Ciclos Femininos II

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Como prometemos no último post vamos continuar com o tema Climatério e Menopausa, até porque com o aumento da longevidade, o período que nós mulheres passamos nesta fase é cada vez mais longo. Atualmente, em torno de 30 anos! Ou seja, como dizia minha avó: “temos muito pano para manga”…

De acordo com a Prof Dra da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Sonia Ma. Rolim Rosa Lima a melhor definição para o Climatério é a que o compreende como a fase de evolução do organismo da mulher em que seu organismo, até então direcionado para gerar vida, dirige-se livremente a outros fins, possibilitando que ela desenvolva todas as suas potencialidades. E convenhamos minhas queridas, que isso abre um imenso leque de possibilidades! Vamos aproveitá-las?

Esta é a proposta de hoje, descobrimos juntas como evoluir neste período que às vezes começa tão tumultuado, entre fogachos, insônia, irritação, alteração de humor e às vezes até depressão.

Sobre a Menopausa, vamos apenas relembrar o que já dissemos no primeiro post: é um ponto no tempo, isto é a data da última menstruação na nossa vida. Ou seja a menopausa natural é diagnosticada quando houver a ocorrência de doze meses consecutivos sem a descida do fluxo. Representa a parada definitiva da menstruação, resultante da perda da atividade folicular ovariana. É considerada prematura quando acontece antes dos 40 anos, e tardia após os 55 anos.

O Climatério entretanto, compreende o período que antecede a Menopausa e começa para a maioria das mulheres a partir dos 40 anos quando os ovários começam a diminuir de tamanho e ocorrem variações hormonais, de acordo com a carga genética própria de cada mulher.

Nesta fase dos 42 aos 49 anos quando começa a ocorrer o desprendimento das forças biológicas no sistema metabólico/locomotor/sexual e nós mulheres perdemos a nossa capacidade reprodutiva, abre-se um leque de oportunidades para desenvolver outras potencialidades que muitas vezes tivemos que deixar para trás. A dica é aproveitar este momento de mais consciência do próprio desenvolvimento para alargar os passos em novos rumos e direções.

Importante perceber que este movimento evolutivo é muito sadio quando ocorre de dentro para fora. Ou seja, quando percebemos que esta jornada de autoconhecimento é solitária. Este reconhecimento nos impede de culpar nossos parceiros por terem impedido nosso desenvolvimento até aqui. O desafio deste momento é a aceitação mútua de cada um em seus passos de desenvolvimento. A falta desta compreensão tem sido a causa de tantos divórcios e separações nesta fase da vida.

A idéia então é utilizar nossas forças, liberadas de gerar vida, para desenvolver nossas forças criativas dirigindo-as a um trabalho ou mesmo a um hobby, de acordo com o impulso interno de cada uma. É chegado o momento de criar os filhos espirituais, no sentido de criar ou contribuir para uma organização social como, por exemplo, uma instituição ecológica ou pedagógica, ou uma horta comunitária. Enfim, uma organização que atue onde se faz necessário e que podemos contribuir com nossa experiência.

É chegada a oportunidade de desenvolver o altruísmo, quando percebemos que nossos frutos estão maduros e prontos para serem doados. Passar conhecimento e informações para os outros é uma forma poderosa de doação. Nesta fase nossa árvore está frondosa, muitos frutos amadurecendo ao mesmo tempo e só é possível comer alguns, enquanto os outros tem de ser doados – caso contrário apodrecerão bem perto da árvore.

É chegado o momento de aprender a olhar para a própria vida a partir de um plano superior: ter uma visão global do todo, abarcando os fenômenos da vida externa e tentar resolver os desafios de imediato. Não há tempo a perder! A busca de novo valores de vida e valores espirituais, devem ser colocados em prática de forma cada vez mais intensa.

Este conjunto de atitudes, com certeza abrirá um leque de oportunidades tão grande que apaziguará os sintomas físicos, deixando-os em segundo na plano na caminhada do Climatério.

Propósitos definidos, vamos manter nosso compromisso com a atividade física diária e regular para garantir massa óssea, alimentação leve, pura e equilibrada e principalmente formar grupos de mulheres para incentivar a escuta e o esclarecimento.

O Climatério exige toda nossa atenção e dedicação. Formar grupos, pode inclusive atrair profissionais da área da saúde e afins dispostos a colaborar com palestras informativas e esclarecedoras. Busque na sua cidade e surpreenda-se com as possibilidades.

Em nosso próximo post continuaremos com o tema trazendo mais informações para que este maravilhoso ciclo feminino possa ser devidamente aproveitado.

Estamos muito felizes com a receptividade que estamos tendo e se você tem dúvidas ou algo que gostaria de ler aqui, mande email para rmarrie@gmail.com ou pergunte na nossa fanpage Ser Integral. E lembre-se de compartilhar! Há sempre a possibilidade de ajudar alguém.

Grande abraço e uma maravilhosa semana!

Fonte: Menopausa – O que você precisa saber – Lima e Botogoski – Ed Atheneu, 2009

Tomar a Vida nas próprias Mãos – Gudrun Burkhard – Ed Antroposófica

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