Ritos de Passagem Femininos III

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Olá pessoal, como prometi vamos compartilhar mais algumas informações sobre este Rito de Passagem Feminino tão importante em nossa vida: o Climatério e a Menopausa. Se você não leu os dois posts anteriores, vale a pena conferir, aqui mesmo no blog Ser Integral.

A Menopausa ou última menstruação, também considerada a passagem do meio , é uma experiência que pode ser comparada a acordar de noite e descobrir que estamos sozinhos, balançando num navio, sem nenhum porto à vista. As únicas opções disponíveis, seriam voltar a dormir, pular do navio ou agarrar o leme e seguir viagem. Agarrar o leme é assumir a responsabilidade pela jornada, por mais assustadora que ela possa ser, por mais solitária ou injusta que possa parecer. Não agarrar o leme é permanecer preso a antigas atitudes e estratégias, que daqui pra frente vão perdendo sua eficácia e já não respondem às novas necessidades. É chegado o momento de morrer para o velho Eu para que o novo possa nascer.  Ou seja, é a  grande oportunidade de vivermos com maior honestidade e integridade, porque mesmo rodeados por outras pessoas – companheiros ou não –  sabemos que estamos sozinhos iniciando a jornada da Alma.

A nossa proposta então é fugir dos mitos e crenças da nossa cultura ocidental como:

Menopausa como término dos atributos femininos: o término do poder reprodutivo também decreta o término do poder de se considerar uma mulher sexualmente desejável, atraente, bonita, capaz de suscitar paixão e encantar-se pela vida;

Menopausa e a imposição de novos limites – é quando a norma social dispõe sobre o que a mulher deve ou não deve se comportar nesta idade e sobre o que ela deve ou não deve mais ser, fazer ou querer;

Menopausa e culpa – “cada mulher tem a menopausa que merece”, “só sofre na menopausa a mulher que não se realizou sexualmente” e outras coisas do gênero, depreciativas e humilhantes, além de cruéis;

Velhice e desvalorização social – Se ser velho é ruim, é não ter oportunidades de trabalho, é ser feio, gasto, desnecessário, desrespeitado e indesejado. Como não ter medo de envelhecer?

Essas são algumas das crenças e mitos, que em conjunto, trazem muito sofrimento para este momento de passagem feminino. É necessário construir novas crenças e valores que permitam:

– acreditar no poder de Ser o sujeito ativo de sua própria história;

– acreditar na possibilidade de criar modelos alternativos de comportamento sexual, moral, familiar e social  de modo a acomodar dignamente a nova geração da terceira idade, aproveitando todo seu potencial de conhecimento, experiência e sabedoria;

– o direito ao prazer, podendo experienciar uma sexualidade plena e livre de amarras e pré-conceitos;

– a possibilidade de libertação de suas amarras internas e externas, para vivenciar plenamente o próprio Ser.

O desafio é grande, e não há promessa de facilidades, mas a certeza de que este é o caminho que abre portas e janelas para uma maturidade alicerçada no auto conhecimento e amor por si mesma.

Para Osho, o filósofo e místico indiano, falecido em janeiro de 1990 “Aqueles que conhecem o segredo do amor sabem o maior segredo da vida. Então, não há miséria para eles, não há velhice, nem morte. Claro que o corpo vai se tornar velho e vai morrer, mas o amor lhe mostra a verdade, que você não é o corpo. Você é pura consciência, você não nasceu, nem morreu. E viver no estado de pura consciência, é viver sintonizado com a vida. Felicidade é o resultado do viver em sintonia com a vida”.

Viver no estado de consciência é principalmente assumir a responsabilidade pela própria vida. Esta responsabilidade, inclui a capacidade de fazer escolhas sábias e únicas que respeitem a sua individualidade. Isso inclui a necessidade de você discutir com seu médico a melhor alternativa  para lidar com o seu Climatério. Lembrar-se que que a medicina alopata Ocidental não é a única filosofia existente sobre saúde, nem a única fonte de alívio para sintomas que afetam mulheres nesta fase de suas vidas.  Vários trabalhos já foram publicados sobre modos alternativos e complementares de promover o bem estar nesta fase da vida. Entre elas destaco a Acupuntura, Homeopatia e a Fitoterapia com diversas plantas medicinais (Fitohormônios) estudadas e testadas para substituir os hormônios sintéticos.

Aqui eu vou “puxar a brasa para minha sardinha”: como Especialista em Plantas Medicinais eu posso afirmar que os Fitohormônios além de ser uma alternativa muito viável para tratar os sintomas do climatério, também podem promover uma profilaxia de outras sintomas clínicos que surgem com a meia idade, tais como: problemas digestivos (constipação, má absorção), aumento de colesterol e da glicemia entre outros.

A dica prática de hoje é em forma de alerta. Fitohormônios são um grupo de compostos encontrados em diversos vegetais, cuja estrutura química é semelhante aos hormônios endógenos (que se originam no interior do nosso próprio organismo) estrogênio e progesterona. Por sua atuação mais suave que os hormônios sintéticos, são considerados muito seguros em sua administração. Mas… somente devem ser receitados ou indicados por profissional médico ou especialista na área de Fitoterapia. O fato de serem extraídos de plantas (naturais) não os isenta de riscos e contra indicações. É necessário respeitar a norma: entre o remédio e o veneno, a diferença está na dose.

De qualquer modo, sem medo de errar você já pode começar com os derivados da soja (tofu, shoyu, missô) e com a linhaça. A soja é rica em isoflavonas e a linhaça em lignanas. Ambos considerados fitohormônios de primeira grandeza no tratamento e prevenção dos sintomas do climatério e da menopausa.

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Um grande abraço e uma semana iluminada!

Para saber mais:

Hollis, James – A passagem do meio – Ed Paullus, 2004

Ciornai Selma – Da Contracultura à Menopausa – Vivências e Mitos da Paisagem –  Ed Oficina de textos, 1999.

Alves L. Décio e Célia Regina da Silva – Fitohormônios – Abirdagem Natural da Terapia Hormonal – Ed Atheneu, 2002.

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