone – ligadas às divindades masculinas e/ou tendo filhos, Afrodite nunca foi vitimada e não sofreu. Em todos os seus relacionamentos, os sentimentos de desejo eram mútuos; nunca foi vítima da paixão indesejável de um homem por ela. Valorizava a experiência emocional com outros, muito mais do que a independência dos outros (que motivava as deusas virgens) ou laços permanentes (que caracterizavam as deusas vulneráveis).

Apesar de algumas semelhanças, com as outras duas categorias de deusas, Afrodite valoriza as ligações, mas não como compromissos a longo prazo com outras pessoas. Seu objetivo é consumar os relacionamentos e gerar vida nova – num processo alquímico. De forma semelhante às deusas virgens, é capaz de focar no seu objetivo, sem deixar que a afastem dele. Entretanto seu objetivo é fundamentalmente diferente dos objetivos das deusas virgens, por suas características exclusivamente subjetivas o que não lhe permite ser medido em termos de realização ou reconhecimento. As deusas virgens são motivadas por objetivos de carreira e reconhecimento, lembra-se?

Afrodite é o arquétipo responsável por aquela atração magnética, quando a “química” acontece entre os pares, e eles desejam a união acima de qualquer coisa. Sentem um poderoso impulso de ficarem mais íntimos, de terem relação sexual e consumarem o encontro. Aqui podemos entender a relação sexual como sinônimo de comunicação e comunhão. Um impulso poderoso em direção à união, a conhecer e compreender realmente ao outro. Afrodite gera o desejo de conhecer e ser conhecida. Assim, se esse desejo gerar intimidade física, uma nova vida pode surgir; se a união for também de mente, coração ou espírito, o novo crescimento ocorrerá em esferas psicológicas, emocionais ou espirituais.

A dificuldade aparece quando a pessoa se apaixona por alguém que não lhe corresponde.É repetidamente atraída ao amado e de novo recusada. A intensidade – maravilhosa quando o amor é retribuído – neste caso, ao contrário amplifica a dor.

É interessante perceber que quando Afrodite influencia um relacionamento, seu efeito não é limitado ao romântico ou ao sexual, afinal o amor platônico, a conexão de alma, a amizade profunda, a comunicação e a compreensão empática são todas maravilhosas expressões do amor. Ou seja, onde quer que o crescimento seja gerado, uma visão mantida, um potencial desenvolvido, uma centelha de criatividade encorajada – como por exemplo numa consultoria, aconselhamento terapêutico, paternidade, ensino etc… – Afrodite lá estará permeando o relacionamento das pessoas envolvidas.

Afrodite também representa o ímpeto para assegurar a perpetuação da espécie. Seu arquétipo está ligado ao ímpeto sexual e o poder da paixão. Diferente de Deméter que pratica sexo para ter um bebê, Afrodite tem um bebê devido ao seu desejo por um homem ou por causa do desejo de ter uma experiência sexual ou romântica. Se você deseja evitar um gravidez indesejada, Afrodite é má conselheira. Sua influência vai na direção de esquecer os cuidados anti conceptivos, para não perder a paixão do momento.

Outro aspecto interessantíssimo de Afrodite é a espécie única da sua consciência. Acompanhe comigo e veja se você se identifica? As deusas virgens são associadas a consciência focada e são os arquétipos que possibilitam às mulheres concentrarem-se no que realmente lhes importa. As deusas vulneráveis por sua natural capacidade receptiva tem uma consciência difusa, que lhes permite dar atenção à várias coisas ao mesmo tempo: marido, filhos etc… A consciência de Afrodite é focada e intensa ao mesmo tempo que é receptiva e atenta àquilo que focaliza. Ilumina o objeto de seu foco de forma aquecedora e suave, de forma semelhante às luzes do teatro que iluminam o palco. A luz da ribalta no palco dramatiza ou magnifica o impacto da experiência sobre a platéia, ajudando-a a ser transportada emocionalmente por uma sinfonia, movidos por uma peça ou pelas palavras de um orador. Acontece uma interação de sentimentos, impressões e memórias entre palco e platéia. Ou seja o que é iluminando pela “ribalta”absorve a atenção, atrai e deixa a platéia absorta e descontraída em sua concentração. É o mesmo que acontece quando enxergamos qualquer coisa através da luz dourada da consciência de Afrodite: tudo fica fascinante, desde o rosto de uma pessoa, uma idéia ou a forma de um objeto.

Aqui vale a pena um lembrete sobre a natureza da consciência que a mulher do tipo Afrodite utiliza: a atenção e o interesse que dedica a algo, alguém ou objeto, embora faça-o sentir-se especial não significa necessariamente que ela está fascinada ou enamorada. Compreende as pessoas e coisas da mesma forma que um degustador de vinhos faria diante da taça de um vinho novo que precisa conhecer e avaliar. Verifica a pureza, o sabor, o aroma, a cor, a suavidade. Mas seria um engano supor que todo este interesse e atenção signifique que este seja especial ou até mesmo apreciável.

A boa notícia, que faz o arquétipo de Afrodite encantador é que a sua consciência, quando presente, permite que os envolvidos com ele irradiem bem estar e energia intensificada, como é o caso dos amantes. É fácil perceber um casal apaixonado: há um brilho e intensidade de sentimentos que os vitaliza e os faz perderem a noção do tempo e do espaço.

