Perséfone, a deusa de dois mundos

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Com Perséfone encerramos a série de posts sobre as deusas vulneráveis. Vulneráveis porque personificam arquétipos que representam os papéis tradicionais das mulheres: esposa, mãe e filha. Como já dissemos no post que dedicamos a falar delas (se não viu confira no link  http://bit.ly/deusasSerIntegral) também são orientadas para o relacionamento, ou seja suas identidades e bem estar dependem de um relacionamento significativo. Expressam a necessidade de afiliação das mulheres.

A deusa Perséfone personifica dois aspectos: o da jovem filha de Deméter e o de rainha do Inferno. Contamos sobre seu mito no post anterior dedicado à sua mãe Deméter. Se ainda não viu, vale a pena conferir no link http://bit.ly/Demeter-SerIntegralSaude. Para entender Perséfone é necessário conhecer antes a mãe que ela tinha e foi fundamental na formação de sua personalidade.

Foi adorada dos dois modos, como a jovem Perséfone, deusa jovem, esbelta, bonita, associada com os símbolos de fertilidade: a romã, o milho, os grãos de modo geral e também com o narciso a flor que a atraiu. Como a rainha do Inferno Perséfone personificou a deusa experiente que reina sobre os mortos e guia os vivos que visitam o mundo das trevas.

Diferente de Hera e Deméter que representam padrões arquetípicos ligados aos fortes sentimentos instintivos da esposa e mãe, Perséfone como padrão de personalidade predispõe a mulher a ser complacente na ação e passiva na atitude. Ou seja, está sempre mais propensa a ser conduzida pelos outros do que para agir: característico das filhas jovens que ainda não amadureceram. Perséfone, a jovem, aliás permite à mulher parecer eternamente jovem.

As mulheres do tipo Perséfone, quando vivem apenas o lado jovem, podem permanecer assim pela maior parte de suas vidas. São livres para um relacionamento, para o trabalho ou para outros objetivos de vida, mesmo que estejam vivendo um relacionamento, tenham um emprego ou participem de um projeto. O que quer que estejam fazendo, não parece “que é para valer”. Sua atitude é a de uma eterna adolescente indecisa sobre quem ou o quê ela quer ser quando “crescer”, sempre à espera de que algo ou alguém transforme a sua vida.

A jovem Perséfone é familiar a muitas de nós  porque representa um estágio da vida, onde somos ou fomos jovens, a vida incerta mas cheia de possibilidades. Até ali nenhum outro arquétipo foi ativado para introduzir uma fase diferente. Nas estações da vida feminina, Perséfone representa a Primavera, simbolizando a juventude, vitalidade e potencial para novo crescimento. Ter o arquétipo de Perséfone ativado, predispõe a mulher permanecer receptiva à mudança e jovem de espírito durante toda a vida.

A receptividade do arquétipo de Perséfone é uma qualidade que muitas de nós precisamos cultivar. Especialmente se somos do tipo Atena ou Ártemis, que costumeiramente são focadas, sabem o que querem e agem para concretizar. Entretanto quando eventualmente enfrentam a falta de clareza sobre como e quando agir ou algum nível de incerteza, cultivar a habilidade de Perséfone para esperar que a situação mude ou seus sentimentos se tornem claros, pode ser muito valioso e útil.

Perséfone por sua natureza receptiva, tem as habilidades de ser franca e flexível, ou maleável quanto ao erro. Estes atributos também podem ser muito úteis às mulheres do tipo Deméter e Hera quando ficam presas nas suas expectativas (Hera) ou às suas convicções  de que sabem melhor (Deméter). A atitude receptiva, permite desenvolver primeiramente a generosidade consigo mesma, em lugar da impaciência ou auto crítica, especialmente quando se percebe estar num período de inatividade ou pouca criatividade. Compreender e aceitar – aprendendo com eles – que períodos de inatividade  podem ser benéficos intervalos que precedem uma onda de atividade e criatividade.

A mulher tipo Perséfone, tem em si a qualidade jovial, podendo parecer mais jovem do que é ou ter alguma coisa de “infantil” em sua personalidade, que pode atravessar a meia idade. Parece portadora de algo flexível, ajustável às circunstâncias ou às personalidades mais fortes. Este aspecto aparece no mito Deméter-Perséfone que falamos no post anterior, onde a mãe tratava a  filha como uma extensão dela mesma. Nesta caso a filha Perséfone não faz muito para contrariar ou contradizer a mãe, buscando corresponder-lhe às expectativas. Entretanto, de maneira ideal, a filha tipo Perséfone deveria ter pais que respeitassem seu jeito introvertido de ser,  que a seu tempo, no seu ritmo descobre o que é importante para ela. Proporcionariam a ela uma variedade de experiências, aguardando e respeitando suas escolhas. Esta atitude valorizaria sua introversão, aumentando sua auto estima e confiança em si mesma. A mãe Deméter muito intrusiva, tira da sua filha tipo Perséfone a oportunidade de colorir sua própria existência, deixando que as ansiedades, valores e opiniões de sua mãe influenciem demasiadamente suas próprias percepções.

