Entre na paisagem

16-03-30_natureza

Estou em Melboune, Austrália, considerada (pelo quinto ano consecutivo) a cidade com melhor qualidade de vida no mundo, segundo dados do ano de 2015. Para estabelecer este ranking os órgãos que avaliam as 140 cidades do estudo, levaram em conta mais de 30 critérios divididos em cinco categorias: estabilidade, saúde, cultura e meio ambiente, educação e infraestrutura.

Meu tempo de férias aqui é curto, logo não conseguirei avaliar todos os itens listados, mas foi fácil observar que Melbourne é uma cidade bonita, alegre, colorida, multicultural, limpa, bem cuidada e cheia de parques lindos e de fácil acesso, bem ao lado do burburinho do centro da cidade, por exemplo.

Mistura de moderno e antigo em seu prédios, tem um charme especial na presença do rioYarra com suas águas tranquilas lembrando que nada é perene. Tudo está mudando continuamente, mas o rio continua majestoso e sereno seguindo seu curso, como a vida. Lembrando a impermanência de todas as coisas, o caráter passageiro de nossa existência. Pude fazer esta observação muitas vezes, juntamente com um sem número de pessoas. Algumas apressadas correndo para algum lugar (trabalho, compromissos?!) outras querendo eternizar o momento em fotografias. Outras tantas como eu, apenas observando…

Mas o meu tema de hoje é o que mais me chamou atenção em Melbourne: a disposição das pessoas para fazer coisas ao ar livre! Durante o dia os imensos parques tem centenas de pessoas correndo, caminhando, sentadas na grama, lendo, levando crianças para tomar sol e brincar. O rio sempre tem dezenas de praticante de remo. Gente de todas as idades. E os ciclistas estão por toda parte.

Dia de sol há uma explosão de pessoas saindo de casa para os parques. Artistas de rua espalhados por todas os cantos apresentando os mais diversos ofícios, juntando gente para ver e se divertir. Dias nublados um sem número de pessoas continua aproveitando a natureza.

Final de tarde, quando a maioria sai do trabalho às 5 da tarde, enchem as margens do rio para deitar e dormir um pouco na grama, ler ou ouvir música. Muitos aproveitam e preparam o jantar ali mesmo nas churrasqueiras elétricas públicas, vendo o sol se por e confraternizando com os amigos. Fazem jogos, tocam instrumentos e cantam celebrando o fim do dia. Reúnem-se na praça do Federation Saquare (um fabuloso complexo cultural) para dançar e fazem-no de forma graciosa e feliz! Ali também assistem jogos esportivos no telão da praça noite adentro.

Melbourne é uma cidade próspera, mas na minha opinião sua maior riqueza está no fato de que a maioria do seus habitantes faz um caminho de busca da felicidade por caminhos simples, aproveitando o que a cidade oferece. A cidade vibra nesta energia do contato com a natureza. A arte está em todo lugar, seja nas fachadas dos edifícios, monumentos, como nas manifestações culturais de rua, teatros, cinemas etc…

Há algum tempo escrevi neste blog sobre outra observação que fiz num outro país rico, cujos bancos estavam sempre vazios, a despeito de uma linda natureza ao redor. Ou seja as pessoas, com condições bem semelhantes, não tinham a mesma disposição para criar hábitos de vida ao ar livre.

Proponho a reflexão: o que nasce primeiro, a qualidade de vida ou a disposição para viver a vida com qualidade?

Eu convido você a avaliar a  sua vida, a qualidade da sua vida e observar quanto do seu tempo gasta com atividades ao ar livre. Há quanto tempo não faz um picnique, não senta no banco da praça ou faz uma caminhada junto a natureza?

A natureza é um elemento curativo e restaurador e está a nossa disposição. É preciso que tenhamos a disposição para a ser a mudança que queremos ver em nosso bairro, cidade e país, de modo que possamos aproveitar nossas praças e jardins com a segurança que merecemos e desejamos.

Atualmente eu moro no estado de Santa Catarina. Fiz esta opção porque, a despeito das suas dificuldades com a preservação da natureza, o povo catarinense luta para manter viva a natureza do seu estado. Também lá o povo ama a vida ao ar livre, curte o mato, a cachoeira e o mar. A energia é maravilhosa!

A dica de hoje é muito simples. Pode não ser fácil, se você – por exemplo – acha que não tem tempo… que o parque da sua cidade é longe ou que a praça do seu bairro está mal cuidada. Eu apenas posso dizer para cada um destes argumentos, experimente! A sua saúde física, mental e espiritual vai mudar de um jeito especial e muito melhor.

Finalizo deixando com você a reflexão do escritor, doutor em filosofia e psicologia  Jean Ives Leloup: “Entrar em um caminho de transformação, não é estar à procura do fantástico ou do extraordinário, mas é aprender a fazer de maneira grande, as coisas pequenas.”

Desejo uma semana abençoada plena de novos significados. Aproveite a energia transformadora da Páscoa para renovar sua vida e seu caminho com a energia Verde da Natureza.

Shalom!

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