As mulheres do tipo Afrodite são capazes de atrair e inspirar os homens a realizar seus sonhos e aspirações. Ela tem a habilidade de ver o potencial deles, acreditar em seus sonhos e inspirá-los a realizá-los. Tanto as mulheres como os homens precisam ser capazes de imaginar que seu sonho é possível. Para isso, às vezes, precisam que outra pessoa olhe para eles e para seus sonhos com a consciência transformadora de Afrodite.

Na Europa medieval, a alquimia era tanto um processo físico de transformar substâncias inferiores em ouro, quanto um empenho psicológico esotérico de também transformar a personalidade do alquimista. Assim é a alquimia de Afrodite. Segundo Jean Bolen, em cuja fonte pesquiso para escrever estes posts, nós experienciamos Afrodite quando nos sentimos atraídos por outra pessoa e nos apaixonamos; quando somos tocados por seu poder de transformação e criatividade; quando apreciamos a capacidade que temos de transformar o que focalizamos em belo e apreciado porque está permeado pelo nosso amor. Você conhecia este aspecto poderoso e transformador de Afrodite? Comente conosco como percebe tudo isso em sua vida.

O arquétipo de Afrodite governa o prazer do amor e da beleza, da sexualidade e sensualidade das mulheres. Quando ativado transforma temporariamente a mortal comum em desusa do amor, fazendo com que a mulher se sinta atraente e sensual. A grande questão aqui é: como ativar o arquétipo de Afrodite ou como o arquétipo de Afrodite é ativado? Afinal qual de nós – nalgum momento de nossas vidas – não desejou vivenciar uma paixão, sentir-se atraente, sensual, desejada? De acordo com as duas versões míticas do nascimento de Afrodite, existem dois caminhos pelos quais esse arquétipo vem à consciência. O primeiro é uma iniciação dramática quando ela surge subitamente, amadurecida e impressionante, como uma presença dominante vindas das águas do inconsciente. A sexualidade é sentida como resposta instintiva, com pouca ou quase nenhuma conexão com o amar, como se houvesse um “desligamento” da intimidade emocional. Metaforicamente falando, semelhante à versão de Hesíodo do nascimento de Afrodite no mar: adulta, linda, loura e arrebatadora!

O segundo caminho é quando arquétipo surge ativo num relacionamento, onde o crescimento da confiança e do amor e uma redução gradual na inibição dão lugar ao “nascimento” de Afrodite. É quando acontece o primeiro orgasmo na relação sexual e o subsequente novo desejo de intimidade física. Este segundo caminho é considerado semelhante à versão comum de Homero, do nascimento de Afrodite como filha de Zeus e da ninfa marítima Dione.

E como cultivar Afrodite? Primeiramente buscar focar e manter-se no aqui e agora, são atitudes que convidam Afrodite para a nossa vida. Reconhecer e libertar-se dos padrões da nossa cultura judaico-cristã que consideram o prazer pecaminoso e frívolo. Herança da nossa sociedade patriarcal e machista que consideram a sensualidade e a sexualidade feminina como atributos das prostitutas e acabam por colocar a mulher tipo Afrodite – no mínimo – em divergência com os padrões da moralidade. Quando não as marginaliza. Afrodite ainda tem que enfrentar a força dos arquétipos de Ártemis e Atena focadas em alcançar objetivos, deixando de lado o prazer. Afrodite também ameaça os arquétipos de Hera e Deméter – monogamia ou o papel maternal – fazendo que estas mulheres a vejam de forma julgamentosa e preconceituosa. Finalmente as mulheres do tipo Perséfone e Héstia, arquétipos com predisposição a introversão, ficam menos sensíveis às atrações externas, que tanto encantam Afrodite.

O alerta aqui é para o quanto é imperioso observar e descobrir o valor de Afrodite em nossas vidas e procurar desenvolver esse aspecto em nós mesmas. Esse é o primeiro passo para a ativação do arquétipo. Em seguida dedicar tempo e oportunidade para que ela possa se desenvolver. O resultado desta atitude é abrir espaço para férias do casal, sem a presença dos filhos, quando poderão divertir-se, conversar e amar-se; para aprender dança do ventre, recurso poderoso de ativação do primeiro e segundo chakras – responsáveis também pelo prazer e pela criatividade – ou um meio de estar à vontade e gostar do próprio corpo, condição para se ter prazer no fazer amor.

Outra forma poderosa de ativar e cultivar o arquétipo de Afrodite é interessar-se pela arte, poesia, música, permitindo-se desenvolver a habilidade de imergir numa experiência visual, auditiva ou cinestésica. Quando nos deixamos absorver por algo, pode ocorrer uma interação entre si mesmas e o meio no qual nos inserimos, do qual pode surgir alguma coisa nova e surpreendentemente prazerosa como a aura de Afrodite.

Contudo, não é fácil ter Afrodite como arquétipo dominante especialmente no que diz respeito à inevitabilidade do envelhecimento, que pode ser uma realidade devastadora para a mulher tipo Afrodite, cuja atratividade tenha sido sua principal fonte de gratificação. A saída para este desafio é engajar-se no trabalho criativo, que a interesse e mantenha entusiasmada. Afinal as mulheres do tipo Afrodite retêm a capacidade de enxergar a beleza e de sempre estarem um pouco apaixonadas pelo objeto do seu foco. Tipicamente jovens por dentro, atraem pessoas e tem amigos de todas as idades, o que mantém sua graça e vitalidade.

Outro desafio de Afrodite é quando é criada ou ‘obrigada’ a viver num ambiente repressor que condena a sexualidade nas mulheres. Nestas situações pode tentar reprimir seu interesse pelos homens, menosprezar sua atratividade, sentir-se culpada e em conflito para expressar sua natureza de Afrodite. O resultado deste impasse entre sua sexualidade, sensualidade e consciência poderá conduzi-la a sentimentos de depressão e ansiedade, com consequente perda do contato com um dos aspectos principais de sua verdadeira identidade, perdendo sua vitalidade e espontaneidade.