Em seu relacionamento com os homens a mulher do tipo Perséfone, apresenta-se como mulher-criança, insegura e juvenil na atitude. Costuma atrair tres categorias de homens: os que são tão jovens e inexperientes quanto ela; “homens maduros”, atraídos pela sua inocência e fragilidade; e homens que não se sentem confortáveis com mulheres “amadurecidas”. Diferente de Hera, o casamento para as mulheres do tipo Perséfone não é seu objetivo de vida. É algo que “acontece”. Como no mito, torna-se “raptada”, quando um homem quer casar-se e a convence a dizer sim. Por ter uma natureza mais receptiva do que ativa, não são competitivas e atrevidas como Atena e Ártemis: os homens as escolhem e não vice-versa.

Viver como Perséfone significa ser a eterna jovem que não se compromete com nada ou ninguém, afinal definir escolhas, elimina outras possibilidades. Esse comportamento a deixa sem direção e entusiasmo. Todavia também abre muitos caminhos para o crescimento, por conta da sua natureza flexível. O desafio de Perséfone é aprender a estabelecer compromissos e viver de acordo com eles. Vencer a dificuldade de dizer sim e manter o compromisso sem fraquejar até o final. Satisfazer prazos de entrega, concluir a escola, chegar ao casamento, por de pé uma criança ou permanecer num emprego são todas tarefas difíceis para quem quer apenas brincar com a vida. O crescimento requer vencer a batalha da indecisão, lutando contra a inércia e a passividade, além da decisão de permanecer compromissada quando a escolha deixar de ser engraçada.

Para assumir compromissos, a mulher do tipo Perséfone deve lutar com a jovem que há nela, de modo que ao decidir casar-se seu SIM seja real e verdadeiro. Assumir seu casamento pode transformá-la gradualmente de eterna jovem em mulher amadurecida. Da mesma forma na carreira profissional, precisa também assumir o compromisso e permanecer nele, para seu crescimento pessoal e consequentemente ser bem sucedida.

A boa notícia para as mulheres do tipo Perséfone, como já dissemos antes, é que pode crescer em diversas direções diferentes. Por exemplo, quando desenvolve Afrodite – deusa do amor e da beleza –  entra em contato e aciona a sua própria sexualidade, na maioria das vezes introvertida ou dormente. Ou quando desenvolve sua afinidade arquetípica com Hécate – deusa da lua escura e das encruzilhadas – pode desenvolver a qualidade numinosa da sacerdotisa,  rainha e guia do Inferno, movimentando-se habilidosamente de um lado para o outro entre a realidade do mundo “real” baseada no ego e o inconsciente ou a realidade arquetípica da psique. Também pode servir como guia para os outros que “visitam” o Inferno em seus sonhos e fantasias, ou pode ajudar aqueles que foram “raptados” e perderam a ligação com a realidade. Quando a mulher do tipo Perséfone desce às suas próprias profundezas, explora o profundo reino do mundo arquetípico, e não teme voltar a reexaminar a experiência, ela pode ser a mediadora entre a realidade comum e a não comum. Quando consegue transmitir o que aprendeu, consegue tornar-se guia para os outros. É a mulher do tipo Perséfone que esteve no Inferno e de lá voltou, podendo ser também terapeuta-guia que pode ligar os outros com suas próprias profundezas (as deles), guiando-os para encontrar o significado simbólico e a compreensão daquilo que eles encontram lá.

Estudar Perséfone para escrever este texto foi maravilhoso. Perceber que em muitos momentos da minha vida esta deusa esteve presente tanto nos momentos difíceis da travessia da jovem para a rainha do próprio Inferno, quanto nos momentos em que precisei renascer, acionando todos os recursos que ela disponibiliza para cada uma de nós. Eu desejo que a energia da deusa Perséfone também seja útil a você e que possamos honrá-la em cada irmã que está vivenciando seu arquétipo em qualquer dos seus aspectos.

Finalmente, lembramos que o propósito do nosso site/blog é compartilhar informações úteis para que o seu Ser Integral floresça e cresça no caminho que escolher manifestar na vida, mas é também um espaço em que oferecemos os nossos serviços a todos os que querem aprofundar e fortalecer as mudanças. Visite nossa página de Atendimentos no https://serintegralsaude.wordpress.com/atendimentos/ conheça os auxílios terapêuticos que disponibilizamos ali. A EMF Balancing Technique por exemplo é uma técnica de reequilíbrio energético para aqueles momentos em que a vida parece estagnada e não sabemos qual o caminho a seguir. A Geobiologia Espiritual, limpa, harmoniza e remove obstáculos ao fluxo natural da prosperidade e do viver em liberdade. O Reiki, harmoniza, equilibra, pacifica o coração e a mente. E tem mais… a Fitoenergética e os Florais de Bach que promovem equilíbrio e cura do corpo físico, mental e emocional através das plantas e das flores, de forma suave e segura. E o que eu particularmente acho muito bom, você não precisa se deslocar da sua casa, do seu ambiente para receber os benefícios de todas estas técnicas. Tudo é feito à distância, em dia e hora previamente combinados. Milhares de pessoas já se beneficiaram do meu trabalho com as Terapias Energéticas à distância. Tem dúvidas? Entre em contato comigo no email rmarrie@gmail.com, terei muito prazer em esclarecer. Esta é a minha missão que faço com todo Amor de que sou capaz.

Um grande abraço e toda luz! E lembre-se de curtir e compartilhar tanto este post quanto a nossa fanpage Ser Integral, muitas pessoas podem se beneficiar. Você também pode cadastrar-se aqui no site Ser Integral Saúde e receber os nossos textos semanais, em primeira mão.

Para saber mais:

BOLEN S. Jean – As Deusas e a Mulher – nova psicologia das mulheres.

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