Há Deusas em cada Mulher

“Há Deusas em cada Mulher”

Esta é uma afirmação magnifica de Jean Shinoda Bolen, famosa doutora em Medicina e psiquiatra americana, autora de muitos livros – a maioria já traduzida para o português – em seu livro As Deusas e a Mulher. Publicado inicialmente em 1984, continua atual e capaz de produzir insights maravilhosos.

Toda mulher representa, em primeira e última instância, a causa e a solução das suas dificuldades existenciais. Embora nem sempre consiga, está em busca de aprender a ser a melhor protagonista na sua história de vida. Para que isso de fato aconteça é necessário aprender a fazer escolhas conscientes e para faze-las é imperativo conhecer as poderosas forças externas (estereótipos) e as forças internas (os arquétipos) e seus poderosos efeitos em sua vida.

Nesta pequena reflexão vou tratar apenas dos arquétipos, estes poderosos padrões internos que o grande psicólogo Carl Gustav Jung compartilhou conosco. Comecemos entendendo um pouco deste conceito que o Jung introduziu na psicologia. Para ele os arquétipos são padrões de comportamento instintivo que estão contidos no inconsciente coletivo. O inconsciente coletivo é a parte do inconsciente que não é individual, mas universal, com conteúdos e maneiras de comportamento que são mais ou menos os mesmos em toda parte e em todos os indivíduos. Ou seja, como padrões preexistentes, eles influenciam o modo como nos comportamos e reagimos aos outros.

Estes arquétipos – poderosos padrões internos – são os responsáveis pelas principais diferenças  entre as mulheres. Enquanto umas precisam da monogamia do casamento,ou dos filhos para se sentirem realizadas, outras dão muito mais valor à sua independência, buscando alcançar objetivos próprios que lhes são importantes. Outras procuram intensidade emocional , passando de um relacionamento para outro, ou de uma conquista para outra. Outras ainda, procuram a solidão, descobrindo que dedicar-se  à sua espiritualidade é o máximo para si mesmas. Ou seja, a realização de cada uma pode mudar muito de mulher para mulher, dependendo de qual arquétipo esteja atuando nela.

Conhecer estes arquétipos pode proporcionar às mulheres um meio de autoconhecimento , que lhes trará entre outros benefícios  poderem conhecer e modificar (se necessário) seus relacionamentos com homens e mulheres, com seus pais, namorados e filhos.

A doutora Jean, escolheu sete deusas gregas para personificar estes arquétipos e as dividiu em três categorias: as deusas virgens, as deusas vulneráveis e as deusas alquímicas ou transformativas.

As deusas virgens são: Ártemis, Atenas e Héstia. O segundo grupo, das deusas vulneráveis nos traz Hera, Deméter e Perséfone. E na terceira categoria, das deusas alquímicas vamos encontrar: Afrodite completando o grupo de sete deusas.

As deusas virgens representam a qualidade de independência e auto suficiência das mulheres. Personificam e expressam a necessidade de autonomia, focando sua percepção naquilo que de fato lhes interessa e dá sentido às suas vidas. Representam a meta direcionada e o pensamento lógico. Quando sob o domínio do arquétipo de Héstia direciona sua atenção interior para o seu centro espiritual buscando realização nesta área. As deusas virgens não se desviam de seus propósitos por conta de afetos emocionais.

As deusas do segundo grupo – Hera, Deméter e Perséfone – são as vulneráveis, que representam os papéis tradicionais de esposa, mãe e filha. São orientadas para os relacionamentos, dependendo deles para o seu bem estar. Essas três deusas foram violadas, raptadas, dominadas ou humilhadas pelos deuses e sofreram por cada afeto rompido ou desonrado. 

A sétima deusa é Afrodite, também conhecida pelo nome romano Vênus, deusa do amor e da beleza, completa a categoria deusas alquímicas. Bela e irresistível, teve muitos romances, produzindo amor e beleza, atração erótica, sensualidade, sexualidade e vida nova. Seus relacionamentos sempre foram de sua escolha pessoal e nunca foi enganada. Como as deusas virgens manteve sua autonomia, mas viveu seus relacionamentos como uma deusa vulnerável, mantendo a consciência focada e receptiva aos seus objetivos e os do outro. Seu arquétipo motiva as mulheres a valorizar mais a intensidade nos relacionamentos do que a permanência neles motivando-as a receber e celebrar a mudança em suas vidas.

Nosso grande desafio agora, enquanto mulheres é aprofundar este conhecimento sobre cada deusa, até porque há muitas deusas numa determinada mulher, e quanto maior for a dificuldade de auto conhecimento ou relacionamento, por exemplo,  que está enfrentando, maior a probabilidade  de que muitas deusas estejam atuando nela.

Como disse no inicio, nós mulheres vivemos entre dois campos de influência: intimamente por arquétipos divinos e exteriormente por estereótipos culturais. Tornar-se consciente destas forças permite utilizar o poder que este conhecimento proporciona.

Procure saber qual a sua deusa dominante ou a que está predominando no momento. Saber quais deusas são a força dominante dentro de si, proporciona auto conhecimento sobre, por exemplo:

a força e a intensidade de certos instintos;

suas prioridades e habilidades;

clareza para encontrar significado pessoal em sua vida, através de escolhas sábias e conscientes.

aceitação de suas forças e fraquezas.

Desejo que esta pincelada sobre as maravilhosas possibilidade de aumentar o auto conhecimento e auto aceitação, através do conhecimento dos arquétipos das deusas gregas, possa contribuir para uma vida mais plena, mais centrada e sobretudo mais feliz.

Você conseguiu se identificar com alguma ou algumas das sete deusas? O que você gostaria de saber mais sobre ela ou sobre elas?

Se você gostou deste artigo, comente abaixo, divulgue entre suas amigas  e amigos também, porque este conhecimento também beneficia os homens em seus relacionamentos com as mulheres de suas vidas. Sua contribuição é muito importante, até para que possamos voltar ao assunto se você quiser e aprofundarmos um pouco mais o tema.

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