Finalmente, a mulher do tipo Afrodite, pode passar por uma série de intensos romances, nos quais se apaixonou muito facilmente, convencida de ter encontrado o homem perfeito. Seu desafio, é aprender a amar alguém do jeito que de fato é, um ser humano imperfeito e não um deus. Desencantar-se com as fascinações sem profundidade, de modo que possa permanecer num relacionamento aceitando as imperfeições humanas de seu companheiro e as suas próprias e assim, descobrir as dimensões humanas do amor.

De qualquer modo, o primeiro e mais importante passo é conhecer seu próprio padrão arquetípico. A partir desta informação, valiosa para todas as mulheres e em especial para as mulheres do tipo Afrodite, é maravilhoso saber que é de sua natureza “divina” apaixonar-se facilmente, experimentar atrações eróticas e ter um forte impulso sexual que muitas mulheres não tem. Este conhecimento auxilia as mulheres do tipo Afrodite a libertar-se da culpa de serem quem são, ao mesmo tempo que as alerta para o cuidado consigo, que a deusa não o faz. Alem do auto conhecimento de cuja importância sempre falamos aqui no Ser Integral, interessante desenvolver as habilidades de outros arquétipos como Ártemis e Atena. Uma vez casadas e com filhos, Hera e Deméter podem ter influência estabilizadora.Da mesma forma desenvolver Héstia através da meditação, pode trazer equilíbrio para o fascínio que a atração erótica exerce em si mesma. Cultivar a introversão de Perséfone pode permitir-lhe viver uma experiência sexual na fantasia em vez da realidade, sem os riscos da exposição demasiada.

Desejo que este conhecimento sobre o arquétipo de Afrodite, seja a útil a você, na maioria de seus aspectos. Confesso que até escrever sobre ela é envolvente e sedutor. E para você como foi este contato com Afrodite? Voce é uma mulher do tipo Afrodite? Aposto que conhece muitas. Se esta deusa não é um arquétipo dominante em você, sentiu que precisa desenvolve-lo? Aguardo seu comentário aqui mesmo no blog, na nossa fanpage do Ser Integral ou ainda pelo email rmarrie@gmail.com. Nós adoramos esta interação.

Um grande abraço, muita luz e não esqueça: Cadastre-se em nossa fanpage Ser Integral, Curta e Compartilhe! Muitas mulheres podem beneficiar-se deste conhecimento.

PS: Ah, hoje além do texto do post com a nossa pesquisa sobre Afrodite, temos mais um presente para você. Clique no link abaixo e receba gratuitamente o e-book que carinhosamente preparamos para você, com super dicas de Aromaterapia para equilibrar seus ambientes, em especial o ambiente do seu lar. É gratuito, mas eu não sei por quanto tempo vai ficar disponível. O ideal é ver agora mesmo.

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Fonte:

Bolen, S Jean – As deusas e a mulher – nova psicologia das mulheres

As deusas vulneráveis

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Como prometi, estou retomando o tema das Deusas, feliz pela repercussão que tem despertado. Foram mais de 2000 curtidas, muitos e-mails e comentários, justificando que continuemos a explorar as muitas possibilidades que as Deusas podem trazer para todas nós.

Depois de falarmos sobre as tres Deusas Virgens: Héstia, Ártemis e Atena, com suas características tão peculiares, com as quais tantas de nós nos identificamos, vamos agora dedicar um tempo às Deusas Vulneráveis: Hera, Deméter e Perséfone.

São consideradas deusas vulneráveis porque personificam arquétipos que representam os papeis tradicionais das mulheres: esposa, mãe e filha. Além disso são orientadas para o relacionamento, ou seja suas identidades e bem estar dependem de um relacionamento significativo. Expressam a necessidade de afiliação das mulheres.

Em suas mitologias, essas tres deusas foram estupradas, raptadas, dominadas e humilhadas pelos deuses. Todas sofreram quando uma ligação foi rompida ou desonrada e cada um a seu modo experienciou a impotência: Hera com raiva e ciúme, Deméter e Perséfone com depressão. A idéia aqui, portanto, é utilizar o conhecimento destas deusas para abrir possibilidades de insights rumo à natureza de suas necessidades de relacionamento e principalmente como são seus padrões de comportamento em face à perda. Como reagimos quando nos deparamos com a perda em nossos relacionamentos? Com raiva e ciúme como Hera ou entramos em depressão como Deméter e Perséfone?

Diferentemente das deusas Virgens que se movem dentro do – uma em si mesmas – as deusas Vulneráveis são arquétipos cuja atração motivacional é o relacionamento, mais do que o empreendimento, a autonomia ou novas experiências. Seu foco de atenção está nos outros, não num objetivo exterior ou estado interior. Por esta razão as mulheres identificadas com essas deusas são atenciosas, receptivas às necessidades dos outros e sua maior motivação são as recompensas do relacionamento: aprovação, amor e atenção, por exemplo. Para essas mulheres, cumprir os papéis tradicionais reservados às mulheres na sociedade (esposa, mãe e filha) pode ser pessoalmente muito significativo.

