Transformando-se

15-02-menopausa 

Nas últimas semanas compartilhamos informações sobre o tema Climatério e Menopausa. Nosso objetivo foi e continua sendo promover e provocar reflexão para que possamos viver este momento de forma mais serena e equilibrada.

Escrevo para todas as mulheres que já estão vivendo este período e para as que estão à caminho nos próximos meses ou anos seguintes, porque a vida sempre vai seguir seus ciclos.

Nos post anteriores comentamos sobre os vários períodos que caracterizam o Climatério. Trouxemos informação e reflexão até a fase cronológica que se estende dos 42 aos 49 anos. Hoje vamos estender a reflexão para o período dos 56 aos 63 anos, considerada a fase de mais introspecção, quando as forças se retiram dos órgãos dos sentidos e do cérebro. A visão e a audição se tornam mais fracas; o olfato e o paladar também se alteram e a memória começa a ficar ainda mais fraca. Daí a importância de buscar, além dos exercícios físicos para manter os músculos e ossos com saúde, exercícios mentais para manter a capacidade intelectual viva e ativa. Muito interessante pensar em aprender línguas, tocar um instrumento musical ou estudar uma nova filosofia de vida.

Segundo Burkhard, esta fase pode ser denominada ‘mística’, quando os órgãos dos sentidos (visão, audição, paladar, olfato e tato) começam a se ‘fechar’ e somos quase obrigados a vivenciar mais profundamente nosso mundo interior. Toda espiritualidade do Eu está mergulhada no corpo, que começa então a irradiar essa luz espiritual. Se mergulhar em si mesma, a pessoa poderá tirar daí sua Criatividade. Se você está vivendo esta fase ou está ao lado da sua mãe e até sua avó, compartilhe com elas esta visão que abre janelas de crescimento e evolução.

É chegado o momento de aproveitar a janela da Criatividade para fazer coisas diferentes do conhecido até aqui: um novo aprendizado, um novo auto desenvolvimento, afinal tudo que se aprende de novo, gera novas forças  e mobiliza potenciais internos ainda não utilizados. A proposta é aproveitar estas possibilidades!

Como todas as fases da vida, a fase dos 56 aos 63 anos também encerra um grande preparo para as fases seguintes da vida. E aqui é importante refletir sobre algumas mudanças que são necessárias neste momento. Uma delas e talvez a mais importante é ‘enxugar a bagagem’, tornando-a o mais leve possível. Da mesma forma que para as árvores se desenvolverem é necessário a poda dos galhos secos, nesta fase da vida isto é imperioso. Nesta bagagem incluem-se podar relacionamentos que já deram tudo que tinham para dar, a impaciência com o ritmo dos outros ou até a dificuldade de dizer ‘não’. O que você precisa podar neste momento? Faça este exercício, listando no papel ou mesmo desenhando uma árvore simbolizando sua vida e a poda que necessita fazer.

Com a bagagem adequada, aproveitando o momento para criar o novo, eu convido você para assumir este momento tão intenso e contraditório de nossas vidas -de tantas conquistas e perdas -como um desafio a ser enfrentado e superado com sua força e do melhor jeito que você puder. Claro que este jeito vai mudar de mulher para mulher. Dependerá muito de quem você tem sido até aqui, mas principalmente de quem você deseja Ser daqui para frente. O importante é você saber que é ilusório pensar que todo o processo do Climatério se resolve ou se enfrenta unicamente com reposição hormonal, como querem alguns. Pensar assim significaria aceitar uma visão fragmentada de corpo e psiquismo, negando a possibilidade de constituirmos ativamente nossa identidade. Melhor dizendo, dando a ilusão de que tudo se resumiria ao processo do corpo, sem levar em conta a própria construção histórica de cada uma de nós.

Neste momento você pode estar afogada nos sintomas e talvez quem sabe, achando muito difícil fazer estas reflexões, mas eu insisto, tenha uma atitude positiva diante das mudanças que o Climatério nos impõe, participe de grupos de apoio onde possa ser ouvida e compartilhar suas conquistas e dificuldades. Aproveite este tempo novo para pensar mais em si mesma. Agora a opinião alheia tem menos peso e podemos prescindir dela, especialmente quando não nos acrescenta nada. Cultive o auto amor e a compaixão por si mesma e seus processos de evolução e crescimento.

Para finalizar lembre-se de cultivar relações afetivo-sexuais prazerosas que além de relaxar, ativam e fortalecem seu sistema imunológico, dando colorido à sua vida. Encare o desafio de romper com os pré-conceitos de falência da sexualidade depois da fase reprodutiva. Foque na qualidade e não mais na quantidade e comece a fazer desaparecer os sintomas de baixa libido – queixa comum nesta época da vida.

Até aqui falamos do Climatério abrangendo seus aspectos mais profundos e transformadores. Nos próximos post vamos compartilhar dicas práticas dentro da minha abordagem como Naturóloga. O que você gostaria de ver aqui?

Grande abraço e muita luz para o seu caminhar! Nos vemos no próximo post.

Fonte: Tomar a vida nas próprias mãos – Gudrun Burkhard

Sintomas psicológicos e psicogênicos – Kahale e Esper in Menopausa o que você precisa saber – Lima e Botogoski

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