Descobrindo a Deusa III

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Curiosa para conhecer a última deusa desta série de artigos sobre as Deusas Virgens?

Hoje vamos compartilhar um pouco do pensamento e pesquisa da dra Jean Shinoda Bolen em seu livro “As Deusas e a Mulher”, sobre a deusa virgem Atena.

É importante ressaltar que nas muitas fases que nós mulheres passamos na vida, em cada uma delas podemos a ter a nossa própria deusa ou deusas influentes. Por esta razão é tão importante, a auto observação que produz auto conhecimento e auxilia no reconhecimento dos padrões arquetípicos das deusas que foram mais importantes em nossa vida ou que estão predominando no agora. Saber quem somos, onde estamos e onde queremos chegar, pode ser muito transformador nas nossas vidas. As deusas podem nos ajudar. Vamos lá, conhecer um pouco mais de Atena?

Atena era a deusa grega da sabedoria e das artes. Assim como Ártemis e Héstia, que falamos nos dois textos anteriores (não leu ainda? aqui está o link: http://bit.ly/descobrindoasuadeusaII  e http://bit.ly/descobrindo-a-sua-deusa) era uma deusa virgem, dedicada à castidade e ao celibato. Majestosa, bonita, deusa guerreira, protetora dos seus heróis escolhidos e de sua cidade homônima: Atenas.

As mulheres cujo arquétipo dominante é a deusa Atena, são voltadas para as atividades de planejamento e execução que requerem pensamento intencional e racional. Deusa da sabedoria Atena era reconhecida por suas estratégias vitoriosas e soluções práticas. As mulheres que estão vivenciando seu arquétipo tem  mente lógica e são governadas mais pela razão do que pelo coração. Conseguem pensar bem, manter a calma quando as coisas se desarranjam emocionalmente e ainda desenvolver boas táticas para solucionar os conflitos.

O arquétipo de Atena pode ser muito útil e funcionar como um aliado para outras deusas, pela sua capacidade de examinar, avaliar as situações e definir a melhor estratégia a ser adotada. No meio de uma tempestade emocional, por exemplo, se a mulher puder invocar Atena como um arquétipo em si mesma, a racionalidade a auxiliará a orientar-se e achar a luz ou solução para a dificuldade.

Assim como Ártemis e Héstia, Atena é motivada por suas próprias prioridades, evitando envolvimentos emocionais que prejudiquem seus objetivos pessoais e principalmente os profissionais.

De acordo com o mito a deusa Atena nasceu adulta da cabeça do seu pai Zeus – o pai de todos os deuses do Olimpo – sendo considerada a “filha do pai”. Enquanto arquétipo da “filha do pai” Atena representa a mulher que tende naturalmente aos homens poderosos, que tem autoridade, responsabilidade e poder. Atena predispõe as mulheres a buscar relacionamentos de mentoras com homens decididos e bem sucedidos que compartilham de seus interesses e de modos semelhantes de olhar e entender as coisas. Atena tem pouca compaixão pelos mal sucedidos, oprimidos ou rebeldes.

Se você está precisando das qualidades de Atena na sua vida, pode cultivar este arquétipo através da educação ou trabalho. A educação requer o desenvolvimento das qualidades de Atena. Levar os estudos a sério, ajuda a desenvolver hábitos disciplinadores. Com o trabalho é a mesma coisa. Adotar o “profissionalismo”como regra, implica tornar-se objetiva, impessoal e habilidosa. Toda instrução estimula o desenvolvimento deste arquétipo. Quer aprender fatos objetivos, pensar claramente, preparar-se para exames e testes? Evoque Atena.

As mulheres tipo Atena planejam para o futuro, seja na escolha das faculdades que desejam frequentar quanto na dedicação ao trabalho para alcançar os objetivos que determina. No mundo do poder e da realização utiliza-se de estratégias e pensamento lógico, aceitando a realidade como se apresenta e a ela se adaptando. As mulheres do tipo Atena não brincam de Cinderela e não esperam pelo príncipe encantado que virá salvá-las pelo casamento. Entretanto se optarem pelo casamento, tornam-se administradoras eficientes. Planeja e monta um sistema doméstico eficiente onde consegue viver dentro do orçamento, empregando bem os recursos financeiros de que dispõe.

Ao contrario de Ártemis, a mulher tipo Atena, em geral tem falta de amigas íntimas, até pela falta de afinidade que sente em relação aos papéis femininos tradicionais ou com as feministas, que em tese poderia se assemelhar. No seu relacionamento com os homens somente os heróis tem vez. São impacientes com os sonhadores e não simpatizam com os homens que tem compaixão em demasia na hora de agir decisivamente. Valorizam os homens que vão atrás do que elas querem, são fortes e possuem muitos recursos.