Aqui é muito importante destacar, como já dissemos nos posts anteriores que todas as mulheres em algum momento de suas vidas já tiveram a predominância de um ou outro arquétipo das deusas. E não há nada de errado com isso. São fases naturais da vida feminina. A idéia aqui é trazer luz a estas questões, aumentando a consciência destas forças que atuam em nossas vidas, e consequentemente nosso auto conhecimento. Assim, embora as deusas vulneráveis não simbolizem qualidades que conduzem à realização, as mulheres que personificam estes arquétipos podem crescer e expandir-se para além deles.

Quando descobrimos em nós mesmas que somos ou estamos vivenciando o arquétipo das deusas vulneráveis, podemos aprender mais sobre nós mesmas , sobre nossas forças, fraquezas e potencialidades positivas e negativas. Essa consciência (de novo a consciência!) pode nos ajudar a perceber os problemas, ajudar-nos a resolve-los e até a evitar ou nos livrar de algum sofrimento. Por exemplo, a mulher do tipo Hera pode evitar grandes sofrimentos ao não se permitir ser atirada de forma insensata ou prematura ao casamento. Sua principal tarefa antes disso é aprender como avaliar o temperamento e a capacidade de amar do seu pretendente escolhido para marido, porque seu destino será determinado por ele: o marido!. Da mesma forma a mulher identificada com Deméter, deve ter clareza sobre as circunstâncias em que vai engravidar, porque seu desejo de ser mãe não a resguardará das consequências de uma atitude impensada e inoportuna. E a jovem mulher do tipo Perséfone fará muito bem em sair da casa paterna para estudar ou trabalhar, de modo que tenha a oportunidade de crescer para além da submissa filhinha da mamãe.

Agora que já fizemos a apresentação das características das deusas vulneráveis, você que nos acompanhou com a deusas virgens pode perceber que existem grandes diferenças entre elas. Inclusive pode perceber em si mesma que tem aspectos de muitas delas. Afinal toda mulher que já sentiu ímpeto de se casar, ou teve um filho, ou sentiu que estava esperando que alguma coisa acontecesse para mudar sua vida – o que inclui exatamente todas as mulheres… rsrsrsr – descobrirá em si mesma algum aspecto de uma ou de todas as deusas vulneráveis em algum momento de sua vida.

Eu desejo que este conhecimento das deusas vulneráveis possa de alguma forma trazer a luz a todas nós, sobretudo para a importância do resgate da Deusa em nós mesmas e também de sua influência amorosa na vida do Planeta.

Nos próximos post vamos nos dedicar às peculiaridades de cada uma das deusas vulneráveis, iniciando por Hera: a deusa do casamento, do compromisso e da esposa. O assunto é intenso e transformador e poderia se tornar muito extenso para o aprofundamento num só post.

Aguardo seu comentário em nossa fan page do Ser Integral ou aqui mesmo no blog. Curta nossa página e compartilhe entre suas amigas e amigos. Este conteúdo pode ser muito importante também para os homens.

Um grande abraço e toda luz! Nos vemos no próximo post.

Fonte:

BOLEN, S. Jean – As deusas e a mulher – nova psicologia das mulheres.

Descobrindo a Deusa III

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Curiosa para conhecer a última deusa desta série de artigos sobre as Deusas Virgens?

Hoje vamos compartilhar um pouco do pensamento e pesquisa da dra Jean Shinoda Bolen em seu livro “As Deusas e a Mulher”, sobre a deusa virgem Atena.

É importante ressaltar que nas muitas fases que nós mulheres passamos na vida, em cada uma delas podemos a ter a nossa própria deusa ou deusas influentes. Por esta razão é tão importante, a auto observação que produz auto conhecimento e auxilia no reconhecimento dos padrões arquetípicos das deusas que foram mais importantes em nossa vida ou que estão predominando no agora. Saber quem somos, onde estamos e onde queremos chegar, pode ser muito transformador nas nossas vidas. As deusas podem nos ajudar. Vamos lá, conhecer um pouco mais de Atena?

Atena era a deusa grega da sabedoria e das artes. Assim como Ártemis e Héstia, que falamos nos dois textos anteriores (não leu ainda? aqui está o link: http://bit.ly/descobrindoasuadeusaII  e http://bit.ly/descobrindo-a-sua-deusa) era uma deusa virgem, dedicada à castidade e ao celibato. Majestosa, bonita, deusa guerreira, protetora dos seus heróis escolhidos e de sua cidade homônima: Atenas.

As mulheres cujo arquétipo dominante é a deusa Atena, são voltadas para as atividades de planejamento e execução que requerem pensamento intencional e racional. Deusa da sabedoria Atena era reconhecida por suas estratégias vitoriosas e soluções práticas. As mulheres que estão vivenciando seu arquétipo tem  mente lógica e são governadas mais pela razão do que pelo coração. Conseguem pensar bem, manter a calma quando as coisas se desarranjam emocionalmente e ainda desenvolver boas táticas para solucionar os conflitos.

O arquétipo de Atena pode ser muito útil e funcionar como um aliado para outras deusas, pela sua capacidade de examinar, avaliar as situações e definir a melhor estratégia a ser adotada. No meio de uma tempestade emocional, por exemplo, se a mulher puder invocar Atena como um arquétipo em si mesma, a racionalidade a auxiliará a orientar-se e achar a luz ou solução para a dificuldade.

Assim como Ártemis e Héstia, Atena é motivada por suas próprias prioridades, evitando envolvimentos emocionais que prejudiquem seus objetivos pessoais e principalmente os profissionais.

