Descobrindo a sua Deusa II

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Olá pessoal, estou muito feliz de retomar este assunto com vocês e como prometi no post passado (se você não leu ainda, aqui está o link…http://bit.ly/descobrindo-a-sua-deusa) vamos compartilhar um pouco mais da deusa virgem Héstia e em seguida vamos iniciar com as outras duas deusas virgens Ártemis e Atenas.

Aqui no Ser Integral entendemos que a prática produz os melhores resultado.  Experienciar é transformar-se. Conhecer as deusas é o primeiro passo para nossa expansão de consciência e entendimento de quem somos. A partir do conhecimento das características de cada uma delas, seremos capazes de ativar sua força em nós, através do desenvolvimento de ações ou de invocações da força particular de cada uma.

Para ativar e reforçar Héstia, por exemplo, praticar a meditação pode resultar num sentimento de calma e centramento para empreender sua rotina diária. Outra dica é invocá-la, fazendo um esforço consciente para ver, sentir ou compreender sua presença – imaginação criativa – e depois solicitar sua força particular dizendo: “Héstia honre-me com sua presença, traga-me paz e serenidade”. Ela é um arquétipo de centralização interior. Aquele “ponto tranquilo” que permite à mulher permanecer em equilíbrio no meio da confusão, desordem ou afobação. Héstia pode ser encontrada na calma solidão e sentimento de ordem que advém da manutenção contemplativa da própria casa.

Se você não é uma mulher do tipo Héstia, experimente passar um tempo com ela, acessando o seu aspecto interior quieto, centrado em si mesma. O desafio é conquistar e achar este espaço, porque em geral estarão tão envolvidas com as necessidades dos outros, sem tempo para um momento só seu, na paz do seu Ser Interno.

Outras características das mulheres tipo Héstia: não apreciam a competição no trabalho, podendo destacar-se em profissões cujos atributo sejam a calma e a paciência. Não aprecia conversa fiada, nem discussões intelectuais e políticas. Seu dom é ouvir com o coração compassivo, proporcionando aos que lhe trazem problemas, um lugar caloroso ao lado de sua lareira. A sexualidade não é muito importante para ela, em geral apreciam o sexo quando acontece e ficam tranquilas na sua ausência. No casamento, embora às vezes pareça dependente, permanece centrada em si mesma e mantém sua autonomia interior. Não precisa de um homem para sentir-se emocionalmente completa. Sua vida sem ele não perderia seu significado ou propósito.

Héstia tem a capacidade de envelhecer graciosamente, porque já traz em si alguma coisa “antiga e sábia”. Sente-se bem vivendo sozinha e consegue atravessar com serenidade as duas maiores crises emocionais que as mulheres costumam enfrentar: o ninho vazio e a viuvez. O maior desafio de Héstia é quando tem que enfrentar o mundo exterior e não se preparou ao longo da vida.

Você se identificou com a deusa Héstia? Qual o sentimento que esta identificação te traz?

Compartilhe conosco. Outras mulheres poderão beneficiar-se da sua experiência. Pesquise e aprenda mais sobre ela e seja cada vez mais feliz sendo você mesma. Única!

Agora vamos conhecer um pouco de Ártemis e Atenas, as outras duas deusas virgens, cujas qualidades são exemplificadas por mulheres que seguem suas próprias inclinações para se tornarem profissionais competitivas, feministas ativas. Em geral para desenvolverem seus talentos e focarem na busca do seu valor pessoal, elas evitam o desempenho dos papéis tradicionais das mulheres: esposa e mãe por exemplo.

Ártemis, conhecida como Diana pelos romanos, era a deusa da caça e da lua. Personifica o espírito feminino independente e seu arquétipo possibilita a uma mulher procurar seus próprios objetivos onde quer que deseje. Como deusa virgem era imune a apaixonar-se e seu arquétipo representa um sentido de integridade, uma-em-si-mesma.

Você se identifica com a atitude de “sei cuidar de mim”? Atitude que lhe permite agir por conta própria, com auto confiança e espírito independente? Esse arquétipo possibilita à mulher sentir-se completa sem um homem, podendo sair buscando seus interesses e trabalhos que sejam significativos para si mesma, sem precisar da aprovação masculina. Sua identidade e senso de valor fundamentam-se sobre quem ela É e faz.