Tipicamente, ela não é uma uma mulher sensual ou “sexy”, nem atraída pelo flerte ou romantismo. Gosta mais dos homens como amigos ou mentores, do que como amantes. Entretanto se resolver ser sexualmente ativa, aprende habilidosamente como fazer amor. Tudo vai depender do contrato que assumir com seu parceiro (a). Tratará da sua sexualidade da mesma forma que das suas outras funções corporais – alguma coisa que precisa ser feita regularmente e que é bom para ela. O casamento para uma mulher do tipo Atena está mais para uma parceria amistosa do que uma união apaixonada. É praticamente impermeável ao ciúme sexual. Vê seu casamento como uma associação mútua vantajosa, dá e espera lealdade. Confia na qualidade da estrutura do seu casamento e por isso acha difícil que venha abalada ou substituída por uma atração passageira.

A mulher tipo Atena cria seus filhos para o mundo e não vê a hora de que cheguem à idade onde poderá falar com eles de igual para igual fazer projetos e ir com eles para ver o que há para ser visto. Entretanto tem dificuldade para lidar com os filhos(as) que são diferentes dela ou seja mais tocados pelos sentimentos do que pela sua maneira racional e lógica de abordar a vida.

Na meia idade e na velhice, mudam muito pouco porque permanecem pela vida afora ativas, práticas, colocando a mão na massa, seja no lar, no trabalho ou como voluntárias na comunidade. Quando os filhos crescem e saem de casa, a mulher do tipo Atenas não lamenta o ninho vazio. Comemora o tempo a mais que ganha para se dedicar aos seus novos projetos, estudos ou trabalhos que aprecia. Mantém relações afáveis com os filhos porque sempre os encorajou a serem independentes e auto suficientes. Nunca foi intrusa, nem encorajou a dependência. Usualmente seus filhos e netos a respeitam e gostam dela. Embora não seja muito dada a exteriorizações de seus sentimentos, mantém o contato familiar, a comunicação e as comemorações familiares tradicionais.

O desafio das mulheres do tipo Atena é desenvolver outros aspectos de si mesma. Afinal viver como Atena, significa viver inteligentemente e agir premeditadamente no mundo, o que muitas vezes pode representar uma unilateralidade racional que a desliga de toda cadeia e intensidade da emoção humana. Movida pela racionalidade, a mulher do tipo Atena perde a experiência de realizar-se na íntegra quanto ao seu corpo. Sabe pouco sobre sensualidade. Se mantém acima do nível instintivo e portanto não vivencia e aprende com força dos instintos maternais, sexuais ou procriativos.

Você deve estar se perguntando e agora que eu me identifiquei com alguns aspectos de Atena ou conheço alguém que eu gosto muito e tem estas características? O que podemos fazer para utilizar este conhecimento e crescer além dos limites deste arquétipo? O conhecimento das deusas permite ultrapassar as limitações que cada um delas tem, através do cultivo das múltiplas possibilidades que elas também nos apresentam. No caso de Atenas, existem diversos caminhos a considerar:

Voltar-se para o interior, usando sua habilidade inata para as artes: tecelagem, cerâmica, pintura, música, costura etc… na verdade qualquer artesanato possibilita a mulher do tipo Atena um equilíbrio interior do enfoque exterior;

Recuperar a criança: a deusa Atena nasceu adulta da cabeça do pai (lembra-se do mito?) Desde que se conhece por gente sua lembrança é a de “desvendar mistérios”ou ser “esperta a respeito de tudo”. Todavia uma menina verbal com a mente prática muitas vezes perde áreas totais de experiências subjetivas que podem fazer falta na idade adulta ou que ela pode querer vivenciar. Recuperar a criança significa descobrir em si própria a criança que nunca foi e assim poder se encantar ou ficar confusa com alguma coisa nova;

Descobrir a mãe: na mitologia a deusa Atena era uma filha sem mãe, identificava-se com seu pai e tinha muito orgulho de suas realizações. É útil para a mulher do tipo Atena conhecer e aprender sobre os valores femininos matriarcais que precederam o patriarcado – que prevalece até hoje. Começará a se ver, a ver a própria mãe e às outras mulheres de modo diferente. Esta atitude poderá ser decisivo para um ganho na qualidade dos seus relacionamentos.

Eu desejo de todo coração que este passeio pelo Olimpo no território das deusas virgens tenha despertado em você o desejo de aprofundamento do seu auto conhecimento. As possibilidades são inúmeras. Aqui mesmo no Ser Integral oferecemos algumas muito eficazes. Visite a nossa página e agende o seu atendimento.

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Um grande abraço e uma semana abençoada e plena de significado e propósito.

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4 comentários em “Descobrindo a Deusa III

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    1. Olá Gelocy, gratidão por sua participação.
      É assim mesmo, existem vários tipos de identificação. Algumas totais, outras parciais… o importante é esta auto observação que traz percepção de quem somos, onde estamos e sobretudo nos orienta para onde queremos ir.
      Interessante que ao longo da vida vamos nos identificando com a maioria delas.
      Esta semana vou falar sobre Chakra Cardíaco, mas vou voltar ao tema das Deusas. Ficarei muito feliz se você continuar conosco, porque o conhecimento das Deusas, pode nos ajudar muito a nos manter equilibradas. Todas trazem aspectos importantes da vida feminina.
      Grande abraço e toda luz!

      Curtir

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