De acordo com o mito a deusa Atena nasceu adulta da cabeça do seu pai Zeus – o pai de todos os deuses do Olimpo – sendo considerada a “filha do pai”. Enquanto arquétipo da “filha do pai” Atena representa a mulher que tende naturalmente aos homens poderosos, que tem autoridade, responsabilidade e poder. Atena predispõe as mulheres a buscar relacionamentos de mentoras com homens decididos e bem sucedidos que compartilham de seus interesses e de modos semelhantes de olhar e entender as coisas. Atena tem pouca compaixão pelos mal sucedidos, oprimidos ou rebeldes.

Se você está precisando das qualidades de Atena na sua vida, pode cultivar este arquétipo através da educação ou trabalho. A educação requer o desenvolvimento das qualidades de Atena. Levar os estudos a sério, ajuda a desenvolver hábitos disciplinadores. Com o trabalho é a mesma coisa. Adotar o “profissionalismo”como regra, implica tornar-se objetiva, impessoal e habilidosa. Toda instrução estimula o desenvolvimento deste arquétipo. Quer aprender fatos objetivos, pensar claramente, preparar-se para exames e testes? Evoque Atena.

As mulheres tipo Atena planejam para o futuro, seja na escolha das faculdades que desejam frequentar quanto na dedicação ao trabalho para alcançar os objetivos que determina. No mundo do poder e da realização utiliza-se de estratégias e pensamento lógico, aceitando a realidade como se apresenta e a ela se adaptando. As mulheres do tipo Atena não brincam de Cinderela e não esperam pelo príncipe encantado que virá salvá-las pelo casamento. Entretanto se optarem pelo casamento, tornam-se administradoras eficientes. Planeja e monta um sistema doméstico eficiente onde consegue viver dentro do orçamento, empregando bem os recursos financeiros de que dispõe.

Ao contrario de Ártemis, a mulher tipo Atena, em geral tem falta de amigas íntimas, até pela falta de afinidade que sente em relação aos papéis femininos tradicionais ou com as feministas, que em tese poderia se assemelhar. No seu relacionamento com os homens somente os heróis tem vez. São impacientes com os sonhadores e não simpatizam com os homens que tem compaixão em demasia na hora de agir decisivamente. Valorizam os homens que vão atrás do que elas querem, são fortes e possuem muitos recursos.

Tipicamente, ela não é uma uma mulher sensual ou “sexy”, nem atraída pelo flerte ou romantismo. Gosta mais dos homens como amigos ou mentores, do que como amantes. Entretanto se resolver ser sexualmente ativa, aprende habilidosamente como fazer amor. Tudo vai depender do contrato que assumir com seu parceiro (a). Tratará da sua sexualidade da mesma forma que das suas outras funções corporais – alguma coisa que precisa ser feita regularmente e que é bom para ela. O casamento para uma mulher do tipo Atena está mais para uma parceria amistosa do que uma união apaixonada. É praticamente impermeável ao ciúme sexual. Vê seu casamento como uma associação mútua vantajosa, dá e espera lealdade. Confia na qualidade da estrutura do seu casamento e por isso acha difícil que venha abalada ou substituída por uma atração passageira.

A mulher tipo Atena cria seus filhos para o mundo e não vê a hora de que cheguem à idade onde poderá falar com eles de igual para igual fazer projetos e ir com eles para ver o que há para ser visto. Entretanto tem dificuldade para lidar com os filhos(as) que são diferentes dela ou seja mais tocados pelos sentimentos do que pela sua maneira racional e lógica de abordar a vida.

Na meia idade e na velhice, mudam muito pouco porque permanecem pela vida afora ativas, práticas, colocando a mão na massa, seja no lar, no trabalho ou como voluntárias na comunidade. Quando os filhos crescem e saem de casa, a mulher do tipo Atenas não lamenta o ninho vazio. Comemora o tempo a mais que ganha para se dedicar aos seus novos projetos, estudos ou trabalhos que aprecia. Mantém relações afáveis com os filhos porque sempre os encorajou a serem independentes e auto suficientes. Nunca foi intrusa, nem encorajou a dependência. Usualmente seus filhos e netos a respeitam e gostam dela. Embora não seja muito dada a exteriorizações de seus sentimentos, mantém o contato familiar, a comunicação e as comemorações familiares tradicionais.

O desafio das mulheres do tipo Atena é desenvolver outros aspectos de si mesma. Afinal viver como Atena, significa viver inteligentemente e agir premeditadamente no mundo, o que muitas vezes pode representar uma unilateralidade racional que a desliga de toda cadeia e intensidade da emoção humana. Movida pela racionalidade, a mulher do tipo Atena perde a experiência de realizar-se na íntegra quanto ao seu corpo. Sabe pouco sobre sensualidade. Se mantém acima do nível instintivo e portanto não vivencia e aprende com força dos instintos maternais, sexuais ou procriativos.

Você deve estar se perguntando e agora que eu me identifiquei com alguns aspectos de Atena ou conheço alguém que eu gosto muito e tem estas características? O que podemos fazer para utilizar este conhecimento e crescer além dos limites deste arquétipo? O conhecimento das deusas permite ultrapassar as limitações que cada um delas tem, através do cultivo das múltiplas possibilidades que elas também nos apresentam. No caso de Atenas, existem diversos caminhos a considerar:

Voltar-se para o interior, usando sua habilidade inata para as artes: tecelagem, cerâmica, pintura, música, costura etc… na verdade qualquer artesanato possibilita a mulher do tipo Atena um equilíbrio interior do enfoque exterior;

Recuperar a criança: a deusa Atena nasceu adulta da cabeça do pai (lembra-se do mito?) Desde que se conhece por gente sua lembrança é a de “desvendar mistérios”ou ser “esperta a respeito de tudo”. Todavia uma menina verbal com a mente prática muitas vezes perde áreas totais de experiências subjetivas que podem fazer falta na idade adulta ou que ela pode querer vivenciar. Recuperar a criança significa descobrir em si própria a criança que nunca foi e assim poder se encantar ou ficar confusa com alguma coisa nova;

Descobrir a mãe: na mitologia a deusa Atena era uma filha sem mãe, identificava-se com seu pai e tinha muito orgulho de suas realizações. É útil para a mulher do tipo Atena conhecer e aprender sobre os valores femininos matriarcais que precederam o patriarcado – que prevalece até hoje. Começará a se ver, a ver a própria mãe e às outras mulheres de modo diferente. Esta atitude poderá ser decisivo para um ganho na qualidade dos seus relacionamentos.