Ártemis representa as qualidade idealizadas pelo movimento feminista – empreendimento e competência, independência dos homens e das opiniões masculinas e unidas na defesa dos atormentados, mulheres fracas e jovens. Suas preocupações conduzem as mulheres a se organizarem na defesa de pessoas estupradas, às mulheres sexualmente hostilizadas e refúgio para as mulheres maltratadas. Também enfatizam o parto cuidadoso, preocupando-se com o incesto e a pornografia, motivadas pelo desejo de evitar o mal às mulheres e crianças, punindo aqueles que praticam tais danos. Ártemis representa a grande irmã de todas as mulheres.

No trabalho Ártemis é movida por ideais, causas em que acredita ou coisas que experimentou gostou e acha que também podem ser boas e úteis para os demais. Considera a amizade com as outras mulheres muito importante. Costuma ter e cultivar as “melhores amigas” com as quais compartilham tudo que é significativo em suas vidas, cujas amizades eventualmente podem durar décadas e até uma vida inteira.

As mulheres orientadas pelo arquétipo da deusa Ártemis consideram que os relacionamentos tem importância secundária ao trabalho, carreira, projetos criativos ou causas que consideram fundamentais. Sexo, portanto, é muitas vezes vivenciado como um esporte recreativo ou uma experiência física de intimidade emocional e compromisso. Daí que o casamento, está muitas vezes distante do seu propósito de vida, especialmente nos primeiros anos de vida que está envolvida e ocupando seu tempo com o trabalho e as causas. Muitas delas hoje preferem viver com um homem do que se casar com ele. Tem pouca ou nenhuma vocação para ser mãe, mas gosta de crianças. Quando tem seus filhos, é um tipo de mãe que encoraja seus filhos à independência e a se defenderem sozinhos. Não olham para trás com saudades do seus filhos pequenos e indefesos. Pelo contrário olham para frente, para o momento em que serão independentes.

O desafio das mulheres do tipo Ártemis é vencer e equilibrar a distância emocional que lhe é característica: está sempre tão concentrada e atenta aos seus próprios objetivos que falha em não notar os sentimentos dos que estão ao seu redor. Em consequência desta falta de atenção, os que estão ao redor e se interessam por ela, sentem-se insignificantes e excluídos e muitas vezes magoados e com raiva. Precisa, então, desenvolver a compaixão e a empatia (capacidade de colocar-se no lugar do outro). Isto costuma acontecer, naturalmente, com a maturidade. A experiência que a vida proporciona  – através de sofrimentos, julgamentos e fracassos que sempre ocorrem em algum momento da nossa trajetória – e dos quais a mulher do tipo Ártemis também não escapa, acaba por ensiná-la a se tornar mais vulnerável e compreensiva. É o tempo em que descobre que as pessoas e as coisas são mais complexas do que parecem; perdoa a si própria e aos outros por cometer tanto erros como acertos. Essa compreensão produz misericórdia em seu coração.

Se você se identificou com o arquétipo da deusa Ártemis não deixe que a competição e a jornada focada para atingir seus objetivos a impeçam de deixar brotar os sentimentos de amor e compaixão. É muito importante fazer paradas para refletir sobre a trajetória que está percorrendo e para onde ela conduz. Afinal como dizia o mestre Castaneda:

“Um caminho é só um caminho, e não há desrespeito a si ou aos outros em abandoná-lo, se é isto que o coração nos diz…

Examine cada caminho com muito cuidado e deliberação.

Tente-o muitas vezes, tanto quanto julgar necessário.

Só então pergunte a você mesmo, sozinho, uma coisa…

Este caminho tem coração?

Se tem, o caminho é bom,

se não tem, ele não lhe serve.

Um caminho é só um caminho.

Carlos Castaneda

Na próxima semana encerramos esta etapa com as deusas virgens quando falaremos sobre o arquétipo da deusa Atenas, a deusa da Sabedoria, das Artes que dominava as estratégias com maestria.

Você está gostando de saber como a energia das deusas nos influencia ainda hoje? Então curta, compartilhe nossos posts na fanpage Ser Integral. Ajude a divulgar estes conteúdos que podem fazer diferença na vida de outras mulheres, que neste momento estão se sentindo como “ovelhas negras”, num mundo patriarcal e machista que discrimina os que fogem dos estereótipo.

Um grande abraço, uma semana iluminada e plena de significado. Nos vemos no próximo post.

Fonte:

As deusas e a mulher – Jean S Bolen – Ed Paulus

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