Eu desejo de todo coração que este passeio pelo Olimpo no território das deusas virgens tenha despertado em você o desejo de aprofundamento do seu auto conhecimento. As possibilidades são inúmeras. Aqui mesmo no Ser Integral oferecemos algumas muito eficazes. Visite a nossa página e agende o seu atendimento.

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Um grande abraço e uma semana abençoada e plena de significado e propósito.

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Descobrindo a sua Deusa II

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Olá pessoal, estou muito feliz de retomar este assunto com vocês e como prometi no post passado (se você não leu ainda, aqui está o link…http://bit.ly/descobrindo-a-sua-deusa) vamos compartilhar um pouco mais da deusa virgem Héstia e em seguida vamos iniciar com as outras duas deusas virgens Ártemis e Atenas.

Aqui no Ser Integral entendemos que a prática produz os melhores resultado.  Experienciar é transformar-se. Conhecer as deusas é o primeiro passo para nossa expansão de consciência e entendimento de quem somos. A partir do conhecimento das características de cada uma delas, seremos capazes de ativar sua força em nós, através do desenvolvimento de ações ou de invocações da força particular de cada uma.

Para ativar e reforçar Héstia, por exemplo, praticar a meditação pode resultar num sentimento de calma e centramento para empreender sua rotina diária. Outra dica é invocá-la, fazendo um esforço consciente para ver, sentir ou compreender sua presença – imaginação criativa – e depois solicitar sua força particular dizendo: “Héstia honre-me com sua presença, traga-me paz e serenidade”. Ela é um arquétipo de centralização interior. Aquele “ponto tranquilo” que permite à mulher permanecer em equilíbrio no meio da confusão, desordem ou afobação. Héstia pode ser encontrada na calma solidão e sentimento de ordem que advém da manutenção contemplativa da própria casa.

Se você não é uma mulher do tipo Héstia, experimente passar um tempo com ela, acessando o seu aspecto interior quieto, centrado em si mesma. O desafio é conquistar e achar este espaço, porque em geral estarão tão envolvidas com as necessidades dos outros, sem tempo para um momento só seu, na paz do seu Ser Interno.

Outras características das mulheres tipo Héstia: não apreciam a competição no trabalho, podendo destacar-se em profissões cujos atributo sejam a calma e a paciência. Não aprecia conversa fiada, nem discussões intelectuais e políticas. Seu dom é ouvir com o coração compassivo, proporcionando aos que lhe trazem problemas, um lugar caloroso ao lado de sua lareira. A sexualidade não é muito importante para ela, em geral apreciam o sexo quando acontece e ficam tranquilas na sua ausência. No casamento, embora às vezes pareça dependente, permanece centrada em si mesma e mantém sua autonomia interior. Não precisa de um homem para sentir-se emocionalmente completa. Sua vida sem ele não perderia seu significado ou propósito.

Héstia tem a capacidade de envelhecer graciosamente, porque já traz em si alguma coisa “antiga e sábia”. Sente-se bem vivendo sozinha e consegue atravessar com serenidade as duas maiores crises emocionais que as mulheres costumam enfrentar: o ninho vazio e a viuvez. O maior desafio de Héstia é quando tem que enfrentar o mundo exterior e não se preparou ao longo da vida.

Você se identificou com a deusa Héstia? Qual o sentimento que esta identificação te traz?

Compartilhe conosco. Outras mulheres poderão beneficiar-se da sua experiência. Pesquise e aprenda mais sobre ela e seja cada vez mais feliz sendo você mesma. Única!

Agora vamos conhecer um pouco de Ártemis e Atenas, as outras duas deusas virgens, cujas qualidades são exemplificadas por mulheres que seguem suas próprias inclinações para se tornarem profissionais competitivas, feministas ativas. Em geral para desenvolverem seus talentos e focarem na busca do seu valor pessoal, elas evitam o desempenho dos papéis tradicionais das mulheres: esposa e mãe por exemplo.

Ártemis, conhecida como Diana pelos romanos, era a deusa da caça e da lua. Personifica o espírito feminino independente e seu arquétipo possibilita a uma mulher procurar seus próprios objetivos onde quer que deseje. Como deusa virgem era imune a apaixonar-se e seu arquétipo representa um sentido de integridade, uma-em-si-mesma.

Você se identifica com a atitude de “sei cuidar de mim”? Atitude que lhe permite agir por conta própria, com auto confiança e espírito independente? Esse arquétipo possibilita à mulher sentir-se completa sem um homem, podendo sair buscando seus interesses e trabalhos que sejam significativos para si mesma, sem precisar da aprovação masculina. Sua identidade e senso de valor fundamentam-se sobre quem ela É e faz.

Ártemis representa as qualidade idealizadas pelo movimento feminista – empreendimento e competência, independência dos homens e das opiniões masculinas e unidas na defesa dos atormentados, mulheres fracas e jovens. Suas preocupações conduzem as mulheres a se organizarem na defesa de pessoas estupradas, às mulheres sexualmente hostilizadas e refúgio para as mulheres maltratadas. Também enfatizam o parto cuidadoso, preocupando-se com o incesto e a pornografia, motivadas pelo desejo de evitar o mal às mulheres e crianças, punindo aqueles que praticam tais danos. Ártemis representa a grande irmã de todas as mulheres.

No trabalho Ártemis é movida por ideais, causas em que acredita ou coisas que experimentou gostou e acha que também podem ser boas e úteis para os demais. Considera a amizade com as outras mulheres muito importante. Costuma ter e cultivar as “melhores amigas” com as quais compartilham tudo que é significativo em suas vidas, cujas amizades eventualmente podem durar décadas e até uma vida inteira.

As mulheres orientadas pelo arquétipo da deusa Ártemis consideram que os relacionamentos tem importância secundária ao trabalho, carreira, projetos criativos ou causas que consideram fundamentais. Sexo, portanto, é muitas vezes vivenciado como um esporte recreativo ou uma experiência física de intimidade emocional e compromisso. Daí que o casamento, está muitas vezes distante do seu propósito de vida, especialmente nos primeiros anos de vida que está envolvida e ocupando seu tempo com o trabalho e as causas. Muitas delas hoje preferem viver com um homem do que se casar com ele. Tem pouca ou nenhuma vocação para ser mãe, mas gosta de crianças. Quando tem seus filhos, é um tipo de mãe que encoraja seus filhos à independência e a se defenderem sozinhos. Não olham para trás com saudades do seus filhos pequenos e indefesos. Pelo contrário olham para frente, para o momento em que serão independentes.

O desafio das mulheres do tipo Ártemis é vencer e equilibrar a distância emocional que lhe é característica: está sempre tão concentrada e atenta aos seus próprios objetivos que falha em não notar os sentimentos dos que estão ao seu redor. Em consequência desta falta de atenção, os que estão ao redor e se interessam por ela, sentem-se insignificantes e excluídos e muitas vezes magoados e com raiva. Precisa, então, desenvolver a compaixão e a empatia (capacidade de colocar-se no lugar do outro). Isto costuma acontecer, naturalmente, com a maturidade. A experiência que a vida proporciona  – através de sofrimentos, julgamentos e fracassos que sempre ocorrem em algum momento da nossa trajetória – e dos quais a mulher do tipo Ártemis também não escapa, acaba por ensiná-la a se tornar mais vulnerável e compreensiva. É o tempo em que descobre que as pessoas e as coisas são mais complexas do que parecem; perdoa a si própria e aos outros por cometer tanto erros como acertos. Essa compreensão produz misericórdia em seu coração.

Se você se identificou com o arquétipo da deusa Ártemis não deixe que a competição e a jornada focada para atingir seus objetivos a impeçam de deixar brotar os sentimentos de amor e compaixão. É muito importante fazer paradas para refletir sobre a trajetória que está percorrendo e para onde ela conduz. Afinal como dizia o mestre Castaneda:

“Um caminho é só um caminho, e não há desrespeito a si ou aos outros em abandoná-lo, se é isto que o coração nos diz…

Examine cada caminho com muito cuidado e deliberação.

Tente-o muitas vezes, tanto quanto julgar necessário.

Só então pergunte a você mesmo, sozinho, uma coisa…

Este caminho tem coração?

Se tem, o caminho é bom,

se não tem, ele não lhe serve.

Um caminho é só um caminho.

Carlos Castaneda

Na próxima semana encerramos esta etapa com as deusas virgens quando falaremos sobre o arquétipo da deusa Atenas, a deusa da Sabedoria, das Artes que dominava as estratégias com maestria.

Você está gostando de saber como a energia das deusas nos influencia ainda hoje? Então curta, compartilhe nossos posts na fanpage Ser Integral. Ajude a divulgar estes conteúdos que podem fazer diferença na vida de outras mulheres, que neste momento estão se sentindo como “ovelhas negras”, num mundo patriarcal e machista que discrimina os que fogem dos estereótipo.

Um grande abraço, uma semana iluminada e plena de significado. Nos vemos no próximo post.

Fonte:

As deusas e a mulher – Jean S Bolen – Ed Paulus

Ritos de Passagem Femininos II

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Semana passada iniciamos uma série de artigos sobre o Climatério e Menopausa, onde prometemos continuar trazendo informações, mas sobretudo abrindo um espaço de encontro e novos significados para este período considerado como de crise. Se você não viu o primeiro post, vale a pena dar uma ‘espiada’ lá.

A vida feminina é marcada por diferentes fases que produzem grandes mudanças, como a menarca (primeira menstruação), a iniciação sexual, a gravidez e a menopausa – última menstruação. São fatos concretos e objetivos que marcam definitivamente nosso corpo e nossa vida e que tem significação diversa, de acordo com a cultura onde estamos inseridas. Em nossa cultura ocidental por exemplo, estamos muito presas à tríade da perfeição física: juventude, beleza e saúde. A menopausa então pode ficar reduzida a estes conceitos, deixando escapar a oportunidade que esta passagem representa para reexaminar nossa vida, buscar novos significados para além da história que vivemos até aqui e dos papéis que interpretamos: mãe, esposa, profissional etc…

James Hollis, analista junguiano americano, prefere chamar a crise da meia idade de passagem do meio. Para ele a passagem do meio é a ocasião de redefinirmos e reorientarmos a personalidade, um rito de passagem entre a adolescência prolongada da primeira idade adulta e o nosso inevitável encontro com a velhice e a mortalidade. Quando conseguimos passar conscientemente por esta fase de transição, trazemos mais significado à própria vida. A passagem do meio pode, então, representar uma oportunidade maravilhosa, se bem que por vezes dolorosa, de uma revisão e um reencontro com nosso Eu verdadeiro.

Para Hollis muitos de nós encaramos a vida como a leitura de um romance: passamos passivamente de página em página, na certeza de que o autor nos contará tudo na última. Ernest Hemingway – famoso escritor também, americano – disse certa vez que se o herói não morrer é porque  o autor simplesmente não terminou a história. Ou seja, morremos na última página, tendo ou não atingido a iluminação.

A proposta de hoje então é que aceitemos o convite da passagem do meio para nos tornamos  mais conscientes e sobretudo que aceitemos a responsabilidade pelas demais páginas que ainda vamos escrever em nossas vidas. Ao faze-lo seremos mais capazes de enfrentar a grandeza da vida para a qual fomos criados.

A pergunta que não quer calar é como fazer isso? Mas a resposta é simples. Pode não ser fácil e exigirá atenção e cuidado de cada uma de nós, mas o resultado vai valer a pena. A resposta passa pelo caminho do auto conhecimento e auto cuidado que nos permitirá descobrir novos caminhos que nos levem a nossa interioridade. Aquele espaço sagrado onde a nossa Alma habita e que só pode ser gerado e nutrido pelo Amor. Isso mesmo, a resposta é aprendermos a nos amar como nós somos. Deste modo poderemos acolher nossos sofrimentos e dores, reconhecendo que eles nasceram de uma falta de amor e aproveitar a oportunidade para restaurar nossa unidade com o Tudo e todos.

O Evangelho de Tomé lança alguma luz sobre este assunto quando traz os ensinamentos secretos de Jesus: “Se trouxeres à tona o que está dentro de ti, o que é trazido à tona te salvará. Se não trouxeres à tona o que está dentro de ti, o que não trouxeres a tona te destruirá.”

O projeto deste artigo é que sejamos capazes de aproveitar a oportunidade que o Climatério nos proporciona de rever a nossa vida, com compreensão, amor e provavelmente com perdão. A principio, pode parecer assustador contemplar a grandiosidade desta tarefa, mas também é profundamente libertador, saber que os recursos necessários estão dentro de nós. Podemos viver a nossa vida de forma mais independente. Nossas relações com as outras pessoas também podem ser vividas com mais leveza, exigindo menos delas e mais de nós mesmas.

O Rito de Passagem da Menopausa encerra o nosso período reprodutivo e inicia um período de grandes mudanças físicas, emocionais e espirituais. O metabolismo como um todo sofre algumas alterações especialmente relacionadas às funções do Sistema Endócrino,  diminuição da atividade ovariana e consequente desequilíbrio hormonal. É importante darmos atenção ao processo, buscando ajuda especializada e cobrando dos profissionais de saúde uma escuta atenta e individualizada. Cada mulher tem um tipo de experiência diferente e isso deve ser levado em conta na adoção do tratamento dos sintomas decorrentes destas alterações.

Uma vez reconhecida a Menopausa como um Rito de Passagem importante para a evolução feminina como Ser, é importante ressaltar a importância de também assumirmos responsabilidade por nós mesmas, no cuidado com a alimentação, exercícios físicos diários e equilíbrio das nossas emoções.

Aqui mesmo no Ser Integral publicamos diversos artigos com dicas sobre alimentação, a importância da atividade física e florais. Dedique um tempinho a estes artigos e descobrirá coisas maravilhosas que um Suco Verde pode proporcionar, por exemplo, ou um floral como o Rescue Remedy pode trazer de alívio em momentos de desequilíbrio emocional.

Antes de encerrar, para manter o hábito de sempre compartilhar uma dica prática que pode acrescentar à sua vida diária e iniciar um movimento de transformação na direção da auto responsabilidade: são os alimentos/vegetais que contem fitoestrógenos. Os fitoestrógenos são um grupo de substâncias vegetais, que apesar de terem estruturas químicas diferentes do estrógeno, tem atuação muito semelhante. Ou seja, podem fazer uma reposição suave do estrogênio, um dos hormônios que declinam durante o Climatério. Anote algumas delas e comece a incluí-las em sua alimentação: erva doce ou funcho, linhaça, derivados da soja fermentada como o missô e o shoyu e inhame. Na alimentação diária eles poderão ser muito úteis para aliviar sintomas como ondas de calor (fogachos), secura vaginal, sudorese noturna entre outros desconfortos. Ah, e a dica mais importante, reduza o consumo de acúcar (qualquer açúcar – não de iluda com o açúcar mascavo) e se puder retire-o de sua alimentação. Esta atitude trará um ganho espetacular para sua saúde. É você no comando de sua vida.

Eu desejo a você uma semana iluminada e plena de amor e significado. Se gostou deste artigo, curta e Compartilhe nossa fanpage Ser Integral:  https://www.facebook.com/paginaserintegral/ . Seus amigos também poderão gostar e se beneficiar das informações que disponibilizamos aqui. Também pode cadastrar-se no nosso site e ganhar um lindo e-book com dicas para harmonizar seus ambientes através da Aromaterapia. Clique no link e confira: http://bit.ly/Seularemeequilibrio

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Um grande abraço e até o próximo post.

Para saber mais:

Hollis, James – A passagem do Meio – Ed Paullus